"monster_hunter_world.vdata" { "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1000_RadiantCreeps_LocFieldNotes" "Quando conheci Frug, o Bárbaro, ele estava sentado em uma pedra em uma clareira na floresta, enfaixando alguns ferimentos de lâmina que pareciam bastante dolorosos. Ao lado dele, estavam os corpos de algumas criaturas que pareciam ser feitas de madeira. Ou madeira cortada, depois que Frug acabou com elas.

Após me apresentar, Frug contou que almeja se tornar um herói. Ele disse que eu poderia ser a primeira a escrever sobre as suas façanhas, começando pelas consequências da batalha que ele acabara de travar e vencer.

— Quando você quer se tornar um herói, esses caras são uma boa maneira de praticar — resmunga o bárbaro. — Até os verdadeiros heróis ainda afiam as suas lâminas neles.

— E olha só a melhor parte — acrescenta ele, antes de se abaixar para roubar moedas dos cadáveres que havia criado.

Eu ressalto que massacrar vítimas e saquear os seus corpos não parece muito heroico. Frug coça o queixo e franze a testa.

— Todos os heróis fazem isso — diz ele, embora pareça não estar convencido das próprias palavras. — Se todos os heróis fazem isso, não pode ser errado. Né?

Com isso, ele grunhe novamente, pega o seu pesado machado e sai pisando duro floresta adentro." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1000_RadiantCreeps_LocNonHeroName" "Criatura Iluminada" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1001_DireCreeps_LocFieldNotes" "Estou no Cabeça de Javali, uma modesta taverna em Hauptstadt, quando entra Frug, o Bárbaro. Debaixo do braço, ele traz uma cabeça usando algo parecido com uma máscara feita de ossos.

— Posso entrar AQUI com ISTO? — pergunta ele ao taverneiro, furioso. — Porque em todos os bares para heróis em que estive disseram que não era suficiente.

O taverneiro, cauteloso, diz a Frug que ele pode sentar-se onde quiser. Após o bárbaro comprar uma cerveja e se sentar pesadamente junto a uma mesa minúscula, decido arriscar outro encontro.

— Ah, é você — diz ele. — Eu pensei no que me disse e decidi não caçar mais nenhum daqueles caras das árvores. A não ser que eles ataquem primeiro.

— Agora só vou atrás desses aqui.

Ele sorri orgulhoso e aponta para o crânio mascarado que trouxe para o bar. Tanto a máscara quanto o corte onde Frug decapitou a criatura têm um aspecto repulsivo.

— E eles também andam com moedas — afirma Frug com um sorriso.

Eu comento que matar criaturas diferentes e saquear os cadáveres delas não é uma grande evolução do seu comportamento anterior.

— Tem gente que é impossível de se agradar! — grita o bárbaro. — Me deixe beber em paz!

E o deixo. Sabe-se lá o que Frug faria pelas moedas que trago comigo." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1001_DireCreeps_LocNonHeroName" "Criatura Temida" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1002_Courier_LocFieldNotes" "Daz Cardle está recolhendo estrume deixado por um das centenas de pequenos e robustos burros de carga pastando na grama verde, em um dos vários campos bem cuidados do Criadouro de Entregadores do Cardle. Ele percebe a minha aproximação, apoia-se na pá e limpa o suor da testa.

— À procura de um entregador? — ele pergunta. — Os meus clientes costumam ser bem maiores do que você.

Eu respondo que só quero fazer algumas perguntas sobre o seu negócio e ele alegremente aceita falar comigo, desde que pegue uma pá e o ajude com o trabalho.

— Há sempre uma grande procura pelos meus entregadores — diz ele orgulhosamente enquanto enche a pá com mais uma dose. — Felizmente para mim, eles procriam que nem uns malucos.

Ele me conta que há clientes que voltam várias vezes no mesmo dia. Atribui o seu sucesso a duas regras que ele nunca quebra: certificar-se de que os seus animais estejam fortes e saudáveis e nunca perguntar ao cliente o que fará com eles.

Ele afaga um dos entregadores e dá a ele um pedaço de comida que retirou do bolso. É claro que se preocupa com eles. Eu nem menciono o que pode acontecer com eles após serem vendidos." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1002_Courier_LocNonHeroName" "Entregador" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1003_Tormentor_LocFieldNotes" "— Esquisito, não? — diz Gren, de olhos semicerrados devido à luz do sol, enquanto observa o cubo gigante acorrentado mas que, de alguma forma, paira sobre uma colina próxima. — Isso apareceu repentinamente de um dia para o outro. Não faço ideia de quem o colocou ali ou do porquê.

O cubo era, de fato, estranho. Flutuava bem alto no ar, brilhante e com uma esfera nebulosa ao seu redor. Os agricultores da vila de Gren ficaram perplexos quando ele apareceu. Depois veio o medo. E o medo leva as pessoas a fazer besteiras.

— O meu marido, Shev, que descanse em paz, juntou um bando de agricultores para derrubá-lo dali — disse ela. — O Shev não valia nada, mas eu tinha esperanças de que um dos outros tivesse alguma boa ideia.

Não tiveram. Forquilhas, pedras, enxadas, nada do que atirassem parecia causar dano algum. E ainda por cima, os seus ataques acabaram voltando contra eles próprios, o que matou os agricultores. Agora, Gren cuida das plantações sozinha. E o cubo?

— Não tá fazendo mal a ninguém — disse. — Bem, tirando aqueles idiotas que tentaram lhe fazer mal. E até me livrou do Shev, então ele tem o seu valor." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1003_Tormentor_LocNonHeroName" "Tormenta" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1004_Roshan_LocFieldNotes" "— Roshan? Ah, dá para matá-lo — gabava-se Barrios, um guerreiro veterano. Ele estava usando o braço que lhe restava para rodar o espeto em que assava uma lebre. — Mas deixa eu te falar uma coisa... Não é tão fácil assim.

Barrios já foi membro do Quinteto Escarlate, um grupo famoso de mercenários que o conselho municipal de Krimwohl contratou para matar a criatura ancestral. Com uma força letal, eles atacaram rapidamente, mas Roshan atacou de volta, com mais força. Só dois membros do Quinteto escaparam do covil da criatura, um deles ferido irreparavelmente. Roshan sobreviveu.

Quando Barrios voltou a Krimwohl, acabado, mas mais astuto, ele reuniu um grupo muito maior de guerreiros, magos e heróis. A promessa de glória, dos tesouros de Roshan e uma generosa recompensa concedida pelos cofres de Krimwohl motivaram os seus passos. Mas ainda assim, foi preciso até o último feitiço e a última lâmina para finalmente matar a fera. O braço dominante de Barrios foi a menor das suas perdas.

— Mas, afinal, não é à toa que chamam o maldito Roshan de Imortal — suspirou o guerreiro. — Quando voltamos a Krimwohl, ele já tinha reaparecido, como se não tivesse sofrido arranhão algum.

— Nunca recebi a recompensa — resmungou ele, mexendo no fogo." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1004_Roshan_LocNonHeroName" "Roshan" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_100_Tusk_LocFieldNotes" "— Você não seria párea para mim — riu o Marfim quando lhe toquei o ombro pela primeira vez. — Não vou lutar com você, elfazinha. Não tem graça.

Talvez imprudentemente, eu havia interrompido a sua bebedeira enquanto ele estava sentado em uma cervejaria barulhenta na cidade gelada de Cobalto. Seus olhos se moviam de um lado para o outro enquanto ele abria e fechava o punho enluvado. A outra mão não se afastava muito da enorme caneca à sua frente.

Quando expliquei que não vim procurar briga, mas sim escrever sobre as suas façanhas, ele caiu na gargalhada.

— Para que isso? Todo mundo já conhece as façanhas do Marfim — disse ele, batendo na mesa para pedir outra cerveja. — O maior lutador do Reino Congelado. O maior lutador de qualquer lugar.

Isso chamou a atenção de um troll que estava por perto, que gargalhou e se levantou para encará-lo. Foi uma péssima ideia. Mais rápido do que se poderia esperar, o brutamontes feroz se levantou. Mais rápido ainda, ele socou o oponente com força suficiente para eu ouvir sete estalos distintos, que eu não imagino que uma única caveira de troll deveria fazer. A multidão, antes barulhenta, ficou em silêncio. O Marfim olhou ao redor em busca de outro desafiante. Qualquer outro desafiante. Eu não conseguia dizer se ele estava ansioso ou desesperado. De qualquer forma, ninguém apareceu.

— Não há lutas boas aqui — resmungou, decepcionado. E com isso, ele se enrolou em uma bola branca e rolou para o frio." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_100_Tusk_LocHeroName" "Marfim" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_101_SkywrathMage_LocFieldNotes" "Se eu tivesse que escolher uma palavra para descrever o mago conhecido como Dragonus, seria \"impressionante\" — mas \"carrancudo\" seria uma boa segunda opção.

Ele estava vigiando o Poleiro de Espinhos no Ninho Arrepiante quando eu pedi uma palavrinha. Recusou-se a me responder, mas um transeunte amigável me sugeriu voltar durante a troca da guarda, sete horas depois. Quando finalmente cheguei, ele estava falando com um áptero enorme chamado Grackle.

— Os ápteros são tão competentes e respeitados quanto os nobres — suspirou, como se os seus lábios ainda não estivessem acostumados a mentir.

Dragonus, o Mago Celestifúria, marcha oficiosamente durante a conversa. Parece que ele nunca considera estar de folga. Ou então ele passa o tempo livre falando somente sobre trabalho.

— Proteger a rainha é a coisa mais importante que alguém pode aspirar realizar — revelou.

— A verdadeira rainha — ele especificou. — Agora, o Ninho Arrepiante é governado legitimamente. — A voz ressoa pelos salões majestosos do Ninho. E dessa vez eu acreditei nele. Finalmente pude observar um pequeno brilho no seu olho, e o pequeno esboço de um sorriso orgulhoso." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_101_SkywrathMage_LocHeroName" "Mago Celestifúria" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_102_Abaddon_LocFieldNotes" "Eu nunca me aproximei da Fonte de Averno. Poucos já o fizeram. Não é uma fonte de jardim, mas sim uma fissura sobre a muralha, sangrando uma névoa densa e tão preta quanto a tinta de uma lula.

Inspire a névoa, e, segundo dizem, você receberá poderes e visões estranhas. Também dizem que o enigmático Lorde Abaddon inalou tanto que hoje é mais névoa do que homem. Enfim, para conhecer o mistério, é preciso conhecer a névoa. O problema é que os sacerdotes que protegem a fonte precisam conceder acesso, e eles não concedem.

Então eu segui para a próxima alternativa: falar com alguém de dentro.

Uma mulher da limpeza sentiu o cheiro; ela não dorme desde então, presa a uma repetição de sonhos da sua própria morte. Um cavaleiro teve a honra de sentir um \"gostinho\", e hoje em dia esmurra as muralhas até sangrar, implorando por mais.

Mas como ela é? Pelo que me disseram: fria e... ciente. Como se um estranho passeasse pelo seu cérebro, às vezes deixando algo brilhante para trás.

Mas e quanto a Abaddon? Bem, o que ele ganha fica entre ele e a névoa. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_102_Abaddon_LocHeroName" "Abaddon" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_103_ElderTitan_LocFieldNotes" "No alto de uma chapada ensolarada nos Resíduos do Caos, eu parei sob a sombra de uma rocha. Para a minha surpresa, a rocha também abrigava alguns murais, cujos pigmentos ancestrais estavam tão craquelados quanto o terreno ao redor.

À primeira vista, pareciam ilustrar um mito da criação. As imagens mais antigas retratavam figuras titânicas moldando montanhas e derramando oceanos, como se o universo fosse feito de argila.

E então a maior dentre as figuras quebra o mundo — aparentemente de forma acidental. Repetidamente, as pinturas seguintes, criadas por diferentes mãos, o mostram juntando os pedaços meticulosamente, com fragmentos levantados sabe-se lá de onde. Enquanto isso, pequenas figuras correm pelos cantinhos, talvez os próprios artistas. Eu percorri uma das pinturas com o meu dedo. A chapada estremeceu. Coincidência, provavelmente.

E então eu finalmente percebi: isso não era um mito da criação, mas sim um aviso. Sejam quem fossem esses pintores, ou o que quer que tenha acontecido com eles, a mensagem sobreviveu perfeitamente intacta ao longo dos milênios — CUIDADO: ÁREA EM CONSTRUÇÃO. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_103_ElderTitan_LocHeroName" "Titã Ancestral" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_104_LegionCommander_LocFieldNotes" "O majestoso Palácio Imperial do Corredor de Pedra paira sobre o resto da cidade, com novas pedras posicionadas meticulosamente para cobrir as partes destruídas pela Horda Abissal anos atrás. Outra novidade: uma enorme cerca de ferro em torno da estrutura.

O Imperador Galânio está ocupado (em termos imperiais: \"importante demais para falar com um escriba\"), mas o comissário do palácio, um homem oficioso chamado Lorath, me deu um pouco de atenção.

— A cidade ainda está em processo de reconstrução após todos esses anos — murmurou —, mas não haveria o que reconstruir, nem ninguém para reconstruir, se não fosse por Tresdin.

Como comandante da prestigiada Legião de Bronze da cidade, Tresdin foi crucial para forçar os demônios a recuarem durante o cerco à cidade. Com a Legião perecendo, ela desafiou o líder Abissal para um combate. Mesmo com uma chance quase inexistente, ela venceu.

— Com o seu líder derrotado, a horda retornou para o Abismo — contou Lorath.

Ele também comentou tê-la visto enfrentar adversários poderosos em duelos e forçar patrulhas invasoras inteiras a recuar. Tudo isso do alto da torre, é claro.

— Ela partiu em busca de vingança contra aqueles que arruinaram a nossa cidade, mas caso o Corredor de Pedra volte a precisar de defesa, Tresdin estará aqui." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_104_LegionCommander_LocHeroName" "Comandante da Legião" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_105_Techies_LocFieldNotes" "Explosões abafadas e distantes foram ficando mais altas conforme eu avançava pela Terra dos Lamentos. Marcas de queimaduras e crateras pelo terreno arenoso também guiaram o caminho. No fim das contas, não foi preciso contratar um guia para me levar até os Keen conhecidos como Techies. Ainda bem, pois o que eu iria contratar acabou pisando em uma mina e foi explodido alguns quilômetros atrás.

Enfim os encontrei mexendo em fios presos a um grande caixote de madeira que vazava pólvora.

— Ei, quer ver uma coisa explodir? — guinchou o maior deles.

— Se não, é melhor olhar para o outro lado — resmungou o magrinho, mascando um cigarro.

Eu expliquei que adoraria assistir a uma explosão, desde que primeiro me respondessem a algumas perguntas.

— Isso geralmente responde a todas as perguntas — respondeu o magrinho, lançando uma bola metálica enferrujada sobre uma duna. A explosão pareceu os levar a uma crise de riso.

Eu prossegui, perguntando o que os levou a se juntar à batalha dos Ancestrais.

— O que é um Ancestral? — perguntou uma voz de dentro do barril nas costas do grandalhão." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_105_Techies_LocHeroName" "Techies" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_106_EmberSpirit_LocFieldNotes" "— Você não é uma guerreira — disse o flamejante guerreiro Xin, com a sua voz grave e tranquila.

Expliquei, com alguma hesitação, que eu realmente não era. Que não tinha vagado pelas Montanhas da Lamentação por dias em busca da Fortaleza Flamejante para aprender a lutar, mas sim aprender mais sobre ele. Por sorte, Xin, o Espírito da Brasa, não se ofendeu com isso.

— O conhecimento também é vital — respondeu, gesticulando para que eu me sentasse. — Precisamos nutrir ambos o corpo e a mente.

Mantive alguma distância. Não senti más intenções, mas ele irradiava um calor desconfortável.

Xin falou sobre como, enquanto humano, ele havia estudado como guerreiro e como poeta. Por meio de sabedoria e força, ele dominou a obscura arte marcial dos Vínculos da Flama Guardiã. Depois, procurou ensiná⁠-⁠la a outros. Não demorou para que a sua palavra chegasse aos ouvidos errados.

— Eu não era páreo, havia muita gente atrás de mim — explicou.

Mataram Xin, mas o trabalho da sua vida inspirou o Celestial Ardente, que o ressuscitou como o Espírito da Brasa. Xin então explicou a sabedoria das chamas. As suas palavras eram como o fogo: impossível de absorver, mas imprudente de se ignorar." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_106_EmberSpirit_LocHeroName" "Espírito da Brasa" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_107_EarthSpirit_LocFieldNotes" "Kaolin senta-se de pernas cruzadas em uma falésia no topo de uma colina verdejante, observando uma mina de corindo. Fazendo carinho no queixo de um bebê archtyrex, a sua postura parece contradizer o seu porte. Mas, de alguma forma, é exatamente como você esperaria.

Conforme conversamos, ele usa uma força invisível para comandar uma pedra pelo campo, fazendo o filhote correr atrás. É incrivelmente adorável.

Outrora, ele foi um grande general cujos feitos foram imortalizados em pedra. Porém, o jade que corria sob o terreno também carregava o espírito da terra. E esse espírito foi infundido na estátua de Kaolin. Agora conhecido como Espírito da Terra, ele tem uma consciência que transcende a sua força pétrea.

— O meu conhecimento vem das forças primordiais que moldaram essas terras até o fundo dos oceanos — ele me revela.

O seu novo propósito: \"proteger os desprotegidos. Destruir aqueles que vivem somente para destruir.\"

Bem na hora que eu me levanto para fazer um alongamento, a falésia desmorona sob os meus pés. Eu caio, gritando um pouco além da conta, rezando para todos os deuses imagináveis. Então, de repente, a minha descida é lentamente revertida, até me deixar novamente cara a cara com Kaolin.

— Todos nós viemos da terra, mas você não retornará para ela hoje — ele me alenta, sorrindo.

Eu o agradeço profundamente e, farto de precipícios por hoje, deixo-o com as suas meditações. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_107_EarthSpirit_LocHeroName" "Espírito da Terra" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_108_Underlord_LocFieldNotes" "Mesmo após anos de reconstrução, ainda há distritos inteiros no Corredor de Pedra deixados em ruínas pela Horda Abissal. Não fiquei surpreso ao saber que esses eram distritos mais pobres, aqueles sem comerciantes ricos ou nobres ambiciosos esperando os louros de salvadores. Mas há muito tempo acredito que pessoas rancorosas têm as melhores lembranças, então foi para esses distritos que me dirigi.

Os residentes estavam mais do que ansiosos para conversar, incluindo soldados mutilados que tiveram a sorte de sobreviver à batalha. Com grande desdém, eles falaram da arrogância da Legião de Bronze e da sua decisão ridícula de mandar os cidadãos permanecerem nas suas casas. Eles compreenderam o erro quando Vrogros, o Lorde Abissal, maior do que qualquer carroça blindada, atravessou as muralhas da cidade como se fossem feitas de papel.

Eles disseram que ele repeliu espadas, flechas e balistas. Quando batiam nele, um disse: \"parecia o som de aço raspando contra pedra\".

Então Vrogros abriu um portal. E, unanimemente, nenhum soldado ousou continuar a história. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_108_Underlord_LocHeroName" "Lorde Abissal" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_109_Terrorblade_LocFieldNotes" "Contido por símbolos e velas, o diabinho roxo paira sobre o pentagrama que eu havia alugado de um feiticeiro ganancioso pela próxima hora. Após lançar o feitiço de invocação, o feiticeiro saiu para lidar com outros fregueses.

O meu Ozkavoshiano não é perfeito, mas palavrões têm um jeito de se destacar em qualquer idioma. Eventualmente, o diabinho me conta por que os seres infernais tanto temem o Terrorgume.

Mesmo os membros da realeza infernal — de quem ele havia roubado — não o enfrentariam sozinhos. Eles formaram um pacto infernal em união contra ele, e então enviaram o poder combinado dos seus Guardas da Fúria, mas nenhum deles retornou.

Transbordando poder após beber as suas forças vitais diabólicas, Terrorgume não pôde ser derrotado. Ele só pôde ser teletransportado para o Decaduto, uma prisão conhecida como o Inferno dos Infernos. Mas mesmo isso não o deteve por muito tempo.

O diabinho está prestes a me mostrar um fragmento espelhado que ele roubou das ruínas do Decaduto, depois que Terrorgume o destruiu. Mas aí eu espirro, apagando as velas e o banindo (assim espero, mas é possível que eu o tenha libertado). Ainda bem! Ele estava me pressionando para assinar um monte de coisas que eu não tinha me dado ao trabalho de ler, e quase conseguiu a minha assinatura. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_109_Terrorblade_LocHeroName" "Terror" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_10_Morphling_LocFieldNotes" "— A prefeita receberá você agora — disse o assistente, com uma voz rouca, apontando para uma porta de carvalho no lado norte da sala onde eu estava esperando.

A pequena vila de Rosaixo foi a última a relatar ter visto o ser enigmático conhecido apenas como Morfoso. Era pouco povoada — nunca vi mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

Eu entro pela porta em uma sala com aroma de lavanda enquanto a prefeita entra por outra porta, ao leste. Apertamos as mãos. Noto o suor na dela.

— Não faça muitas perguntas sobre o Morfoso — ela avisa, com uma voz surpreendentemente baixa.

A criatura havia chegado dias atrás e foi instantaneamente atacada por aldeões temerosos. Ele se defendeu, mas teve o cuidado de não machucar ninguém, diz a prefeita. Eventualmente, eles perceberam que ele não queria fazer mal e pararam de atacá-lo.

— Águas passadas — diz a prefeita. — Agora, tenho outras coisas para resolver.

Ela volta em direção à porta pela qual entrou. Ao abri-la, eu vejo corpos lá dentro. Dezenas deles, inchados, afogados. O rosto da prefeita brilha e, para o meu horror, se transforma no meu." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_10_Morphling_LocHeroName" "Morfoso" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_110_Phoenix_LocFieldNotes" "Eu estive em três cidades supostamente visitadas pela Fênix, mas, até o momento, ninguém levantou das cinzas para conversar comigo. Embora eu não pudesse avistá-la, mesmo seguindo os seus rastros, havia bastante cinzas para contemplar. Cidades inteiras, desde vigas de madeira até o granito quebradiço. E quanto às pessoas... Bom, em meio a tantas pilhas de cinzas do tamanho de prédios, também havia pilhas menores no meio das ruas, então eu tenho uma suposição. Parece que eu não conseguiria entrevista alguma. Eu precisava ir mais a fundo.

E agora, no 19º andar subterrâneo dos Arquivos Violeta, eu finalmente encontrei o dossiê que os vasculhadores comentaram. Uma espécie de fichário com um desenho da Fênix na capa. Está dentro de uma caixa robusta e pesadíssima, feita de algum material parecido com diamante e repleta de marcas de queimadura.

O dossiê começa com teorias sobre a distância mínima de segurança e quais minerais exóticos dos reinos podem compor a ave flamejante. A maior parte do dossiê é incompreensível — símbolos e números próximos a frases como \"taxa de combustão\" e \"quociente de incandescência\" em páginas queimadas.

A caixa foi encontrada, milagrosamente intacta, no meio de uma cratera vitrificada em um campo de rochas derretidas. Acredito que os pesquisadores tenham calculado errado a distância mínima de segurança. Mas belo trabalho em relação à caixa. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_110_Phoenix_LocHeroName" "Fênix" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_111_Oracle_LocFieldNotes" "Costuma-se dizer que a sorte favorece os corajosos. Mas, como os Conselheiros de Cymurri perceberam enquanto enfrentavam a sua destruição, na verdade a sorte favorece quem ela bem quiser.

Nerif era o último de uma longa linha de Oráculos que serviam ao Rei Esculpido, mas em vez de prever o futuro, como os demais, ele parecia conhecer uma forma de moldá-lo. Determinado a conquistar novas terras, o Último Rei Esculpido via Nerif como uma arma secreta. Com alguém capaz de dobrar o destino ao seu favor, ele jamais perderia outra batalha.

Até que um dia Nerif se recusou a prever a vitória.

— Eu simplesmente falei ao Rei que o resultado era incerto — sussurrou na minha mente.

E a incerteza se desenrolou. Soldados morriam e viviam, simultaneamente. A batalha foi vencida e perdida ao mesmo tempo. A realidade se dividiu em duas, assim como as mentes dos combatentes. E dividiu-se novamente. E de novo.

Será que Nerif criou esse futuro, resultando em infinitas realidades conflitantes, para destruir o Rei Esculpido e se libertar? Parece que ele não sabe.

— Eu não vejo o passado. Somente o futuro — falou.

E quanto ao que ele vê no meu futuro... Dado o destino do seu antigo mestre, eu prefiro não saber. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_111_Oracle_LocHeroName" "Oráculo" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_112_WinterWyvern_LocFieldNotes" "— É impossível escolher só um — eu menti.

Auroth me perguntara se eu já havia lido os seus livros. E quando eu menti, confirmando, ela perguntou qual era o meu poema favorito.

Eu precisei mentir. Não me aventurei pelas tundras inóspitas das Geleiras Devastadas para ofender a Serpe Invernal e acabar congelada por ela. (E, sem a ajuda dela, eu também teria congelado se não tivesse encontrado uma fogueira.)

E eu também não poderia revelar o motivo pelo qual evitei os poemas dela: as críticas não eram nada boas. Infelizmente, os verdadeiros dons de Auroth se mostram no campo de batalha, embora ela prefira acreditar no contrário.

— Nós devíamos escrever algo juntas — ela sibila esperançosa — É tão raro encontrar outra autora por aqui.

Embora a sua abordagem seja acolhedora, o seu hálito congela até os meus ossos. Eu me vejo forçada a balançar a cabeça, disfarçando a minha tremedeira.

O seu sorriso é repleto de dentes, e o couro das suas asas range conforme ela as estica, indo de um lado ao outro da enorme biblioteca. Ela dá uma piscadinha. — Excelente — reverbera, antes de alçar voo até uma janela enorme. — Deixe-me fazer algo impressionante para podermos relatar." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_112_WinterWyvern_LocHeroName" "Serpe Invernal" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_113_ArcWarden_LocFieldNotes" "— Os irmãos Deste não sabem o terror que causam — disse o ser atemporal em pé ao meu lado.

Zet, o Guardião do Arco, está comigo próximo a pilares de pedra tortos e chamuscados. Há uma poça entre eles, repleta de sangue e vísceras, brilhando levemente.

Zet observa por um momento, analisando os danos. Uma enorme decepção toma o lugar do que antes parecia um estoicismo completo.

Ele explica que outrora pertencia a algo maior, que ele denominou como a \"Unidade\". Durante a formação do universo, esse algo maior acabou se fragmentando, e duas dessas partes — os \"irmãos\" de Zet, Iluminado e Temido — competiram para dominar o cosmos, moldando toda a existência para servir a eles.

— Isto não pode acontecer — alertou. — Este capturou os irmãos Deste anteriormente. Este capturará novamente.

Somente contendo os lados conflituosos, segundo ele, a harmonia poderia retornar ao cosmos. E se ele falhar?

— A desarmonia não pode prevalecer — ele conta. — Nenhum irmão pode prevalecer. Todos devem ser reunidos. Ou tudo há de ser destruído.

Eu rezaria aos deuses para que Zet tivesse êxito em reforjar a Unidade. Mas eu já estava falando com um, e ele parecia já estar trabalhando nisso." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_113_ArcWarden_LocHeroName" "Guardião do Arco" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_114_MonkeyKing_LocFieldNotes" "Embora os deuses tenham poderes ilimitados, eles não são abençoados com paciência ilimitada. Não que Sun Wukong tenha se preocupado. Para o Rei Macaco, causar o caos já é uma recompensa — uma pela qual ele pagou uma dívida.

Eu queria questioná-lo sobre essa penitência — meio milênio preso sobre uma montanha por irritar os deuses —, mas Sun Wukong era ainda mais elusivo do que as histórias contavam.

Um vislumbre dele sentado sobre os galhos no topo de uma árvore enorme. E então um relance da sua silhueta saltando por entre as folhas antes de desaparecer dentro de um pequeno grupo de árvores que eu poderia jurar não estar ali antes. Era tudo uma ilusão? Uma enganação?

E, o tempo inteiro, um exército de macacos malditos gritando, rindo, mexendo nas minhas anotações e roubando todas as minhas canetas antes de desaparecerem. Pelo menos eles não jogaram fezes em mim. Menos um deles, e eu acho que ele só fez isso porque sabia que ia me irritar.

Foi realmente cansativo, e após alguns dias na floresta, eu precisei aceitar a derrota. Se o Rei Macaco exasperou os deuses, que chance eu tinha?" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_114_MonkeyKing_LocHeroName" "Rei Macaco" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_119_DarkWillow_LocFieldNotes" "A pista de corrida da Espiral Branca é repleta de bêbados à beira da sociedade, torcendo ou xingando enquanto os entregadores passam pelo circuito.

Eu encontro Mireska Mirassol, a Fada Sombria, perto da primeira fileira, acompanhando o evento animada, com uma ficha de apostas na mão. Ela me vê de olho e sobrevoa até mim.

— Lugar perigoso para alguém como você — ela fala, com uma voz cadenciada, mas provocativa. — Cuidado para não acabar levando uma facada.

Eu gaguejo, revelando que estava em busca de conversar com ela. Enquanto isso, um espírito voa até ela e entrega uma moeda, que ela aceita com uma piscadinha.

— Não tenho muito o que dizer, na verdade — Mireska rebate. — Os meus pais eram uns idiotas estraga-prazeres, e é melhor não falar muito sobre isso, mas eu preferi seguir a minha própria vida.

O espírito trouxe outra moeda.

— Nesse mundo, você precisa achar a sua própria diversão — e ela pisca novamente.

Agora, o espírito traz uma bolsa cheia de moedas. Uma bolsa familiar. Eu procuro a minha bolsa, e ela não está mais lá. Eu olho de volta para onde Mireska estava, mas ela também não está mais lá." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_119_DarkWillow_LocHeroName" "Fada Sombria" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_11_ShadowFiend_LocFieldNotes" "Os Cavaleiros das Planícies Basálticas são uma ordem nobre e orgulhosa. E, pelo que percebi, passam por uma trágica falta de pessoas. Conhecidos por limpar incansavelmente os Campos da Carnificina de qualquer morto-vivo e demônio, me surpreendeu o quão poucos eles são.

— Saudações, bem-vinda! — diz o general de campo, Endalor, enquanto galopa pelo campo em pousio para me encontrar na porta do acampamento. — Acredito que vossa jornada tenha sido privada de desventuras?

Após diversas formalidades, eu o questiono sobre Nuncamais, o Terror das Sombras. A sua postura presunçosa vacila brevemente, mas logo se recompõe.

— Foi um tipo de batalha que eu espero nunca mais presenciar — ele revelou. — Nós cercamos a criatura nefasta de todos os lados. Infelizmente, aquela forma sombria repelia qualquer ataque desferido.

Endalor falou sobre como homem após homem pereceu, e como as suas almas eram colhidas por Nuncamais. Uma centena de homens o enfrentou. Aquela dúzia de cavaleiros no acampamento foram todos os sobreviventes.

— O meu juramento impede a prevaricação — revela. — A abominação forçou a nossa retirada. Ele é o único inimigo que não conseguimos exterminar.

— Ele é o único inimigo que esperamos não encontrar novamente." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_11_ShadowFiend_LocHeroName" "Terror das Sombras" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_120_Pangolier_LocFieldNotes" "Os frequentadores de um pub pitoresco na Espiral Branca estavam me contando histórias das façanhas de Donté Panlin, quando o próprio apareceu.

— Soube que você estava perguntando por mim — ele ronronou com uma piscadela, segurando a aba de seu chapéu. — O que não me disseram é o quão DESLUMBRANTE você é. Donté Panlin, às suas ordens.

Ele inclinou-se, em profunda reverência, pegou a minha mão e a beijou antes de deslizar no assento em frente ao meu. Não seria exagero dizer que os outros à mesa desmaiaram.

— Você talvez queira ouvir sobre a vez em que derrubei um gigante? — cantou Panlin. — Ou a outra vez em que derrubei um gigante? Dragões? Demônios? Déspotas?

Ele evocava grandes batalhas enquanto desdobrava incontáveis histórias meticulosamente detalhadas de monarcas resgatados, aldeias salvas, monstros derrotados, cada uma mais elaborada do que a anterior. Eu já havia ouvido várias dessas histórias, e as versões de Donté oscilavam entre \"exagero desmedido\" e \"falsidade descarada\".

É claro que o Pangolim tem a sua cota de admiradores. Mas ninguém admira Donté Panlin mais do que ele." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_120_Pangolier_LocHeroName" "Pangolim" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_121_Grimstroke_LocFieldNotes" "No inabitado templo central de Ashkavor há uma pedra rúnica tingida com tinta e pecados antigos, o tipo de artefato que grita silenciosamente: \"coisas ruins aconteceram aqui\".

Na verdade, um ritual sagrado costumava acontecer aqui. Os Iniciados pintavam com uma tinta mágica para vincular as suas almas às das pessoas, tornando-se Ascendidos.

E então o Pintor Sombrio enxergou uma oportunidade onde outrora viam somente tradição. Ele aprimorou a tinta, tentando aumentar os poderes dela e, consequentemente, os seus também. Se acontecesse algo a alguém, a culpa não seria dele.

É assim que ele reescreveu a história. Agora tiremos os panos do autoengrandecimento.

Sedento para ascender ainda mais alto, ele adicionou um icor proibido às suas tintas. Má ideia — ele era proibido por um motivo. Para salvar a própria pele, transformou todos os habitantes de Ashkavor em sombras monstruosas, apagando toda a sua civilização em uma única pincelada.

Estes são os fatos básicos. Eu sei que ele adoraria que eu me debruçasse sobre os seus planos grandiosos de reformular o mundo segundo a sua imagem. Eu não irei. Já gastei tinta demais em nome do Pintor Sombrio. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_121_Grimstroke_LocHeroName" "Pintor Sombrio" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_123_Hoodwink_LocFieldNotes" "Todos os guias próximos ao Bosque de Tomo'kan me deram o mesmo aviso: não tente encontrar a Chapeuzinho. Então eu não tentei. Em vez disso, eu deixei a Chapeuzinho me encontrar. Montei a minha tenda e espalhei algumas redes que comprei do Armadilho, para impedir alguns predadores menos inteligentes e, teoricamente, fazer a Chapeuzinho pensar que estava lidando com um idiota. Nem deu tempo de fingir adormecer e uma bolota voadora passou por cima da minha cabeça, batendo no tronco atrás de mim.

Ela era menor do que eu imaginava, carregando uma besta quase do mesmo tamanho. E ainda assim a segurava com mais autoridade que qualquer membro treinado da Legião de Bronze.

— Ninguém coloca armadilhas na MINHA floresta — zombou.

Tranquilamente, expliquei o meu subterfúgio e solicitei uma entrevista. Ela ficou feliz em conversar. Ela falou sobre a comida que confiscou da minha mochila. Sobre o ouro que roubou da minha bolsa. E também sobre como sair do Bosque de Tomo'kan antes que mudasse de ideia. Ela devolveu as minhas armadilhas, todas destruídas. Cá entre nós, foi melhor do que eu esperava. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_123_Hoodwink_LocHeroName" "Chapeuzinho" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_126_VoidSpirit_LocFieldNotes" "— A sua realidade é passageira — diz Inai, o Espírito do Vazio, que me fez o favor de viajar até a minha própria residência para uma entrevista. É um gesto de boas-vindas, embora trivial para ele.

— É apenas uma das realidades infinitas, que se dobram e desdobram, separadamente e em conjunto.

É o que fez mais sentido nas horas em que conversamos, pelo menos para mim. Quando eu peço para ele parafrasear ou esclarecer algo, ele simplesmente olha para mim, sem expressão.

O que eu pude perceber é que Inai viaja através de realidades, com o objetivo de garantir que elas não se afastem dos seus passados predestinados. Mas ele não fala sobre si mesmo; ele está mais interessado na existência como um todo. As suas palavras sem dúvida confundiriam os maiores pensadores (e eu não sou um deles). — Uhum — eu digo, rabiscando no meu caderno.

Depois de um monólogo particularmente longo, ele pergunta: \"Você entendeu tudo?\"

Eu minto e confirmo. Aquele semblante estoico se torna cético. \"Repita para mim.\"

Eu dou o meu melhor com o que consigo me lembrar. \"Hum... Você disse que a existência é apenas... uma recursão iterativa de estruturas... ontológicas, eu acho... e elas estão colapsando sob as suas próprias... Como era mesmo? Epistêmica? Ilusões epistêmicas? Delírios?\"

Com um bocejo, ele abre um portal sob si e desaparece nele. Para onde, eu nem poderia imaginar.

Contradições epistêmicas. Era isso." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_126_VoidSpirit_LocHeroName" "Espírito do Vazio" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_128_Snapfire_LocFieldNotes" "— Fazer coisas que explodam os seus inimigos não é difícil. Sente-se, Mortimer — diz Beatrix Belicista.

Estamos sentadas na sua casa arruinada no meio do deserto escaldante de Nanarak, cercadas por engenhocas semi-construídas feitas com ferramentas semi-quebradas. Saliento que as casas detonadas dos seus vizinhos sugerem que a fabricação talvez não seja tão fácil quanto ela afirma.

— É fácil para qualquer pessoa com um pouco de bom senso — ela se corrige. — Senta, Mortimer. Mais chá, querida?

O seu bichinho gigante finalmente para de lamber o meu rosto, permitindo-me recusar a oferta. O chá é um pouco apimentado demais para o meu gosto. Mas melhor do que os biscoitos, que eram AINDA MAIS apimentados demais para o meu gosto.

— As pessoas por aqui não têm muito bom senso — Beatrix balança a cabeça. — Para a sorte deles, eles têm a mim e a Mortimer. Mortimer, SENTA!

E então ela começa a soldar um longo tubo de metal a um pedaço de sucata enferrujada que de alguma forma parece ainda mais velha do que ela.

— O que todos esquecem é que a pólvora entra por ÚLTIMO — ela fala enquanto uma explosão ressoa ali perto." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_128_Snapfire_LocHeroName" "Belicista" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_129_Mars_LocFieldNotes" "— Eu era imprudente — diz Marte, o Deus da Guerra ancestral, do alto do seu majestoso trono dourado. — Eu era arrogante. Eu travava guerras só para ver os rostos aterrorizados dos mortais enquanto os atravessava com a minha lança.

Se essa resplandecente sala do trono hoje em dia é sinal de um Marte mais humilde, ele deve ter sido insuportavelmente arrogante no passado. Tapeçarias enormes estão penduradas em cada parede, cada uma comemorando as suas vitórias em batalhas épicas destinadas a superar as batalhas épicas das outras tapeçarias. Dezenas de estátuas competem por um espaço, cada uma ilustrando o deus da guerra em poses heroicas no meio de um golpe, o que faz parecer que ele está lutando incessantemente contra outras versões de si mesmo em alguns dos cantos mais apertados.

Marte fala sobre como ele não permite mais que seus impulsos mais básicos o levem à batalha. Ele não cobiça mais o medo e o respeito dos mortais. Mas isso não o impede de espalhar a guerra.

— A guerra é necessária — sua voz reverbera pela enorme câmara. — Ela demonstra quem é digno.

Os deuses antigos, diz ele, se tornaram complacentes e fracos. Com a sua nova humildade e responsabilidade, portanto, ele decidiu que deve aguentar o fardo de governar todos com mão de ferro.

— Antes, eu achava que deveria ser o Rei dos Deuses porque era arrogante e tolo — ele admite. — Hoje, vejo que eu devo ser... por pura sensatez." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_129_Mars_LocHeroName" "Marte" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_12_PhantomLancer_LocFieldNotes" "Azwraith observava a tranquila correnteza do rio, segurando a lança com afinco, como se estivesse em combate. Mas ele não teve interesse em falar sobre a maestria com a lança que demonstrou na batalha contra o Vorn, o Mago Terrível.

Como ele foi o único do seu povo a sobreviver ao ataque brutal, eu não podia culpá-lo. Ele rejeitou a pergunta com um simples \"não tínhamos interesse nas guerras dos outros. Até que eles trouxeram as guerras para nós.\"

Com isso, ele retomou o foco na água e na abundância de peixes que ali nadavam. Ele me contou quais eram comestíveis e quais eram venenosos, quais eram fáceis de pegar e quais reagiriam. Eu não tinha vindo para uma aula de ictiologia, mas tentar mudar de assunto era inútil.

E então eu decidi aproveitar a calmaria do dia. Eu estava quase cochilando quando vi Azwraith mexer na água desajeitadamente com a sua arma, assustando todos os peixes de um cardume para a margem oposta. Eu estava começando a pensar que ele poderia não ter sido feito para a vida pacata de um pescador... até que uma cópia de si mesmo apareceu na margem oposta, lançando em um único golpe três daqueles que ele havia apontado como os mais comestíveis. E eles eram deliciosamente comestíveis, percebi, durante o banquete naquela noite junto à fogueira. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_12_PhantomLancer_LocHeroName" "Lanceiro Fantasma" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_131_Ringmaster_LocFieldNotes" "Falar que o ferreiro estava destruído seria um eufemismo, o seu peito pesava em meio aos soluços. Estávamos sentados na oficina repleta de sucata onde ele fabricava novas peças para o Mestre Circense.

— Eu recusei já de cara. E então ele trouxe aquela roda maldita. Quando percebi, eu já tinha dado todos os meus materiais e estava junto com o meu filho em uma tenda cheia de gente pronta para assistir ao \"espetáculo\".

Trêmulo, ele desfaz as bandagens do pé esquerdo, mostrando os resultados do ato com participação da plateia: \"Lâmina ou Clava\". Mas o que realmente mexe com ele é falar sobre o filho, que Cogliostro escolheu para um ato de desaparecimento. Ele disse que o libertaria da \"Caixa\" caso as criações do ferreiro funcionassem.

Parece que elas funcionaram. Com uma batida na porta, uma voz baixa chama: \"papai?\" O ferreiro cambaleia rapidamente até lá para abrir. Ali, de pé, vejo mais um mecanismo do que uma criança. Engrenagens giram, expostas, enquanto molas se comprimem sobre pequenos foles. As próprias construções do ferreiro, agora usadas para atormentá-lo ainda mais.

— Cogliostro mandou-me para vigiar você — a abominação guincha, com a cabeça pendendo mecanicamente para o lado.

O ferreiro chora... e eu também. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_131_Ringmaster_LocHeroName" "Mestre Circense" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_135_Dawnbreaker_LocFieldNotes" "Normalmente, ouvir ordens para \"seguir a luz\" me faria revirar os olhos e pedir para falar com alguém com menos tendências para poesia dramática e um pouco mais de informações reais. Mas no caso de Valora, a Alvorada, isso era o máximo que os aldeões próximos ao Bosque de Noiteprata tinham.

Ela havia entrado naquela floresta escura há poucos dias, e testemunhas a quilômetros de distância alegaram ter visto bolas de luz brilhantes aparecerem acima das árvores.

Felizmente, para esta história, isso não era apenas mais um exagero de aldeões cobiçando ler os seus nomes impressos. A escuridão do Bosque de Noiteprata facilitou seguir os clarões. Sem falar na cacofonia crescente do martelo de Valora esmagando madeira, pedra e inimigos.

Antes de ficar cego — apenas por uma semana, ainda bem — eu a vi brevemente: uma estrela viva, destruindo a escuridão que a cercava, movida apenas pela força da sua vontade.

Escuridão demais não faz bem, acho que todos concordamos em eliminar parte dela. Mas eliminar toda a escuridão? Apenas um brilho ofuscante o tempo inteiro? Eu vislumbrei a sua utopia por meio segundo, e as minhas retinas não gostaram nem um pouco. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_135_Dawnbreaker_LocHeroName" "Alvorada" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_136_Marci_LocFieldNotes" "Me informaram que Marci não falava, o que só me fez querer conhecê-la ainda mais. Acredite em mim, é muito raro neste mundo ter uma reputação como a de Marci sem todo o ego falastrão que vem com ela.

Felizmente, conhecidos dela ficaram mais do que felizes em falar por ela, em troca de algumas moedas. Nos encontramos no Bosque de Noiteprata, e eles relembraram memórias enquanto Marci caminhava pelas proximidades, observando diligentemente as árvores, aguardando o retorno da Princesa Mirana. Cada um tinha uma história, que sempre alegavam ter testemunhado pessoalmente, uma mais fantástica que a outra. Com os punhos cerrados, segundo diziam, Marci havia matado bandidos, exércitos e até mesmo um deus ou outro.

Dada a aparência despretensiosa de Marci, suspeitei que tudo isso fosse bobagem. E então Marci assobiou. Quando virei a cabeça, ela estava pulando certeira floresta adentro. O pessoal falou que não precisávamos segui-la, então esperamos. Logo Marci voltou, coberta de sangue, caminhando com a Princesa Mirana, imaculada, ao seu lado. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_136_Marci_LocHeroName" "Marci" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_137_PrimalBeast_LocFieldNotes" "Alguns sugerem que a Fera Primal é apenas um bebê. Analisando a destruição em torno do que outrora era a vila de pescadores de Andujar, realmente dá para imaginar aquilo como resultado de uma criança descontrolada. Mas o nível da devastação, no entanto, requer uma malícia muito superior.

Construções inteiras reduzidas a entulhos, docas esmagadas em pequenas farpas de madeira, e barcos inteiros despedaçados na beira do rio. Não parece haver um sentido por trás de toda a destruição. Não há aldeões. Espero que eles tenham fugido, em vez de terem sido devorados.

Enfim, adicionemos Andujar à crescente lista de colônias que a Fera Primal riscou do mapa. Houve uma breve calmaria quando a criatura foi atraída para uma armadilha e acorrentada pela Gleipnir, uma corrente mística feita para conter criaturas divinas. Mas não é possível conter uma fera tão poderosa, tão enfurecida, por muito tempo. E agora ela pisoteia as terras, livre de amarras.

Enquanto eu analiso os danos, não posso deixar de imaginar: se a Fera Primal é apenas um bebê, que os deuses nos ajudem caso os pais apareçam por aqui." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_137_PrimalBeast_LocHeroName" "Fera Primal" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_138_Muerta_LocFieldNotes" "O dono daquela pousada arruinada e desbotada pelo sol secou a testa. Mesmo sob a sombra lançada pelo estabelecimento, vazio e solitário no meio das planícies desoladas e arenosas, o calor ainda era escaldante.

— Ela veio de uma antiga cidade chamada Talu, que costumava ficar logo adiante — falou. — Ela era apenas uma jovenzinha.

— Bandidos costumavam frequentar essas redondezas. Bem cruéis. Eles saquearam todas as cidades em quilômetros de distância. Atiraram nela a sangue frio. E mataram todo o resto da vila.

Ele nos colocou mais uma dose de um líquido enevoado, que queimou minha garganta, mas soltou a língua dele. Enquanto ele continuasse falando, eu continuaria engasgando.

— E aí... bem, ninguém sabe o que aconteceu — ele olhou ao redor antes de prosseguir. — Ouvi dizer que ela venceu o próprio Morte. Parece que ela está em busca de vingança contra aqueles que causaram isso.

Ele secou a testa novamente, mas desta vez não foi por causa do calor. O homem estava pálido como um fantasma.

— Os bandidos eram um grupo cruel e impiedoso — sussurrou roucamente. — Deuses, eu tenho pena deles." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_138_Muerta_LocHeroName" "Muerta" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_13_Puck_LocFieldNotes" "Enormes borboletas multicoloridas esvoaçam entre as folhas cintilantes da Floresta Flor Sombria, ao sudoeste de Revtel. Estou hipnotizada por aquela dança alada quando o Dragão-Fada conhecido como Puck aparece do nada sobre o meu ombro direito.

— Criatura curiosa — diz, com a voz parada e afetada, como se estivesse imitando palavras que não entende por completo. — Que tipo de ser você é?

Antes que eu possa responder, Puck está voando em círculos ao redor de uma mariposa vermelha particularmente grande, rindo. Eu observo por um momento, depois ele se transloca para fora da minha vista e reaparece sobre o meu ombro esquerdo.

— Eu perguntei que tipo de ser você é — repete Puck, em um tom de ousadia. Diz-se que os Dragões-Fada perduram muito além do que planetas inteiros. Parece que isso não os dá paciência.

— Eu sou uma elfa silvestre — gaguejo. Ele estende uma das suas quatro mãos com três dedos e apalpa o meu rosto. Os dedos são bem macios e cheiram a flores silvestres e enxofre.

— Você não parece feita de selva — vem a resposta. O sorriso não revela se é uma piadinha ou uma acusação de mentira.

Puck transloca-se novamente. As borboletas se dispersam e, com isso, a floresta fica em silêncio." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_13_Puck_LocHeroName" "Puck" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_145_Kez_LocFieldNotes" "O Bico Torto, um bar sofisticado em meio às nuvens do Ninho, está lotado. Ele sempre está, no Dia da Ascensão, mas este ano é diferente.

Outrora normalmente repleto exclusivamente de nobres, agora alguns homens-pássaro mais baixos se misturam à multidão. Um deles coloca uma bebida na frente do rapaz azul espirituoso sentado à minha frente e dá uma batidinha nas costas dele.

— Não me meti nisso pela glória, mas devo admitir que é um belo privilégio — diz ele.

Kez, como é conhecido, usou aço e astúcia para ajudar a derrubar Imperia, a Rainha Usurpadora. Não foi uma tarefa fácil, mas rendeu a ele — e, por extensão, a todos os ápteros — o respeito que sempre os fora negado. Até então, eles eram inferiorizados pelos orgulhosos nobres de Celestifúria.

— Tivemos ajuda — ele admite. — Precisávamos mesmo disso. Imperia não abriria mão da coroa facilmente. Pagamos um alto preço em sangue.

Atualmente, Kez vagueia pela terra em busca de novas falhas para corrigir, geralmente retornando ao Ninho apenas para a maior comemoração da cidade. Um áptero entrega-lhe outro copo.

— As bebidas gratuitas também são um belo privilégio — ele sorri." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_145_Kez_LocHeroName" "Kez" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_14_Pudge_LocFieldNotes" "Genteboa agiu como se me designar para escrever sobre Pudge fosse um presente, mas eu não me deixei enganar. Quem se importa se os leitores adoram histórias sobre o amor de Pudge pela carnificina? Eles não precisam se aproximar dos ganchos e, pior ainda, do fedor. Eles não precisam se arrastar pela lama, vísceras e demais substâncias que eu prefiro nem imaginar.

Mas ao observá-lo a uma distância segura nos arredores de Quoidge, percebi que Pudge tem mais nuances do que eu imaginava. Ele continua nojento, deixando bem claro. Mas ao olhar além da podridão, você percebe um método naquilo que ele faz.

Ele come qualquer coisa, mas prefere aqueles que ainda estejam gritando, mantendo-os vivos pelo máximo que puder enquanto desmembra o corpo metodicamente, espetando pedaços soltos de carne facial no seu gancho.

Se isso é para guardar comida para depois ou apenas decoração, eu não tive interesse em me aproximar para descobrir. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_14_Pudge_LocHeroName" "Pudge" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_14_Pudge_LocPersonaFieldNotes" "O agente funerário da Rosa Lagrimosa ainda estava costurando os cadáveres quando eu cheguei. Todos os membros de uma família proeminente foram mortos em um acidente de carruagem. A princípio, fiquei irritado, pois teria que ouvir o miliciano bêbado. Esse tipo de acidente era trágico, é claro, mas incomum?

Ao ver que eu começava a pensar demais, o agente funerário fez um sinal, chamando-me em direção aos corpos, dispostos em uma série de mesas, como berços de mármore. Então eu entendi o que era incomum. Junto aos habituais ossos quebrados e cortes profundos, os corpos estavam cheios de pequenos cortes e buracos, alguns com fios saindo da carne. Vi dedos cortados, olhos que pareciam ter sido arrancados das órbitas, pequenos pedaços de pele e carne levantados.

Antes de ser internado em um manicômio, o motorista sobrevivente falou sobre um brinquedo de pelúcia encontrado na beira da estrada durante uma parada de descanso. Uma coisinha feia. As crianças adoraram. Que elas descansem em paz. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_155_Largo_LocFieldNotes" "Combinei de encontrar Eric, Carvalho e Quirino no Cabeça de Codorna — um bar à beira-mar, popular entre escritores devido à calmaria e (geralmente) ausência de conflitos — para analisar as nossas notas de campo. Porém, ao chegar lá, eles já estão sentados com um enorme desconhecido verde carregando um instrumento nas costas.

— Ele chegou e sentou conosco — Eric fala, como quem pede desculpa —, ele...

— Me chamo Largo — o estranho interrompe, enquanto eu me sento —, os rapazes estavam falando tudo sobre os Penantes.

É incomum alguém querer nos entrevistar, os cronistas somos nós, afinal. Ter interesse nos outros é o nosso trabalho. Pergunto a Largo de onde ele é, que responde com um aceno em direção ao mar e vagamente menciona \"um pouco longe\".

Ele continua nos fazendo perguntas, de forma amigável e acolhedora. Acabamos abaixando as nossas defesas e nos abrimos sobre os Penantes. Até Carvalho, normalmente carrancudo, conversa bastante com o novato.

Finalmente, Largo se levanta e agradece animadamente com um \"valeu, pessoal\", saltando para cima do balcão. Ele começa a tocar uma canção — uma balada linda e cadenciada sobre nós quatro. O refrão é bem animado, para todos cantarem juntos: \"senão, quem acreditaria na gente?\".

Pela primeira vez, o Cabeça de Codorna está animado. Em um piscar de olhos, todo o bar se junta a nós, cantando uma canção sobre os Penantes. E, mesmo embora sejamos um povo notoriamente discreto, percebo que ninguém na mesa parece se importar. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_155_Largo_LocHeroName" "Largo" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_15_Razor_LocFieldNotes" "Dizem que quando morremos, a alma viaja para o Labirinto Estreito, onde o nosso destino eterno é selado. Parece uma fábula, criada para nos manter em um caminho justo, mas o maltrapilho andando ao meu lado pelo lotado mercado do Comando de Hélio jura ser real.

— Razor, é ele quem apressa as almas — diz ele, estremecendo. — Usando o chicote elétrico, ele fará você correr tão rápido que os seus pés mal tocarão o chão.

O homem — ele se recusou a me dizer o seu nome — de alguma forma escapou do olhar atento de Razor e conseguiu escapar do labirinto estreito. Ele me conta a história da sua vida. Começa a parecer menos uma conversa e mais uma autodefesa. E enfim ele volta a falar sobre Razor.

— Ele tem um livro com os nomes de todos os mortos — diz o homem. — Não sei se o meu ainda está lá, visto que eu escapei, mas sigo fugindo do mesmo jeito. Não quero que ele perceba que estou desaparecido e venha atrás de mim.

De repente, o ar se enche de estática. Apesar do céu limpo, um raio estala. E com isso, o homem se foi." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_15_Razor_LocHeroName" "Razor" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_16_SandKing_LocFieldNotes" "O bazar ensolarado de Qaldin vibra com vitalidade. Vendedores gritam sobre o barulho das caravanas que chegam. Especiarias perfumam o ar. Dervixes rodopiantes dançam ritos misteriosos. Mordiscando um espeto de cordeiro, comento com o meu guia como o reino parece animado em meio ao deserto sem vida.

Wasim ri. \"O deserto está muito vivo! O Deserto Cintilante é pensador. Ele se move. E quando quer um corpo, envia o Rei da Areia.\" Este avatar, ele elabora, aparece como um enorme aracnídeo chamado Crixalis, ou \"Alma da Areia\". Ele se aproxima: \"e quem forjou a armadura que lhe permite tomar forma? O Djinn de Qaldin!\", seus olhos brilham de diversão — ou orgulho.

Por que, eu me pergunto, o Djinn fez isso? Wasim dá de ombros. \"Alguns dizem que era para dar ao deserto uma forma que pudesse ser negociada, para que não engolisse Qaldin. Outros, para criar um monstro para atormentar os homens. Outros, simplesmente porque era divertido.\"

Pergunto a Wasim por que ele acha que o Djinn conjurou um escorpião de areia mágico.

Wasim ri. \"E quem diabos sabe por que os Djinn fazem alguma coisa?\" " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_16_SandKing_LocHeroName" "Rei da Areia" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_17_StormSpirit_LocFieldNotes" "Para um ser meio-celestial aparentemente feito de pura eletricidade, Raijin Trovoso é notavelmente pé no chão.

Ele é mais conhecido nesta região como Espírito da Tempestade, mas insiste que eu o chame de \"Raijin\".

— É assim que os meus amigos me chamam, e todos que encontro são meus amigos — ele ri.

Começo a achar isso questionável conforme ele me entretém com histórias de batalhas que lutou e venceu, durante a nossa caminhada pelas Terras Tempestuosas. Os raios são preocupantes, mas ele parece atraí-los somente para si. Ele diz que faz cócegas. Novamente, questionável.

Raijin então conta a história de como chegou ao poder. Usando magia na tentativa de invocar chuvas para ajudar o seu povo faminto, ele enfureceu a Tempestade Celeste, que então tentou matá-lo. Com outro feitiço, ele esperava se sacrificar para salvar a aldeia, mas acabou fundindo ambos mago e celestial em um só ser.

Seu humor fica tão sombrio quanto as nuvens de tempestade acima de nós, mas ele rapidamente se anima novamente.

— Agora tento usar o poder da tempestade para o bem — ele sorri, dando-me um forte tapa nas costas. O baque é forte, mas é o choque estático da sua mão que me arremessa aos ares. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_17_StormSpirit_LocHeroName" "Espírito da Tempestade" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_18_Sven_LocFieldNotes" "Conchas e carapaças de caranguejo descartadas são esmagadas a cada passo de Sven enquanto ele marcha ao longo das margens de areia ensanguentada do Canal Estreito. Eu o estava seguindo, vinte passos atrás, havia uma semana. Acenei uma vez. Nenhuma resposta.

Então aqui está o que eu sei: ele corre como se estivesse punindo o chão por estar sob os seus pés. Ele se move confortavelmente na água e na terra, então talvez as histórias de que a sua mãe era algum tipo de criatura marinha sejam verdadeiras. E ele é incrível com a Lâmina Exilada, tanto caçando quanto em batalha.

Sem exagero. Eu o vi jogá-la a cem metros de distância rumo a um gungado em disparada, cravando-lhe a espinha contra um tronco de galho-de-ferro — onde ela ainda afundou quinze centímetros. Na manhã seguinte, ele deixou uma das pernas bem assadas do gungado, junto à fogueira. Seria isso parte do seu código pessoal de cavaleiro? Uma oferta de paz? Talvez ele simplesmente não estivesse com fome.

Tendo finalmente conseguido a sua atenção, tento iniciar a entrevista e pergunto se ele é realmente meio-merante. Ele me olha de soslaio, caminha até um dos vários píeres do Canal Estreito, salta com armadura completa e mergulha sem causar uma única onda nas profundezas escuras do canal.

— Sim — escrevo. Eu tinha acabado de completar a entrevista mais longa que alguém já teve com Sven. Nada mal. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_18_Sven_LocHeroName" "Sven" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_19_Tiny_LocFieldNotes" "O ar sulfuroso no vale entre duas das montanhas menores de Vuurcrag me faz tossir violentamente. Mal consigo acompanhar os passos colossais do Gigante Rochoso conhecido, um tanto ironicamente, como Pedrinha. Enquanto caminhamos, ele parece crescer lentamente. Espera, os seus passos estão ficando mais longos? Ele está absorvendo as pedras ao seu redor para o seu corpo?

— Sim, talvez eu tenha começado como lava — diz ele, respondendo à pergunta que eu não percebi ter feito em voz alta. — Um desses vulcões pode ter me criado. Obrigado, pequenino — rugiu.

Eu o encontrei praticando arremesso de árvores na beira de uma floresta do vale há algumas horas. Quando comentei sobre as linhas arredondadas e concêntricas no topo da sua cabeça, sugerindo que poderiam ser uma pista das suas origens, ele pareceu confuso. Ele alegou que nunca as tinha visto antes. Depois que mostrei a ele a placa refletora que eu trazia na mochila, posso jurar que ele sorriu.

— Uma vez, eu subi até o topo do pico mais alto das Montanhas Vuurcrag. Lá de cima, toda a cordilheira tinha o formato desses círculos — disse Pedrinha.

Enquanto escrevo isso, ele já está se afastando. E acelera o passo. Tenho uma crise de tosse. — Boa sorte, grandão — digo, ofegante. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_19_Tiny_LocHeroName" "Pedrinha" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1_Antimage_LocFieldNotes" "A minha longa busca pelo Antimago inevitavelmente acabou me trazendo de volta à Academia Ultimyr — o local que ele teria todo o prazer em reduzir a cinzas juntamente com todos os seus ocupantes.

Depois de confirmar a minha identidade em uma porta encantada, dirigi-me ao refeitório. Encontrei um dos meus informantes feiticeiros mais confiáveis exatamente onde o havia deixado da última vez: sentado em um banquinho, olhando meio entorpecido para uma caneca sem fundo de hidromel que se enchia sozinha.

Esse era um homem que falava abertamente sobre qualquer assunto possível e imaginável, desde deuses furiosos e rancorosos, passando por grandes guerras de magos até curiosidades sobre a lua. A única coisa sobre o que não queria falar, aparentemente, era sobre a pessoa pela qual eu estava perguntando. As lâminas do Antimago podem drenar magia? E ele desconversava: \"Sabe as aranhas gigantes da Madeira Sombria?\". É verdade que o Antimago aprisionou os seus camaradas na Mansão Tyler? E ele: \"Eu sei onde você pode comprar túnicas de alta qualidade a um preço razoável\". O Antimago foi avistado recentemente?

Um arrepio. Ele já não sabia mais como mudar de assunto. Cansado, com uma sobriedade súbita e inquieta, olhou nos meus olhos e disse: \"Não me faça falar sobre ele\". Depois, virou-se de costas para mim, com um interesse renovado no hidromel que tornara a encher a caneca. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1_Antimage_LocHeroName" "Antimago" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1_Antimage_LocPersonaFieldNotes" "Wei perambulava ao meu redor pelos aposentos esparsos do seu mentor na Mansão Tyler, uma prisão para criminosos arcanos. No começo, ficamos igualmente decepcionados. Eu esperava finalmente entrevistar o Antimago. Ela esperava que aquela batida na porta fosse outra oportunidade \"divertida\" de matar um fugitivo. No entanto, quando mencionei que Genteboa me enviara, Wei sorriu e, com considerável entusiasmo, revelou que sempre sonhou ter o seu nome impresso. \"Mas não escreva essa parte\", acrescentou. Eu fingi apagar as frases que você acabou de ler.

A nossa conversa fluiu como um rio descontrolado. A história sobre o massacre da sua família pelas mãos de uma bruxa saqueadora parou abruptamente e se transformou em uma reclamação sobre a dieta rígida do Antimago, que imediatamente trouxe uma lembrança sobre o primeiro feiticeiro cuja cabeça ela arrancou e, de alguma forma, acabou em uma recomendação sobre o único livro na prateleira do instrutor que não era \"chato demais\".

Finalmente, eu perguntei como o Antimago a encontrou. \"Mas é claro. Essa é a história perfeita para o seu diário\". Depois de organizar os pensamentos, ela acrescentou: \"Desculpa, onde estávamos mesmo?\" " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_20_VengefulSpirit_LocFieldNotes" "— Me chame de Shendelzare — diz gentilmente a Rainha do Ninho.

O seu apelido nos reinos implicaria mais uma obsessão por... bem, vingança. Mas, segundo todos os relatos, ela administra o reino excepcionalmente bem e parece amada por todos. Provavelmente ajuda o fato de que a sua irmã, Imperia, a antecessora no trono, foi uma ditadora perversa e cruel. Se você quer ser uma governante popular, suceder alguém assim ajuda muito.

Especialmente porque em primeiro lugar, Imperia roubou o trono de Shendelzare, cortando as suas asas em um golpe palaciano e atirando-a da torre mais alta, onde foi dada como morta. Mas um encontro ao acaso com a deusa das travessuras salvou a sua vida.

Bem, quase. Durante anos, ela existiu em um estado que não estava completamente viva nem morta. Suponho que venha daí a parte \"espiritual\" do seu apelido. E acredito que a parte da \"vingança\" venha do fato da sua irmã maligna ter tomado o seu trono e quase a assassinado.

Shendelzare parece estar em paz, agora. A vingança que a movia já foi saciada. (E, cá entre nós, ela parece consideravelmente mais corpórea nos dias de hoje). Após uma revolução e um regicídio, tudo está bem no reino de Celestifúria.

Bem, quase tudo bem. Há também o negócio dos Ápteros, uma casta de criaturas aviárias que se juntou a Shendelzare para derrubar a sua irmã, em troca de tratamento igual no reino. Parece que eles estão cobrando o acordo, não sem algum desconforto.

Ainda assim, ela está confiante de que pode trazer a paz, desde que seja justa. Ou seja, basta ser diferente da sua irmã. Ela não parece muito interessada em vingança atualmente. \"A vingança pode ter me dado um reino\", disse, \"mas ela não conquista o povo\"." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_20_VengefulSpirit_LocHeroName" "Espírito Vingativo" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_21_Windranger_LocFieldNotes" "As árvores do lado de fora de Zaru'Kina parecem se mover em uníssono com a mão de Lyralei. A mesma brisa que balança os galhos, infelizmente, também está me causando frio, a ponto de tremer. É sempre assim.

— Ah, desculpa — ela diz, encolhendo os ombros, ainda animada.

Ela tira a capa e a oferece para mim. Apesar da minha clara hesitação em aceitar presentes de novos \"amigos\", eu a enrolo avidamente em volta do meu corpo.

— Você me perguntou como eu posso amar o vento depois que uma tempestade matou os meus pais — ela diz isso com aquela leveza estranha. — Mas o que você não entende é que o vento é a minha figura parental, não eles. É muito mais minha mãe do que quem tenha dado à luz a mim. Ele me canta canções de ninar, ele acaricia os meus cabelos.

Sem pensar, ela gesticula novamente, fazendo com que faíscas da nossa fogueira voem na minha direção. Eu recuo, e ela se desculpa novamente, rindo.

— Minha mãe está bem animada hoje, não é? " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_21_Windranger_LocHeroName" "Patrulheira do Vento" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_22_Zeus_LocFieldNotes" "Um raio perfura o céu do lado de fora da Taverna Erva-moura, então os clarões cintilantes podem ser vistos através das persianas de madeira desgastadas que protegem da chuva. Uma tempestade tão forte só pode significar uma coisa:

Zeus está irritado.

A porta do estabelecimento se abre de supetão, e o próprio Pai dos Deuses entra.

— Sua mesa está pronta! — o garçom corpulento anuncia obsequiosamente. Ele corre até uma mesa no centro da sala e expulsa os clientes que lá estavam sentados. Uma olhada nos arcos elétricos saindo dos olhos e das pontas dos dedos de Zeus avisa aos clientes que é melhor nem discutir.

Zeus se aproxima e joga o corpo em uma cadeira, que range sob o seu peso. Um copo de cerveja chega à sua frente antes que ele precise pedir.

— Por quanto tempo devo continuar me provando entre esses mortais antes de poder retornar ao Olimpo? — Zeus grita. O garçom emite um \"... certamente não muito mais\", antes de decidir que é melhor ficar quieto.

Os olhos de Zeus seguem uma garçonete cheia de curvas, e então ele balança a cabeça e volta a beber. Ele já havia pulado muitas cercas antes, e a sua esposa acabou o banindo por isso.

— Há mais batalhas ao meu aguardo — ele suspira, bem alto, antes de voltar para a tempestade. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_22_Zeus_LocHeroName" "Zeus" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_23_Kunkka_LocFieldNotes" "Ondas enormes se chocam contra os penhascos na borda oeste da Ilha Trêmula. Eu mantive uma distância segura do precipício enquanto caminhava pela planície junto a Tarn, um criador de cabras claddista.

— Tudo aconteceu bem ali — disse Tarn, apontando para o mar. — Os demônios vieram em massa e a nossa marinha estava sufocada tentando detê-los.

Outras frotas teriam sido derrotadas em um instante, ele afirmou. Outras frotas não tinham Kunkka. O imperturbável almirante liderou o ataque contra chances aparentemente inexistentes, recusando-se a considerar um recuo ou rendição, mesmo após o navio ser afundado.

— Os magos dirão que ajudaram, e talvez tenham ajudado, mas se eu tenho um navio com Kunkka no comando, já tenho boas chances — falou.

É claro que nem os demônios e nem a marinha claddista eram páreos para Maelrawn, a enorme fera marinha que emergiu das profundezas e devastou tudo. Alguns dizem que a criatura afundou o navio de Kunkka, mas Tarn não acredita.

— Você ainda pode ver o navio dele patrulhando essas águas em noites claras — afirma ele. — E enquanto ele estiver por perto, estaremos seguros." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_23_Kunkka_LocHeroName" "Kunkka" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_25_Lina_LocFieldNotes" "O sol brilha sobre Misrule em um céu limpo, sem nuvens.

A rajada de calor de Lina frita instantaneamente o escorpião enorme que eu não tinha notado até quase ser tarde demais. Cheira a faisão, embora nem de longe tão apetitoso quanto. \"Por aqui\", diz Lina, chutando o cadáver de oito patas duna abaixo e entrando na boca da caverna.

— Eu conheci a Serpe Desértica aos nove anos. Ele se vê como uma espécie de figura paterna reptiliana, então sem movimentos bruscos ou... — ela produz uma bola de fogo.

— Entendi.

Viramos a esquina e o encontramos se ajeitando, com uma pupila brilhante fixada em mim através da fenda. Então ele pisca, se sacode como um cachorro e ruge de tanto rir.

— Você já pode respirar — Lina me cutuca.

Usando figuras flamejantes, ambos recriam as grandes batalhas de Lina. As histórias são tão impressionantes quanto a exibição estonteante de pirotecnia.

Em seguida, a apresentação se transforma, e Lina queima pictogramas nada bonitos da sua irmã na parede da caverna, ficando cada vez mais agitada. Eu saio de fininho, feliz por ser filho único. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_25_Lina_LocHeroName" "Lina" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_26_Lion_LocFieldNotes" "— Eu colhi milhares de almas — diz o demônio Azagar, no círculo de invocação que o mantém sob controle. — Todo demônio precisa colher dez mil para ser promovido a arquidemônio. Me faltavam apenas duas.

Azagar era uma das estrelas em ascensão no inferno. Ele colecionava as almas mais puras, enganando líderes religiosos, altruístas e até mesmo um santo. Lion, o Bruxo Demoníaco, estava entre as suas maiores honrarias.

— Ele sempre lutou pelos mais vulneráveis — diz o demônio. — Mas se há uma coisa que ele amava mais do que fazer o bem, era a adulação que vinha com isso.

Azagar prometeu a Lion fama e glória eterna, bastava seguir as ordens. O demônio distorceu o senso de certo e errado de Lion, voltando-o contra os mais justos. Quando a alma de Lion estava completamente corrompida, Azagar o abandonou, retornando ao inferno com a alma e deixando o feiticeiro enfrentar o mal que havia semeado.

— Eu estava planejando corromper um padre devoto para completar a alma de número dez mil, e então Lion apareceu no inferno exigindo a alma dele de volta — disse Azagar.

Mas não há devoluções no inferno. Lion não poderia retomar a sua alma. Então, em um momento de fúria, conseguiu arrancar a mão do demônio. Quando ele voltou do inferno, estava repleto de ira e rancor.

— Enfim, você sabia que, ao tirar um mês de folga para convalescer, a contagem de almas é zerada? — Azagar pergunta amargamente. — É claro que eu não sabia disso.

— Então eu precisei começar do zero. Veja, parece que você está ficando sem tinta. Eu poderia oferecer um suprimento inesgotável. Por um preço." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_26_Lion_LocHeroName" "Lion" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_27_ShadowShaman_LocFieldNotes" "Rhasta, o Xamã das Sombras, estendeu as mãos. Com um leve desconforto e ainda mais ceticismo (afinal de contas, não sou idiota) eu as apertei. A reputação do troll não era das melhores, e eu sabia que esses tais \"xamãs\" são mais habilidosos em ler as pessoas que estão enganando do que em contatar os mortos. Rhasta cerrou os olhos brancos e começou a cantarolar.

Aí vem o golpe, eu pensei. Outra perda de tempo e dinheiro. Mas conforme a melodia continuava, ela se agarrou a algo no fundo da minha memória. Era tão familiar, como um aroma que se arrasta pela alma em busca de uma lembrança. Rhasta estalou a língua e me fez uma pergunta muito pessoal, que não compartilharei aqui.

Tentei esconder a minha reação quando Rhasta começou a falar com um novo timbre, como se alguém que eu conhecia há muito tempo estivesse falando através dele. Depois que ele, ou ela, terminou de falar, Rhasta abriu os olhos.

Ele levantou um chapéu de aba larga enquanto sorria com um sorriso medonho.

— Agora vem a melhor parte: a sua doação. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_27_ShadowShaman_LocHeroName" "Xamã das Sombras" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_28_Slardar_LocFieldNotes" "O pequeno bote de madeira verde, emprestado pelo amigo de um inimigo de um inimigo, balança caoticamente entre as ondas agitadas da Costa Sombria enquanto eu remo contra o vento. Sempre estou contra o vento. Obrigado, Genteboa.

Uma cauda verde emerge e bate na água em um gesto de boas-vindas. Meu contato. Com um movimento gracioso, a Naga, ex-guarda do Tesouro Afundado, se aproxima do meu bote e exige pagamento adiantado. Ela também menciona repetidamente que está \"atualmente sem companheiro\".

Depois de pagar a ela (somente em moedas), ela conta como ela e Slardar uma vez perseguiram um merante que havia roubado um tipo de cajado flamejante e fugido para as profundezas. Os Slithereen não se importaram com o fato de que o dispositivo era praticamente inútil debaixo d'água, onde o fogo foi apagado imediatamente. Era tudo uma questão de princípios.

Então, quando o implacável Slardar o alcançou, ele arrastou o ladrão para a praia, enfiou a ponta do cajado na sua barriga e o cozinhou vivo lentamente por um dia inteiro.

— O fedor era insuportável — sibilou a Naga com admiração. — Mas Slardar deu uma lição que ele jamais esqueceria. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_28_Slardar_LocHeroName" "Slardar" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_29_Tidehunter_LocFieldNotes" "A praia ao sul do Porto Enevoado é um quilômetro de areias brancas pristinas e intocadas, decoradas com faixas de névoa errantes, vindas do porto. Quando a névoa está especialmente densa, podem até encobrir a placa \"PROIBIDO NADAR\" afixada perto da água. Então, só por segurança, o conselho municipal do Porto Enevoado colocou uma placa a cada poucos metros. Eles realmente não querem que você passe desapercebido.

A área outrora foi um destino para turistas afortunados, diz Pellen, proprietário de um resort desértico perto da praia.

— Tantos comerciantes vieram aqui — fala, com a voz ríspida. — Eles traziam as famílias para uma semana de descanso, ou vinham fazer acordos comerciais com outros comerciantes.

Mas então veio o Caçador da Maré.

Primeiro, houve uma agitação na água. Então veio o primeiro grito. Seguido por mais gritos e depois muito mais gritos. Qualquer pessoa na água era uma presa fácil. Alguns em terra tinham uma chance de escapar, mas só porque havia muitos deles. O assassino deles era metódico e alegre... e ele abriu caminho.

— Sabe essa água azul? Estava vermelha. A praia branca? Demorou meses para que a maré lavasse o sangue — diz Pellen. — Isso foi há um ano. As pessoas ainda não começaram a voltar. Talvez nunca voltem.

Ele endireita uma das placas. \"Uma praia onde você não pode nadar. Eu até os entendo.\"" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_29_Tidehunter_LocHeroName" "Caçador da Maré" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_2_Axe_LocFieldNotes" "De todos os heróis que já pisaram no plano terreno, pouquíssimos quase nenhum absolutamente nenhum jamais poderia se comparar ao grande Mogul Khan, ou Poderoso Machado O Grande e Poderoso Machado, como é universalmente conhecido. Tendo testemunhado de perto a sua brutalidade arte, posso afirmar sem hesitar que ele está entre os mais corajosos é, sem dúvidas, o lutador mais corajoso que essas terras já testemunharam.

O General da Névoa Vermelha, o maior dos Oglodi, é tão mortalmente destemido mortalmente destemido, o que significa que ele não se deixa intimidar pela morte bonito quanto é mortal.

Ele também é extremamente meticuloso em relação ao seu próprio legado. Inclusive, não seria impreciso sugerir que eu não estou totalmente desencorajado a anotar todas as suas incontáveis virtudes.

Mogul revelou ter gostado da última frase, sobre as suas incontáveis virtudes. Ele também me pediu para apontar que não está me forçando a escrever tudo o que ele diz sobre o quão incrível ele é.

Mas ele é incrível. Acabei de escrever isso, por conta própria. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_2_Axe_LocHeroName" "Machado" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_30_WitchDoctor_LocFieldNotes" "— Você precisa de cura? Talvez uma bela maldição para um ex-namorado?

Zharvakko, o Curandeiro, andou pela sua cabana, a maior da vila nas selvas da Ilha da Província. As prateleiras dilapidadas estavam preenchidas com uma mistura bagunçada de artefatos costurados, lagartos mortos e crânios diversos. Vários crânios.

— O que precisar, eu tenho o remédio perfeito — disse ele com uma alegria inesperada.

A sua abordagem minguou assim que expliquei que não vim em busca de cura ou maldições, mas o sorriso retornou assim que falei que ainda iria pagá-lo... Mas pela sua história, não pelas poções.

— Você quer saber minha história? Quanto tempo tem? — ele riu. — Tenho a melhor história.

— Quando eu era pequenininho, há muitos anos, eu estava quebrado, feio. Mas os deuses, eles são misericordiosos. Eles me deram poderes. Eu me consertei.

Ele se endireitou o máximo possível, mas ainda assim seguiu curvado, torto. Esticou bem os braços e respirou profundamente, orgulhoso, derrubando uma pilha de ossos.

— E agora... Estou ótimo, né?

Uma caveira rolou até os meus pés, e eu não seria indelicada nem corajosa para dizer o contrário." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_30_WitchDoctor_LocHeroName" "Curandeiro" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_31_Lich_LocFieldNotes" "Eu não consigo imaginar uma forma de um buraco sem fundo existir. Eu imagino exatamente CINCO.

1) Um túnel que atravessa o planeta inteiro. 2) Um portal para um vazio infinito. 3) Um portão para o esquecimento. 4) Uma dilatação temporal que desacelera a queda até virar uma inércia infinita. 5) Algo totalmente diferente.

Encha um buraco com água, e ele vira uma lagoa. Remova o seu fundo, e ele vira a Lagoa Negra. Ninguém o estudou mais de perto, ainda que involuntariamente, do que o Lich. Outrora Ethreain, um mago congelado tirano, ele foi derrubado. Em seguida, derrubaram ele. Na Lagoa. Lá, passou um ano caindo e mais incontáveis anos preso em um afloramento irregular... Tempo suficiente para refletir.

Eu perguntei a ele se a lagoa era realmente sem fundo. Ele sorriu. O seu rosto é um crânio sem lábios, então ele não tem muita escolha. Mas ainda assim, é arrepiante.

— Alguém me perguntou isso uma vez. Anhil? Rapaz curioso. Curioso demais — Ele se aproximou, com a voz brincalhona. — Eu adoro o sabor de geomantes imprudentes.

Que se dane a Lagoa Negra. Ficou bem claro que a depravação do Lich não tem fundo. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_31_Lich_LocHeroName" "Lich" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_32_Riki_LocFieldNotes" "As ruas de Slom estavam enevoadas, a fraca iluminação dos postes de luz deixava muita sombra no chão. Não que eu pudesse ter notado a sua aproximação sob a luz do sol do meio-dia. Ele se apresentou colocando uma lâmina na minha garganta.

— Por que você está perguntando por aí sobre mim? — Riki sibilou. — Responda rápido. Não tenho o dia inteiro para decidir se você vive ou morre.

Ouvi dizer que o exército que assassinou a sua família real havia migrado para Slom. Quando cheguei para conversar com eles, os poucos que não haviam sido emboscados e mortos haviam fugido. Falando devagar, pois o aço na minha garganta me trouxe muita cautela para mover as cordas vocais, perguntei ao meu algoz se toda aquela matança havia saciado a sua sede de vingança.

— Vingança? — ele realmente pareceu surpreso. — Que vingança? Eu não tinha tanto afeto pela minha família. E nem direito ao trono.

— Eu não matei aqueles assassinos por vingança. Eu os matei porque eu podia.

E com isso, ele se foi. Na verdade, os batimentos acelerados do meu coração eram o único indício de que ele realmente esteve lá." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_32_Riki_LocHeroName" "Riki" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_33_Enigma_LocFieldNotes" "As histórias divergem sobre quem ou o que é o Enigma: alquimista amaldiçoado, buraco negro senciente ou a encarnação do abismo. Eu não estava realmente ansioso para encontrar algum desses.

A minha melhor fonte era o diário de um tal de Jovat Kazran, presenteado a mim pelo filho de um alquimista que tinha enlouquecido.

— Fico feliz em me livrar disso — disse ele, quase se desculpando. — Aconselho que você não leia.

Apesar do aviso dele, eu tentei. Admito que não era uma leitura fácil... Em sua maioria, conjecturas obscuras sobre magia negra. E o fato de a última página estar faltando não ajudou. Procurei um especialista no assunto para me explicar as coisas, o que me colocou em busca de outro alquimista, chamado Cedric.

Encontrei o seu laboratório em um sótão aberto às estrelas. Livros e garrafas espalhados por todo o lugar. Círculos arcanos marcados em vermelho no chão de pedra, cercados por velas derretidas. Mas não havia sinal algum de Cedric.

Sem mais o que fazer, dei a tarefa por encerrada. Isso deveria ter sido um alívio. Em vez disso, senti um grande desconforto. Um livro prometendo imortalidade, mas sem a última página. Imagino que não serei a última pessoa a tentar encontrá-la. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_33_Enigma_LocHeroName" "Enigma" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_34_Tinker_LocFieldNotes" "Mesmo após anos de desuso e negligência — as paredes da caverna gotejam um líquido que uma inspeção mais detalhada revela talvez não ser água — os Arquivos Violeta eram mais arrumados do que a maioria das casas Keen. Eu já esperava as armadilhas mortais usuais que os Keen adoram deixar para visitantes curiosos que invadirem as suas instalações, então escapei delas. Precisei fazer uma vistoria rigorosa, mas depois de me esquivar do canhão e da lança em um corredor que levava até outra sala (e a um poço de espinhos), enfim encontrei as anotações de Boush sobre o que causou o conhecido Incidente do Planalto Violeta.

Não sou engenheiro, mas tinha conhecimento suficiente para tentar acompanhar as ideias nos rabiscos de Boush. O seu trabalho foi muito além de qualquer outro Keen que eu tive o desprazer de conhecer. Boush havia dominado a luz em si, usando tubos metálicos vazados e esferas para contorcê-la conforme a sua vontade.

O tom dos diários passou de êxtase para pânico quando Boush inevitavelmente perdeu o controle de um novo brinquedinho projetado para criar um escudo de defesa interplanar. A luz se dobrou sobre si mesma, e depois novamente, e mais uma vez, até que — como uma mola no limite de sua tensão — ela retornou violentamente ao seu lugar e abriu uma fenda entre o nosso mundo e um outro, mais sombrio.

Isso concluiu o penúltimo diário nos Arquivos. Abri o último e encontrei uma única frase: \"Escudo de Defesa Interplanar: Segunda Tentativa...\"" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_34_Tinker_LocHeroName" "Inventor" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_35_Sniper_LocFieldNotes" "Kardel se recusou a me dar uma entrevista, a menos que eu jogasse esse jogo estúpido e potencialmente suicida com ele. Andando cem passos para longe dele, eu levantei um pedaço de papel rasgado do meu diário com um rosto mal desenhado. Antes que eu pudesse piscar, um tiro zumbiu acima de mim, deixando um buraco no centro do alvo.

— Recue mais cem passos — ele gritou. Eu arranquei outra página e andei ainda mais para trás. Mais uma vez, passou direto.

— Mais! — Eu recuei. — Não, pode ir mais — eu mal conseguia mais vê-lo, muito menos ouvi-lo. Novamente, o tiro foi certeiro.

Enquanto conversávamos mais tarde tomando uma cerveja, Kardel confessou a dificuldade em ser um Keen em quem nem mesmo outros Keen confiavam, devido a alguma profecia absurda. A maioria das pessoas só o abordavam quando tinham uma bolsa pesada e precisavam que alguém morresse. Comigo, dentre todas as pessoas, Kardel encontrou um breve alívio para a sua solidão. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_35_Sniper_LocHeroName" "Franco-atirador" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_36_Necrophos_LocFieldNotes" "Uma espessa manta putrefata cobriu a pequena vila de Bryleira como uma mortalha funerária. Respirando através de um tecido grosso, perambulei pelas ruas silenciosas, procurando alguém que pudesse falar sobre o monge corrompido Rotund'jere.

Ele havia passado por aqui recentemente. Isso ficou claro ao observar os cadáveres inchados espalhados pelas ruas. Eles estavam cobertos de pústulas enegrecidas, a maioria das quais haviam estourado, encharcando o solo com um icor fétido que não secava por completo.

Alguns tossiram o que eu presumi ser sangue. Outros, misericordiosamente, aparentemente morreram antes mesmo da doença atingir os seus pulmões.

Eu torci para que Rotund'jere tivesse passado por Bryleira há tempo suficiente para a peste já ter se dissipado. Ainda assim, não toquei em nada até sair de lá.

Já se passaram 24 horas desde que saí, e cada coceira na minha garganta ainda me faz suar em pânico. Só rezo para que, se a doença do Nécrofos fosse me matar, isso já tivesse acontecido." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_36_Necrophos_LocHeroName" "Nécrofos" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_37_Warlock_LocFieldNotes" "— Ele não é bem-vindo aqui — resmungou Umboldt Tarnath, reitor da Academia Ultimyr.

No seu escritório imponente, que também funciona como uma biblioteca ornamentada (e um laboratório abobadado), o reitor caminhava enquanto resmungava sobre Demnok Lannik, o Bruxo.

Lannik se destacou como curador-chefe e chefe de aquisições da Ultimyr. Essa aclamação cresceu ainda mais quando ele demonstrou uma aptidão sem precedentes para as artes mágicas.

Infelizmente, ele também demonstrou uma afeição doentia pela adulação e uma obsessão perigosa pelo domínio dos poderes arcanos. Não contente com a magia comum, ele buscou rituais obscuros e perigosos. A obsessão o dominou, levando-o a caminhos cada vez mais sombrios.

— Enfim, ele esculpiu um cajado em madeira sombria e o usou para invocar um demônio, o que é estritamente proibido nas dependências da escola — disse Tarnath.

Agora, diz-se que Lannik está escrevendo o seu próprio Grimório das Trevas, que Tarnath acredita conter feitiços proibidos e encantamentos sinistros.

— Isso é um passo longe demais para Ultimyr — sibilou o reitor. — Então não, ele não é mais bem-vindo aqui. E, algum dia, alguém terá a coragem de dizer isso a ele." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_37_Warlock_LocHeroName" "Bruxo" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_38_Beastmaster_LocFieldNotes" "Na decadente cidade alta de Slom, um cavaleiro jura que Karroch uma vez atordoou um javali. Não com um martelo, mas com uma imitação perfeita.

— O javali gritou para ele. Ele rosnou de volta, deixando-o em choque.

Agora conhecido como Senhor das Feras, Karroch esnoba o título. Eu perguntei qual alcunha ele prefere. Ele resmungou: \"Amigo das Feras\".

Karroch foi criado entre os animais do zoológico real: leões, macacos e criaturas ainda mais exóticas. (\"Eu varria o lugar\", como voluntário do estábulo. \"Já viu esterco de grifo? Não é como você imaginaria.\")

Uma criatura falou — não em voz alta, mas telepaticamente — e implorou por liberdade. O rei riu e depois bateu nela até sangrar. Karroch tentou curá-la, criando uma ligação na tentativa desesperada de salvar aquela vida.

Na noite em que finalmente faleceu, a criatura cantou uma canção da morte que ecoou pelas paredes do zoológico. Em seguida, o som de uma única alma, chorando baixinho. E então o silêncio. E então o som de uma centena de jaulas sendo abertas, lentamente, metodicamente, uma de cada vez.

O rei foi encontrado destroçado na manhã seguinte, por cascos e bicos, dentes e garras. Não se sabe a última coisa que ele ouviu — mas pela expressão no seu rosto, ele não ficou nada feliz. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_38_Beastmaster_LocHeroName" "Senhor das Feras" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_39_QueenofPain_LocFieldNotes" "Uldamine, uma historiadora autoproclamada da cidade caída de Elze, cujos livros eram estranhamente populares, levantou os olhos do emaranhado caótico de páginas que ela estava examinando. E sorriu para mim.

Na sua biblioteca desordenada havia inúmeros tomos, vários dos quais ela havia escrito. Algumas das suas capas sugeriam que não eram puramente históricos.

— Você quer saber sobre Akasha — falou. — Puxe uma cadeira.

Eu sentei, e ela contou a história de Akasha, a Rainha da Dor. O último rei de Elze ordenou que seus demonologistas invocassem um ser que dominasse a arte de causar sofrimento.

Os cidadãos de Elze eram muito piedosos. A ideia de invocar uma criatura para torturar prisioneiros os escandalizou. Quando souberam que Akasha havia sido na verdade invocada para torturar o rei nos seus aposentos, ficaram mortificados.

— Os uivos podiam ser ouvidos por toda a Elze — disse ela, corando um pouco. — Eu escrevi bastante sobre isso em um dos meus livros... deixe-me encontrá-lo.

Enquanto procurava, ela mencionou que o povo de Elze derrubou o rei devido ao seu... apetite. Isso libertou Akasha do seu domínio, e agora ela espalha os tormentos por toda parte.

— Estou escrevendo um livro sobre isso agora mesmo — disse ela. — Voará das prateleiras." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_39_QueenofPain_LocHeroName" "Rainha da Dor" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_3_Bane_LocFieldNotes" "Para um templo esculpido nas profundezas da costa da Ilha Trêmula éons atrás, escondido de olhos indesejados usando magia arcana, a Catedral de Nyctasha era incrivelmente brilhante.

Arandelas repletas de velas iluminavam o caminho a cada poucos passos, e as paredes eram pintadas de branco para refletir a claridade.

— Essas paredes já foram pretas e carmesim — sussurrou uma sacerdotisa de Nyctasha. — Na época em que acreditávamos que o medo era apenas uma emoção, um estado de espírito.

Vindo de uma discípula da deusa do medo, essas palavras me surpreenderam. No entanto, embora Nyctasha tenha criado o terror, ela não o apreciava.

— Ela simplesmente irradiou o próprio medo para o mundo mortal — explicou solenemente a sacerdotisa. — Mas foi algo controlado. Com um propósito. Não era crueldade.

Não era crueldade, pelo menos não até os pesadelos da deusa darem origem ao Pavor — personificação de um medo tão grande que Nyctasha precisou cortá-lo da sua mente para não enlouquecer. Ela não dormiu desde então.

— Foi quando o medo se tornou algo mais — estremeceu a sacerdotisa. — Foi quando o medo se tornou elemental." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_3_Bane_LocHeroName" "Pavor" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_40_Venomancer_LocFieldNotes" "Na calorosa escuridão verdejante das Selvas Ácidas da Ilha Jidi, eu estava sentado de pernas cruzadas perante o Chefe Ocot, dos Yomocos, enquanto um jovem com uma capa de penas se esforçava para traduzir as palavras do velho caçador para mim.

— Antigamente — disse o jovem —, o povo de Aktok atacava. Levavam filhos, levavam filhas. Para sacrifício. Para acordar o deus serpente.

O chefe cuspiu no musgo. \"Deus ruim. Devora o mundo.\"

— Mas agora — continuou o jovem, gesticulando enquanto falava. — Muitas luas, nenhum ataque. Nós investigamos. Observamos das árvores — ele olhou para o chefe, que acenou com a cabeça. — Eles se foram. Vila inteira. Ossos no chão, cabanas quebradas.

Eu perguntei se isso não era um alívio. O jovem traduziu a minha pergunta e o velho soltou uma risada triste.

— Você não entende — traduziu o jovem, baixando a voz. — Eles não falharam. Eles acordaram Aktok. Nós o vemos rastejar. Pele verde. Flores nas costas. Dentes grandes, afiados. Gotejando veneno.

O chefe se aproximou, com os dentes escurecidos pela bétele, resmungando no seu próprio idioma. O jovem engoliu seco antes de transmitir as palavras.

— Ele rastejou para longe. Esperamos que não volte. Mas, agora, Aktok vive. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_40_Venomancer_LocHeroName" "Venomante" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_41_FacelessVoid_LocFieldNotes" "Dado o pouco que sabemos sobre os seres do vasto reino de Claszureme, decidi estudar o Vazio Sem Rosto a uma distância segura. Obviamente, quando o seu objeto de pesquisa é conhecido como Vazio Sem Rosto ou Sombriorror, é difícil dizer exatamente o que é (se é que existe) uma distância segura.

Felizmente ou infelizmente, eu não tinha muita escolha. Eu o rastreei sob o denso dossel florestal da selva de Valira por... um dia? Cinco? Eu não conseguia dizer. Mas sempre que eu vislumbrava a sua forma horripilante, os meus pés ficavam pesados, desacelerando o meu ritmo enquanto ele continuava, irrefreável.

Ocasionalmente, eu chegava perto o suficiente para dar uma boa olhada nele, mas então ele aparecia instantaneamente duas vezes mais longe de onde estava um segundo antes.

Em dado momento, fiquei completamente congelada, e ele se aproximou para me cheirar. Ao que pareceu, ele não me viu como uma ameaça, graças aos deuses. Ele simplesmente deitou o pescoço, me olhou de cima a baixo com aquela cabeça sem olhos, sem rosto, e foi embora. Em pé eu estava, em pé fiquei. Olhando para ele.

Depois disso, decidi que era melhor não continuar seguindo ele. Sombriorror é provavelmente um daqueles mistérios que é melhor deixar sem solução." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_41_FacelessVoid_LocHeroName" "Vazio Sem Rosto" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_42_WraithKing_LocFieldNotes" "Folheando as páginas de um enorme livro na biblioteca abobadada de Qaldin, Aldric Pinheiro finalmente encontra o que está procurando.

— Aí está — diz ele, apontando com uma risada. — Horrível, não é?

Prentiss, um historiador versado na história do lendário Rei Ostarion, encontrou uma página com o desenho de um castelo feito de ossos. Círculos de pilares de tíbia decorados com crânios no topo. Dado o tamanho do castelo, dezenas de milhares ajudaram a fornecer os materiais de construção, e não consigo imaginar que tenham feito isso voluntariamente.

— Ostarion queria governar todo o domínio. Mas, mais do que isso, ele queria governar todo o domínio por toda a eternidade — diz Pinheiro. Um rei ambicioso. — Seu castelo não era apenas uma fortaleza, mas também um aviso.

Nessa tentativa, o rei procurou um ritual proibido. Usando as almas dos seus inimigos e súditos, ele conseguiu se conectar ao reino para sempre. Não como homem, mas como espectro.

— Ele não está exatamente vivo, mas está vivo o suficiente... para qualquer que sejam os seus propósitos — diz Pinheiro. — O reino caiu, mas ele ainda anda por aí, exigindo lealdade ou morte. Muitas vezes, os dois." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_42_WraithKing_LocHeroName" "Rei Espectral" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_43_DeathProphet_LocFieldNotes" "— O meu pai foi um dos últimos a receber uma das leituras de Krobelus — resmungou a antiga duquesa no seu solário decorado. Uma jovem atendente a serviu chá enquanto ela se afundava na cadeira.

Krobelus era a vidente dos ricaços. Ela tinha o dom de ver além do véu que separa a vida e a morte, e esses vislumbres traziam sinais sobre o futuro.

— Ela contou ao meu pai sobre uma escuridão que o tomaria em dois anos — disse a duquesa. — Mas ele era saudável. Arrogante. Ele perguntou à vidente por que, se era tão habilidosa em adivinhar o destino dos outros, ela nunca se preocupou em ver o seu próprio.

E essa foi a pergunta errada. Porque acabou sendo aquela que Krobelus nunca pôde responder. Durante anos, ela zombou da Morte, vendendo segredos de além véu pelo maior lance. Mas quando ela voltou o olhar para si, a Morte zombou de volta. O seu destino era o único não revelado.

Então, em vez disso, ela cruzou o véu, se sacrificando para descobrir os segredos. A Morte não aceitou. Ela foi mandada de volta, repetidas vezes, diluída e alterada a cada ressurreição, sem direito a um descanso final. E uma resposta final.

— O destino do meu pai estava certo, no final das contas — a duquesa soluçou. — Porque Krobelus não mais prediz a morte. Ela a traz." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_43_DeathProphet_LocHeroName" "Profetisa da Morte" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_44_PhantomAssassin_LocFieldNotes" "Eu passo a mão sobre a fria parede de pedras do lado de fora da capela. Nenhuma imperfeição. Interessante. A minha acompanhante, uma prioresa vestindo um pesado traje de guerra, revela ser proibido conversar com Mortred ou qualquer uma das Irmãs do Véu. Ela aponta que me mandar embora era uma gentileza. E que não poderia dizer o que Mortred faria comigo se eu ficasse.

Ótimo. Dois meses rastreando pistas, analisando rumores, conversando com líderes implacáveis de guildas de assassinos (pouco comunicativos), e as minhas opções são desistir ou ser assassinado. Eu digo à prioresa que estou disposto a arriscar.

De repente, a prioresa vestida para a guerra se torna ofuscada. Da mesma silhueta vibrante, surge a Irmã do Véu que eu buscava.

Ainda assim, eu me assusto.

— O augúrio da morte não está sobre você — ela me garante.

— Bom saber — tento forçar um sorriso.

— Você... pode fazer uma pergunta.

Então eu pergunto sobre seus primeiros anos.

Levada pela ordem de dentro da casa de um comerciante de Tares, do qual ela mal se lembra, a sua infância foi um ciclo interminável de treinamento com espadas, meditação e reparação. Ela pula os ritos de iniciação, mas com o resquício de um sorriso ressalta que foi a mais jovem a usar o véu, aos 12 anos.

A primeira vítima? Um segredo entre ela e o cadáver. A segunda vítima? O Rei Novato do Lago Ondulado. Nunca ouviu falar dele? Pois é.

Antes que eu possa tentar uma nova pergunta, a conhecida \"trajada para a guerra\" está de volta. Aff.

Eu nem a vi se aproximando. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_44_PhantomAssassin_LocHeroName" "Assassina Fantasma" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_44_PhantomAssassin_LocPersonaFieldNotes" "O beco cheirava a óleo de lâmpada queimado e açafrão, um cheiro que se fixava nas narinas. O sangue ainda sujava os paralelepípedos, mas o corpo do comerciante havia sido levado pelos vigias da Revtel, apagado tão bem quanto uma nota contábil.

Uma lâmina fria tocou a minha garganta. \"Quem fez isso?\", uma voz exigiu — baixa, urgente, nada a fim de conversa fiada. Eu pisquei.

— Eu... só posso comentar as minhas conclusões — apontei para o sangue, para o espaçamento, para os arcos limpos. — Lâmina de dupla face. Uma testemunha viu uma figura velada. E... tudo ocorreu na última hora.

A lâmina se afastou. Uma figura esguia saiu das sombras. Seus olhos analisaram o meu rosto. Um aceno sutil. \"Então ela não pode estar muito longe.\"

Eu exalei, e antes de retomar a respiração, ele sumiu. Sem passos, sem farfalhar — apenas o peso de sua ausência, e a sensação de que qualquer cálculo que o trouxe até aqui traçaria o padrão adiante... Resultando em mais sangue. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_45_Pugna_LocFieldNotes" "O mosteiro estava em ruínas, com vigas enegrecidas apontando para o céu. Eu vaguei por entre as cinzas, rabiscando observações no meu caderno.

Uma risada zombeteira me interrompeu. Olhei para cima e vi uma aparição esquelética envolta em chamas verdes e vestimentas esparsas, mas nobres, com olhos fumegando uma crueldade travessa.

O pânico me atingiu. \"Eu... você deve ser...\"

A aparição pegou o meu caderno e folheou por entre desenhos e toda a marginália com o fascínio de uma criança que arranca as asas de uma mosca. As páginas eram passadas, até que ele encontrou aquelas sobre as aldeias vizinhas e os contos locais que me levaram àquele lugar em busca de Pugna. Agora que o encontrei, me arrependi de ter vindo procurá-lo.

O sorriso de Pugna pareceu ficar maior. Com um movimento caprichoso, ele incinerou as páginas sobre o seu paradeiro com chamas viridentes. Ele jogou o livro fora sem cuidado algum e arrancou a pena da minha mão. \"Minha!\", gargalhou. E então ele se foi.

Eu peguei o que restou do meu caderno e me sentei junto a uma parede queimada. Encontrei um pedaço de carvão e retomei a escrita. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_45_Pugna_LocHeroName" "Pugna" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_46_TemplarAssassin_LocFieldNotes" "Um enfermeiro desesperado me leva às pressas para um belo quarto de cuidados paliativos.

— A condição dele está piorando — suspira. — Não temos tempo a perder.

A minha reputação como mandrião me precede novamente.

Sentado em almofadas de plumas numa cama com dossel, está o ex-duque de Uhatu, com os olhos arregalados, implorando para contar a sua história.

Um apetite voraz pelo arcanismo o levou a um códice mestre que supostamente revelaria a porta oculta para todo o conhecimento. Infelizmente, conversas sobre essa busca por conhecimento atraiu o tipo errado de atenção. Ele estava no meio de um encantamento designado para desvendar segredos ocultos do universo quando a lâmina psiônica de Lanaya zumbiu perto da sua têmpora. Os mestres dela ordenaram o seu assassinato, mas, em troca de todo o conhecimento adquirido, ela ofereceu um acordo.

Parte suficiente da sua mente seria apagada para qualificá-lo como morto, e dele seria feito um exemplo, acordando uma vez por dia para compartilhar essa história. A lâmina dela perfurou a mente dele. Todo o conhecimento acumulado ao longo da sua vida, exceto essa trágica história, foi transferido para Lanaya.

Os olhos do duque perdem o foco. Ele cai para trás, rígido, mas ainda respirando.

Pelo menos ele tem uma boa cama. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_46_TemplarAssassin_LocHeroName" "Assassina Templária" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_47_Viper_LocFieldNotes" "Uma garoa tímida faz o possível para curar as marcas fumegantes deixadas na linha das árvores. O barulho parece de fritura, sempre que uma gota cai sobre outro toco verde brilhante de algum ulmeiro milenar.

O guarda florestal, Arrol, pega um pedaço de cobre e o joga na lama derretida. Ele desaparece instantaneamente em uma nuvem de gás nocivo.

— Eu disse que era uma coisa nojenta — ele ri. Eu assobio com terrível admiração. Estou vendo os resultados do mais recente ataque acídico de um miserável Dragonete das Profundezas chamado Víbora.

Os moradores da floresta, desde aqueles que moravam perto da linha das árvores até aqueles escondidos nas profundezas dos seus acres mais escuros e não mapeados, reuniram recursos e contrataram os guardas florestais para matar o dragonete. A Víbora exigia, com bastante insistência e violência, que as pessoas da floresta a adorassem. Até agora, os guardas florestais não ajudaram muito na proteção contra os seus ataques. Flechas e espadadas não são especialmente produtivas contra uma fera cujo cuspe derrete arcos e lâminas.

Eu pergunto se eles já tentaram adorá-lo. Isso me rende um olhar de Arrol, que eu confundo com ele não me ouvindo, então eu pergunto novamente, e desta vez recebo um olhar que revela ter me ouvido da primeira vez. Felizmente, a garoa se transforma em chuva e corremos para um abrigo remanescente na floresta ardente. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_47_Viper_LocHeroName" "Víbora" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_48_Luna_LocFieldNotes" "— Então você já conheceu Nova — diz a guerreira através do elmo ao sair do Bosque de Noiteprata, com glaives brilhando sob os feixes do luar avermelhado.

Eu conheci. O gato enorme me pressionou contra uma árvore. Aposto que poderia me engolir em duas mordidas. Três se quisesse saborear melhor.

— Diga a que veio e seja sincera — adverte Luna. — A Deusa nos dirá se você tentar enganar.

Eu tento respirar com a pata de um gato do tamanho de uma bigorna no meu peito. Arquejo em meio à explicação de que vim em busca da história dela. O brilho da lua muda de avermelhado para prateado e, felizmente, o gato perde o interesse por mim e se afasta. No entanto, não se afasta muito.

Luna diz que já foi uma grande guerreira, cujo exército foi dizimado. Ela vagou sem rumo, à beira da morte, levada à loucura pela fome, quando a Deusa da Lua, Selemene, enviou Nova para testá-la. Obviamente, ela havia passado no teste.

— Agora, quando vou para a guerra, estou a serviço dela — fala com reverência. — Quando eu derramo sangue, é para ela.

Com isso, ela pulou nas costas de Nova e a dupla se afastou. Selemene a salvou da fome. Sobre a loucura, eu não tinha tanta certeza." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_48_Luna_LocHeroName" "Luna" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_49_DragonKnight_LocFieldNotes" "Sr. Davion, o Bravo. Sr. Davion, o Sábio. Sr. Davion, o Nobre. Deve ser difícil ser um cavaleiro tão amado por todos que ele conhece. Davion nunca se deleitou com a atenção, mas notei um sorriso sutil quando donzelas locais deram uma cotovelada umas nas outras para ver o herói.

No entanto, um nome o fez se irritar: Sr. Davion, o Matador de Dragões. Isso me pareceu quase ridículo: ele não era mais conhecido por matar o infame dragão Slyrak? Ele não vestia as escamas dos seus inimigos?

Eu já tinha visto falsa modéstia antes, então perguntei diretamente a ele enquanto a sua comitiva viajava para Hauptstadt. Pela primeira vez, vi que os seus olhos não eram só dele. Ao matar Slyrak, ele não simplesmente absorveu um vasto poder dracônico — coitado, ele também absorveu uma inconveniente conexão com o seu maior inimigo. (Inconveniente se você é um famoso matador de dragões.)

Então isso significa que ele parou de matar dragões? Não necessariamente. Não é como se Slyrak fosse amigo de todas aquelas criaturas. Disseram que ele achava vários deles insuportáveis e tem inúmeras contas a resolver. Então, talvez eles tenham chegado a um acordo. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_49_DragonKnight_LocHeroName" "Cavaleiro Dragão" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_4_Bloodseeker_LocFieldNotes" "Como diz o ditado: \"Onde vai Iczoxtotec, também vai Strygwyr\".

Claro, apenas os seus colegas Caçadores de Ossos o chamam de Strygwyr. Os inimigos geralmente o chamam de Sanguinário. E amigos? Bem, digamos que ele não tem muitos.

Enfim, enquanto sigo o grande pássaro Iczoxtotec, ele paira sobre um bando de mercenários oglodi que o Sanguinário está matando. Esta é minha única chance cara a cara. Ou meia cara.

Eu chego enquanto ele divide um retardatário em duas metades limpas e estranhamente idênticas, com a sua armadura mística absorvendo cada gota vermelha. Eu engulo em seco. \"Você sempre foi, hum... assim?\"

Ele me percebe pela primeira vez. E para minha surpresa, ele responde.

— Os Esfolados demandam sacrifício de sangue — ele diz. — Devo fornecê-lo, ou eles coletarão esse sangue do meu povo.

Eu me afasto. Você não precisa ter sede de sangue para reconhecer quando outra pessoa a tem. Felizmente, nesse momento, ele avista mais mercenários retornando ao acampamento. Sorte a minha. MUITO azar para os oglodi.

Eu fujo assim que ele avança contra eles. Provavelmente não conversaremos novamente. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_4_Bloodseeker_LocHeroName" "Sanguinário" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_50_Dazzle_LocFieldNotes" "— Eu não sou um monstro — garantiu Dazzle.

Quando eu o alcancei, ele estava debruçado sobre o corpo de um veado moribundo em uma floresta sombreada a uma milha das Montanhas do Bosque Neblinoso.

— Dizem que o Reino de Nothl me corrompeu. Mas tudo o que ele fez foi me mostrar a minha forma ideal — bufou indignado.

Dazzle era apenas um garoto quando realizou o ritual traiçoeiro que lhe permitiu viajar para o Reino. O Conselho da Ordem de Dezun, que supervisiona o ritual, o advertiu contra. Ele era muito jovem, muito pouco experiente. Ainda assim, ele insistiu que estava pronto, então eles permitiram. O Conselho consolava a mãe de Dazzle pela sua morte certa quando, para surpresa de todos, ele voltou.

— Um monstro faria isso?

Um raio de luz de cor salmão saiu da sua mão e atingiu o veado, que instantaneamente se levantou e balançou a cabeça, como se tivesse despertado de um pesadelo.

Eu pensei que as histórias estavam erradas, até que ele gargalhou e lançou um raio branco da outra mão, derrubando o veado novamente. Talvez elas não estivessem tão erradas, afinal." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_50_Dazzle_LocHeroName" "Dazzle" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_51_Clockwerk_LocFieldNotes" "Armadilho parecia repetir \"não toque nisso!\" a cada engenhoca macabra que eu me aproximava para observar, na sua oficina macabra. Eu disse a ele que não tinha intenção de fazer isso. Eu não era idiota. Mas fiquei com a sensação que os avisos eram mais por exibicionismo do que preocupação legítima.

É verdade que a sua autoconfiança é bem merecida. E, com base na quantidade de mortes brutais atribuídas a Armadilho, o conselho era bem justificado. Quando perguntei se as manchas nas invenções e ao redor delas eram sangue ou ferrugem, ele simplesmente balançou a cabeça e sorriu, como se estivéssemos compartilhando uma piada interna. Percebi que alguns sujeitos de teste podem não ter recebido o mesmo aviso que eu.

Não, Armadilho não se incomodava com pessoas inocentes virando pedacinhos na sua oficina, mas sabia que isso nem sempre ajudava a reputação já frágil dos Keen.

— A última coisa que preciso é de um bando de aldeões aparecendo com tochas e forquilhas — resmungou ele. — Mover toda essa merda é um saco. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_51_Clockwerk_LocHeroName" "Mecanismo" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_52_Leshrac_LocFieldNotes" "Dizem que a verdadeira sabedoria é saber que você não sabe nada. Então, como chamar quando se sabe demais?

Segundo a lenda, o antigo filósofo Leshrac carrega essa maldição. Buscando descobrir os mistérios da natureza, ele olhou para os Cristais Cronóticos – pedras assombradas que, segundo a lenda, oferecem um vislumbre do coração de toda a criação.

O que ele viu foi tão perverso que dividiu a sua mente em duas. Agora, a sua consciência vaga entre reinos, ambos impiedosos e cruéis até o âmago.

Hoje em dia, alguns o chamam de Alma Atormentada. Pode parecer dramático, mas aqueles que o encontraram e viveram para contar a história dizem que o título não é de todo sensacionalista. Na verdade, dizem que é mais como um diagnóstico.

Como diz a história, suas descobertas não o deixaram apenas louco, mas ainda mais CRUEL. Se ele precisa conhecer as verdades amargas que envenenaram a sua mente, ele conjectura, é justo que os demais compartilhem da sua dor. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_52_Leshrac_LocHeroName" "Leshrac" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_53_NaturesProphet_LocFieldNotes" "Não se pode deixar de notar as muitas placas pintadas ao entrar na Floresta da Madeira Deformada.

\"Ele exige que não deixem nada para trás\", dizia uma. \"Ele exige que não cortem nada\", dizia outra. \"Ele exige que não colham nada para comer\", dizia uma terceira.

Elas não diziam aos visitantes para se afastarem, mas sim para se atentarem e não causarem danos desnecessários. Isoladamente, cada placa poderia ser facilmente ignorada, como a de um ancião de uma vila protegendo as suas terras. Mas esta era a Floresta da Madeira Deformada, um lugar longe de qualquer cidade importante e repleto de folhagem retorcida e, francamente, hostil. Só um tolo testaria a ameaça por trás desses apelos escritos, e eu não sou tolo.

Entrei na floresta com prudência e, sem surpresa, logo encontrei uma caravana de tolos. Trepadeiras mais grossas que as minhas pernas prendiam os seus cadáveres ao chão. Galhos semelhantes a dedos agarravam os machados dos viajantes, agora para sempre cravados nos seus pescoços cobertos por musgos. Cogumelos brotaram nas suas bocas.

Peguei uma tábua no chão e rapidamente rabisquei um quarto aviso, depois o coloquei perto dos destroços: \"Por favor, leia as placas\". " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_53_NaturesProphet_LocHeroName" "Profeta da Natureza" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_54_Lifestealer_LocFieldNotes" "Drom, o Açougueiro de Abrigova, era um brutamontes, de semblante severo e o nariz achatado de um brigão. Mesmo assim, ele se remexia, com olhos esbugalhados analisando a cela suja.

— A masmorra de Devarque é o último destino para quem é enviado para cá — disse ele. — Estou na minha cela quando ouço uma comoção. Quando olho, aqueles guardas, eles estão massacrando uns aos outros. Nós, prisioneiros, começamos a comemorar. Já era hora de eles receberem o que merecem. De repente, um silêncio absoluto. E então eu vi.

Um guarda, em algum tipo de transe, abriu a cela. Ele foi prontamente despedaçado.

— A coisa era alta, mas, além disso, era LONGA. Uma confusão de dentes. Osso onde deveria haver pele. Olhos mal-intencionados — Drom engoliu em seco.

Na manhã seguinte, o capelão da prisão veio fazer o seu sermão matinal. Depois de vomitar ao ver a carnificina, ele sugeriu que era uma intervenção divina.

— Mas qualquer deus que permita que essa coisa exista não merece ser adorado — estremeceu Drom.

O capelão achou que era um sinal. Ele ofereceu liberdade aos prisioneiros. Só Drom ficou.

— Enquanto essa coisa estiver à solta — disse ele —, eu vou ficar aqui." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_54_Lifestealer_LocHeroName" "Roubavidas" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_55_DarkSeer_LocFieldNotes" "— Mais uma partida — insiste Ish'Kafel, o Áugure Sombrio.

Ele acabou de me desafiar para uma quarta rodada de um jogo de estratégia em que comandávamos exércitos de réplicas em um campo de batalha. Eu havia perdido as três primeiras tão rápido que me pergunto como ele — um grande estrategista de guerra — conseguia se divertir com isso.

— Guerra não é sobre alegria — ele me repreende quando pergunto. — E uma mente perspicaz é capaz de desvendar novas estratégias, mesmo diante de um inimigo de entendimento raso.

Hum. Bem, se não é sobre alegria, jogar pelo menos parece acalmá-lo. Enquanto jogamos e eu perco, ele se abre sobre o seu passado.

Antes de aprenderem a comandar energia, ele lembra, as crianças da sua dimensão original primeiro aprendem a dominar os seus corpos. Ish'Kafel treinou inúmeras artes marciais e venceu um festival de combate que abrangia todo o reino, chamado Lekel D'vit (traduzido livremente como \"Briga Aberta\"?). É por isso que ele raramente ataca um inimigo fisicamente. \"Não seria justo\", diz sorrindo.

Além disso, ele acha mais gratificante derrotar os inimigos com astúcia, em vez de apenas com os punhos.

— Veja bem, você deixou o seu flanco esquerdo desprotegido, o que torna as suas tropas vulneráveis — diz ele, enquanto flanqueava o meu general em um movimento de pinça diagonal com a sua cavalaria sul, cuja existência eu havia esquecido completamente.

— Mais uma partida. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_55_DarkSeer_LocHeroName" "Áugure Sombrio" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_56_Clinkz_LocFieldNotes" "Apenas um lugar carregado de piche como Hoven poderia produzir uma criatura como Clinkz, e só o seu povo poderia amá-lo. A floresta exuberante, salpicada de poças pretas, nos faz lembrar de um deus adormecido, aprisionado numa espécie de pubescência cósmica — em constante mudança, mas nunca verdadeiramente mudado.

Seria fácil assumir que esta terra está em guerra consigo mesma. Mas, além de arruinar as suas botas caso não tenha cuidado, Hoven encontrou um estranho equilíbrio.

É irônico que, ao defender esse equilíbrio, Clinkz agora esteja, ele mesmo, em um estado entre a vida e a morte. Histórias de fora deste lugar contam sobre um demônio ardente que gosta de abrir buracos nos peitos de viajantes bondosos e inocentes.

Eu não esperava muito além disso mas, desta vez, estava errado. Clinkz não era um demônio. Ele matou um e foi queimado vivo no processo. A vida eterna foi-lhe concedida pela sua vitória — tanto uma bênção quanto uma maldição, dado a sua forma flamejante atual —, e ele é um guardião eterno, cujo fogo em torno da cabeça serve como aviso para aqueles que tentarem ferir o povo Hoven, além de ser um farol de esperança para aqueles que a tem como lar. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_56_Clinkz_LocHeroName" "Clinkz" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_57_Omniknight_LocFieldNotes" "Me juntei a uma fila irregular de peregrinos que caminhavam penosamente em direção aos altos penhascos de Emauracus, onde moram os sacerdotes da Onisciência. A caminhada me custou semanas, um bom par de sandálias e metade da minha paciência, mas valeria cada bolha para aprender um pouco sobre Purist Trovoada, o Onitemplário.

Finalmente, os penhascos surgiram: rochas escarpadas irregulares, crivadas de cavernas, como olhos profundos e vigilantes. Hierofantes acolheram os devotos nas cavernas, onde esperavam receber visões. Aproximei-me de um sacerdote novato e perguntei sobre o Onitemplário.

— Ele chegou com questionamentos — disse ele. — Nós nos preparamos para lançá-lo no poço do sacrifício.

Então, percebendo o meu olhar, ele acrescentou: \"Como convém aos céticos. Mas então ele resplandeceu com o favor da Onisciência, e soubemos que ele fora escolhido para encontrar Aquilo Que Tudo Vê\". Ele me olhou de cima a baixo, franzindo levemente a testa. \"Se tiver mais perguntas, posso organizar um passeio pelo poço de sacrifícios.\"

De repente, me dei conta de que já sabia tudo o que precisava sobre o Onitemplário. Sorri e agradeci ao sacerdote pelo seu tempo. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_57_Omniknight_LocHeroName" "Onitemplário" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_58_Enchantress_LocFieldNotes" "Aiushtha me cumprimentou em uma grande clareira verdejante nas profundezas densas do Bosque de Noiteprata – um brejo escondido que eu jamais teria encontrado se um grande bando de espíritos não tivesse me guiado.

— Ouvi dizer que você estava me procurando — disse ela. A sua voz era agradável e me deixou à vontade instantaneamente. — Enviei os meus amigos para trazê-la aqui. O que deseja?

Os seus companheiros da floresta piavam, gorjeavam e arrulhavam em admiração eufórica. Eu ouvi dizer que a Encantadora conseguia controlar seres de mente fraca. Ver em primeira mão como ela arrebatava essas criaturas inocentes foi impressionante.

— Desejo escrever sobre as suas façanhas — curvei-me. — Pelo bem da posteridade.

Ela sorriu calorosamente, e a voz cantada encheu os meus ouvidos mais uma vez.

— A minha história é longa e sem importância — ela arrulhou. — Mas as histórias das criaturas ao nosso redor... essas valem a pena ouvir.

E, claro, ela estava certa. Obviamente, ela sabia mais do que esta humilde escriba. A mestra sempre sabe o que é melhor." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_58_Enchantress_LocHeroName" "Encantadora" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_59_Huskar_LocFieldNotes" "Eu fui avisada sobre os perigos da Mata Uivante — ogros, lobos terríveis, ursos infernais —, então eu não estava ansiosa para rastrear Huskar lá. Infelizmente, era onde ele estava.

Felizmente, o próprio Huskar era mais amigável do que eu esperava. Curvado sobre uma fogueira acesa, ele parecia quase ansioso para compartilhar uma refeição e a sua história. Quando começou a falar das suas viagens, no entanto, fomos atacados por uma matilha de lobos famintos.

Imaginei que tinha escrito meu último relato enquanto eles nos rondavam. Um único lutador, não importa o quão habilidoso, não era páreo para a dúzia de caninos gigantes que nos cercavam. O primeiro saltou sobre ele, derrubando-o. Eu certamente seria a próxima.

Mas quando o líder da matilha mordeu o ombro carnudo de Huskar, os músculos do brutamontes tremularam e se retesaram. Num piscar de olhos, o lobo foi chutado para o outro lado da clareira. Outro investiu contra mim, apenas para a sua garganta encontrar, com uma rapidez alarmante, a adaga de obsidiana de Huskar.

Mais lobos vieram. Mais lobos caíram. Cada mordida, cada ataque parecia redobrar a fúria do guerreiro em transe.

Quando o último lobo se esgueirou para longe, Huskar estava de pé, ensanguentado, mas de certa forma parecendo mais forte do que antes. Conforme os seus olhos brilhavam de raiva, decidi que também sairia de fininho." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_59_Huskar_LocHeroName" "Huskar" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_5_CrystalMaiden_LocFieldNotes" "Faz frio na Geleira Coração Azul mesmo nos melhores dias, mas Rylai faz os cumes varridos pelo vento parecerem ainda mais frio.

— Você foi enviada pela minha irmã? — ela pergunta, com um brilho nos olhos, mas uma voz ríspida. Não sei dizer se ela gostou de mim ou se está prestes a me matar. Ou ambos.

— Claro que não — ela mesma responde, com uma risadinha. — Se fosse coisa dela, você já teria tentado me matar.

— E então eu teria que te matar.

Agora a sua voz é cantada, mas os seus olhos azuis-claros sugerem algo mais. Não sei bem o que, mas o arrepio que percorre a minha espinha não é devido ao frio.

O feitiço se quebra. A sugestão desaparece. \"Enfim, eu sou a guardiã deste reino, e é melhor você dizer logo a que veio\", diz ela, feliz novamente.

Tento explicar a minha missão – narrar as histórias dos maiores heróis do mundo – mas Rylai perde o interesse na metade da primeira frase.

— Boa sorte com isso! Pode ir andando — ela gesticula, sem reconhecer (ou perceber?) que já estamos andando. — Se você vir a minha irmã, diga a ela para vir me visitar algum dia!" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_5_CrystalMaiden_LocHeroName" "Donzela Cristalina" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_5_CrystalMaiden_LocPersonaFieldNotes" "Eu tinha vindo falar com o Feiticeiro do Gelo, esperando que a sua suposta hibernação de mil anos aqui na Geleira Coração Azul incluísse algumas horas acordado. Caso contrário, acho que teria vindo observar o Feiticeiro de Gelo.

Em vez disso, o que encontrei foi a Loba das Geleiras Devastadas: a sua pelagem da cor de um campo de gelo iluminado pela lua, os seus olhos safira, tão penetrantes quanto uma broca perfurando uma placa congelada.

— Você veio em busca de poder? — perguntou ela. Quase caí de costas na neve rodopiante.

— De certa forma — eu disse, lutando para recuperar a calma. — Se conhecimento conta como poder.

Os olhos da loba se estreitaram e então, o seu olhar se voltou para a geleira. \"Conhecimento é clareza cristalina. Mas conhecimento também é um fardo opressor. Ele preserva... mas também aprisiona.\"

Então, ele sacudiu a neve da pelagem e caminhou lentamente para a nevasca. Eu tremi — não de frio — e percebi que talvez estivesse procurando o feiticeiro do gelo errado todo esse tempo. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_60_NightStalker_LocFieldNotes" "A Ordem de Balanar é nômade, com as suas poucas dezenas de membros sempre viajando para onde quer que o dia seja mais curto. Quando os encontro ao anoitecer, eles já montaram acampamento na extremidade norte mais gelada do Planalto Gélido.

Dado o frio, uma fogueira seria bem-vinda. Mas qualquer fonte de luz é proibida dentro do culto do Perseguidor Noturno.

Conheço Paz, uma anciã do grupo, que demonstrou sua devoção à escuridão arrancando os próprios olhos.

— Você abraçou a noite? — ela pergunta alegremente. Eu minto e digo que sim.

— Ótimo — ela sorri com um sorriso sombrio de lábios apertados. — Quando Ele chegar, você será recompensada.

A recompensa, ela afirma, é uma morte extasiante e um lugar eterno ao lado de Balanar. Mas a lenda diz claramente que ele anda sozinho — fazendo alguém não pertencente ao culto se perguntar por que, exatamente, eles são tão confiantes de que ele anseia por sua companhia.

Conforme o último raio de sol se curva atrás de um penhasco rochoso, o frio aumenta e a luz torna-se ainda mais fraca. O sorriso miserável e sem olhos de Paz me faz tremer mais do que o frio amaldiçoado.

— Ele vem — ela sussurra, esperançosa." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_60_NightStalker_LocHeroName" "Perseguidor Noturno" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_61_Broodmother_LocFieldNotes" "A placa desgastada do \"Circo Itinerante de Bizarrices de Kuz Borst\" balança no ritmo das rajadas alimentadas pelo crepúsculo. \"O que você sabe sobre a Arachnia Negra?\", pergunta Kuz, olhando nervosamente para as sombras cada vez mais profundas da Gorja Rubra.

O único aventureiro conhecido por ter escapado com um tesouro da riqueza magnética de Ptholopthales, ele o converteu na principal coleção de raridades deste lado das Geleiras Devastadas. Então, o vendedor ambulante brincou ainda mais com a sorte, retornando ao Pyrotheos para \"recrutar\" os filhos da Matriarca para a sua apresentação. Ele está fugindo desde então.

— Quantos você... sequestrou?

— Quase zero, eu juro. Mal chega a... duzentos?

Ele se esgueirou para dentro de um tubo de lava enquanto a Matriarca brincava com a sua comida (um hipogrifo azarado). \"Os olhos dela sempre buscam a próxima refeição, mas quando ela começa a criar casulos, vira compulsão, não consegue parar até terminar\". Foi aí que ele os pegou.

Kuz bate para a carroça andar. Desejo-lhe sorte.

O som de pernas enormes e velozes ecoa pela passagem, antes de ser acentuado por um guincho raivoso.

Eu deveria ter especificado boa sorte. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_61_Broodmother_LocHeroName" "Matriarca" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_62_BountyHunter_LocFieldNotes" "Apesar do grande interesse de Genteboa e dos seus repetidos pedidos, eu me recuso a pesquisar mais sobre Gondar, o Caçador de Recompensas. Mais de uma vez, eu disse a ela que ele não existe. E eu deveria saber, já que já fiz de tudo para encontrá-lo.

Peça a uma dúzia de bandidos e você receberá uma dúzia de descrições diferentes de Gondar: alto, baixo, magro, corpulento, verde, vermelho... Cada bandido garantirá, com certeza, que já o viu com os próprios olhos. Um ladrão jurou pelo seu padrinho, que Gondar era uma sombra viva. Eu conheci uma sombra viva, e foi mais fácil encontrá-la do que esse suposto caçador de recompensas.

Até a moralidade de Gondar depende de quem está contando a história. Parece que ele mata apenas os piores criminosos, ou apenas os entregadores mais doces ou, se é que isso existe, apenas os criminosos mais bonzinhos. É tudo balela. Neste ponto, eu arriscaria a minha reputação e diria que Gondar existe apenas na mente de bandidos ansiosos, que tentam manter os seus filhos aspirantes a bandidagem na linha. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_62_BountyHunter_LocHeroName" "Caçador de Recompensas" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_63_Weaver_LocFieldNotes" "Thaddeus Mantocinza é o Reitor de Estudos Ônticos da Universidade de Ultimyr. Dizem que a sua turma de Cosmologia Taumatúrgica Avançada teve apenas cinco alunos aprovados em todos os 42 anos em que lecionou. Não é que ele seja um professor exigente. É mais o fato que Ultimyr não gosta de compartilhar os segredos de como tecer a própria realidade, a menos que você possa provar que não vai errar nenhuma palavra nos seus feitiços.

Thaddeus, aparentemente, fez a sua tese de doutorado sobre os Tecelões, e os seus olhos brilham em reconhecimento quando pergunto sobre eles. Os Tecelões, ele explica, são os guardiões da própria existência. Eles não são arquitetos, e não são deuses — para um Tecelão, o universo é um tecido esticado em um grande tear. Eles consertam rasgos onde o tempo se esvai, apertam pontos frouxos, reforçam regiões desbotadas antes que algo escuro, inominável e que não faz parte do nosso plano de existência se infiltre.

Parece um trabalho ingrato e repetitivo, e embora Thaddeus seja rápido em pintar Skitskurr como um vilão, é difícil negar que qualquer um de nós poderia ceder à mesma tentação. Skitskurr era um dos melhores Tecelões — mas ele ficou inquieto em remendar os mesmos buracos repetidamente pela eternidade. Ele ficou entediado com a mera manutenção da realidade. Ele ansiava pelas suas próprias criações.

Os seus experimentos começaram pequenos, mas não demorou muito para que os guardiões percebessem. Ele havia refeito muito do padrão do universo, e os fios levavam até ele. Os guardiões cortaram o seu mundo, exilando-o fora do mundo superior, dentro de um mundo falho que ele pode ou não ter criado: o nosso.

Thaddeus não dá nenhuma aula sobre Skitskurr. Quanto menos pessoas conhecerem a sua história, mais segura a trama permanece. \"A nossa realidade pode até não ser perfeita\", diz ele, \"mas eu prefiro ela assim\". " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_63_Weaver_LocHeroName" "Tecelão" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_64_Jakiro_LocFieldNotes" "Trinta voltas adentro do infame labirinto de mercadores de Revtel, uma placa gasta anuncia \"Moreira e Filhos\", embora o \"Moreira\" esteja riscado, assim como o \"s\" no final de \"filhos\".

A placa pende sobre um chalé pequeno e tímido. Quando o seu negócio é de carne de dragão, convém manter-se discreto — e bem longe de dragões.

— Ora, ora, o escritor? — diz um homem, que presumo ser o último filho, enquanto corta, desanimado, uma pequena coxa escamosa.

— Bom, carne de dragão de fogo é boa e apimentada — ele se gaba. — Dragões de gelo, por exemplo, têm um tipo diferente de apimentado. Mas se for de gelo E fogo? Bem, isso daria MUITO dinheiro.\"

E então os Moreiras partiram para encontrar Jakiro e o avistaram cambaleando à distância, aparentemente já perto da morte. Eles o seguiram por uma passagem, apenas para descobrir que haviam sido enganados. Jakiro fingiu estar ferido para atraí-los, então uma cabeça queimou o seu pai e metade dos seus irmãos, enquanto a outra congelou o resto como formigas em âmbar.

— O negócio da família não é mais o mesmo — suspira o filho remanescente. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_64_Jakiro_LocHeroName" "Jakiro" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_65_Batrider_LocFieldNotes" "Embora eu tenha sido informado por uma fonte confiável de que o Morcegueiro \"é um idiota\" e \"um covarde\", pelo menos ele é sagaz, pois está se revelando impossível de encontrar.

Estou agachado atrás de uma rocha coberta de trepadeiras perto da fronteira de Yama Raskav. \"Este é o melhor lugar para observar o Morcegueiro\", insiste o meu guia, um cultivador de cevada-do-brejo muito animado, enquanto espia por cima da rocha.

Quando jovem, o Morcegueiro passava os dias queimando bosques de balibu para abrir caminho para os campos de cana negra da sua família. O seu pai, segundo todos os relatos, uma caneca de cerveja ambulante, era exigente e rigoroso com o rapaz a quem chamava apenas de \"garoto\".

Um dia, a mania que o Morcegueiro tinha de atear fogo a tudo derrubou um ninho de mordecegos. Um deles o agarrou e voou para o céu, procurando arremessá-lo contra as rochas para alimentar os seus filhotes.

— A maioria das pessoas entraria em pânico se fosse capturada por um mordecego — sussurra o guia, examinando o horizonte. — Mas o Morcegueiro não.

Em vez disso, o rapaz conseguiu se livrar das garras do morcego e subir nas suas costas. Usando as orelhas dele, ele o \"conduziu\" até a residência da família e jogou uma bolsa de fogo sobre ela. Aquele mordecego fez a sua primeira e única refeição quente antes do Morcegueiro cortar a sua cabeça fora.

— Então, o Morcegueiro voltou e...

O bater de asas gigantes e uma gargalhada maníaca no alto silenciam o guia.

— Acho que ele só volta para confirmar que o pai dele está morto — sussurra meu guia, boquiaberto, enquanto observamos uma figura cruzar o céu em arco.

E mais: fui informado e lembrado de forma confiável pelo meu informante confiável que, além de idiota e covarde, o Morcegueiro também tem medo do Machado. Fui informado de forma confiável que devo escrever isso sob supervisão do meu informante. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_65_Batrider_LocHeroName" "Morcegueiro" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_66_Chen_LocFieldNotes" "Quando ouvi pela primeira vez os rumores sobre Chen, um ex-fora da lei que se converteu ao lado da justiça sagrada, fiquei desconfiado. Aprendi há muito tempo que cavaleiros de armadura brilhante geralmente carregam uma quantidade considerável de manchas.

Nenhum dos aldeões dispostos a aceitar a minha moeda havia encontrado Chen pessoalmente, mas a maioria sabia de um amigo ou parente que havia saído para encontrá-lo na esperança de se converter à sua causa justa. Como esperado, nenhum deles retornou. Então, eu saí à sua procura.

Percebi que estava no caminho certo quando encontrei o local sangrento onde a peregrinação de alguns acólitos esperançosos havia terminado violentamente. Uma entrevista com Chen agora parecia... imprudente. Então, subi na árvore mais próxima.

Daquele ponto de vista, testemunhei um homem choroso implorando. Por misericórdia ou absolvição, nunca saberei.

Com um clarão de luz, Chen matou o homem como fez com os outros, o cadáver fumegante atraindo os animais leais de Chen para um banquete. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_66_Chen_LocHeroName" "Chen" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_67_Spectre_LocFieldNotes" "Durante anos, as tribos de Azmeddir e Muddaral guerrearam. Suas batalhas se estendiam pelas areias duras das Terras dos Lamentos. Parecia que nenhuma trégua poderia ser negociada até que, de repente, uma foi.

Os chefes gêmeos me encontraram em uma grande tenda, uma espécie de prefeitura, no assentamento onde os dois lados agora viviam em uma harmonia desconfortável, mas forçada.

— A luta não tinha fim — disse o chefe Azmeddi. — Não até um lado ser exterminado — seu rosto fica sombrio. — Até ela aparecer.

Pelo que entendi, Mercurial, a Espectro, foi atraída para o conflito sem fim. O ser sombrio simplesmente apareceu, um dia, no meio de uma batalha particularmente sangrenta.

— Então, os homens começaram a morrer — disse o chefe Muddar, com os olhos arregalados. — Sem lâmina, sem flecha, apenas morriam. Ela faz homens morrerem.

Sombras se apoderaram dos guerreiros, suas próprias lâminas se voltaram contra eles, muitos enlouqueceram. Desamparadas, as tribos guerreiras concordaram com uma trégua às pressas.

— Ela, enviada pelo único deus verdadeiro, Rah'kazal, pedia para não lutarmos — disse o chefe Azmeddi.

— Não! — gritou o chefe Muddar, com raiva. — Enviada pelo único deus verdadeiro, Ek'tobar!

À medida que as suas vozes se tornavam mais altas e estridentes, deixei que resolvessem esse último conflito." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_67_Spectre_LocHeroName" "Espectro" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_68_AncientApparition_LocFieldNotes" "Historiadores dizem que Kaldr foi forjado a partir do frio do vazio, nascido como enviado e como aviso. Os sábios dizem que ele é a forma mais pura do frio, aqui para congelar o mundo em nada além de gelo.

Para os moradores de Trell, um pequeno vilarejo nas proximidades das Planícies da Friagem, ele era a própria morte.

Ouvi dizer que ele passou por Trell há dois dias. Quando cheguei, hoje pela manhã, o lugar ainda não estava totalmente descongelado. Alguns aldeões e cabeças de gado ainda estavam parados como estátuas, congelados no meio do caminho enquanto tentavam fugir. Outros haviam caído, ficando despedaçados. O chão estava pegajoso, conforme o sangue derretia lentamente para o estado líquido.

Uma coisa sobre Kaldr: ele é tão meticuloso quanto inescrutável. Não há sobreviventes com quem conversar. Não há indícios de por que ele atacou esse vilarejo. Ao que tudo indica, eles eram um povo pacífico, então é possível que isso seja apenas o resultado que ocorre onde quer que ele vá.

Se esse for o caso — uma destruição nada arbitrária, mas inerente ao que ele é — o seus motivos terão que permanecer desconhecidos." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_68_AncientApparition_LocHeroName" "Aparição Ancestral" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_69_Doom_LocFieldNotes" "Dizem que o Condenador é o único ser vivo que se move livremente entre os sete infernos. Portanto, eu não tinha a menor esperança de localizá-lo. Em vez disso, comecei do início: na cratera.

\"Cratera\" até está correto, mas diminui a cena. A cicatriz aberta no deserto onde ele foi arremessado dos céus ainda está crua e enegrecida, com areia fundida em cristais de vidro afiados o suficiente para cortar o seu dedo, e o ar quente passando com um fedor de queimado. Era como se não tivesse passado um dia sequer para a área se recuperar. A maioria dos habitantes locais evita o local.

A maioria, mas não todos. Um velho pastor alegou ter visto a queda. \"Ele saiu do fogo, literalmente sem sofrer dano. Exceto as suas asas, que foram queimadas, transformadas em tocos fumegantes. Então, sofreu algum dano, eu acho, agora que penso nisso. Ah, e os seus olhos estavam ardendo de ódio\". Ele pensa. \"MUITO ódio.\"

Mas se as histórias forem verdadeiras, ele não saiu do fogo. Ele é o fogo — devorador e impiedoso. O Condenador não apenas vagueia entre os infernos. Ele arrasta o inferno aonde quer que vá. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_69_Doom_LocHeroName" "Condenador" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_6_DrowRanger_LocFieldNotes" "Conheci a família de Traxex em um chalé coberto de musgo sob os pinheiros, onde o ar estava tão denso com a terra úmida que você podia mastigá-lo. Eles eram anfitriões receptivos, embora um pouco diretos demais.

— Ela foi uma de nós desde o início — disse a sua mãe adotiva, me entregando uma xícara quente de chá de cogumelos. — Silenciosa como uma sombra, rápida como um pensamento. Achamos que ela era uma órfã local.

O tio acenou com a cabeça. \"Traxex aprendeu tudo muito rapidamente. Aos seis anos, ela conseguia perseguir um rato pelas folhas secas.\" Ele tomou um gole. \"Uma pena aquele rosto.\"

A tia suspirou. \"Simétrico, sem nenhuma verruga ou bigode. Tão liso. Não é de se admirar que ela se esconda tão bem.\"

Eles me contaram como ela cresceu, ficando maior que todo mundo, até que a sua cabeça batia no teto. Um dia, ela saiu e não voltou. \"Eu não a culpo, sempre batendo a cabeça em tudo\", disse o tio. \"Coitadinha desajeitada.\"

— Mas ela ainda é a nossa Traxex — disse a sua mãe, com firmeza. — Sentimos falta dela — pensou. — Mas não sinto falta de ajeitar os amassados no teto. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_6_DrowRanger_LocHeroName" "Patrulheira Drow" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_70_Ursa_LocFieldNotes" "Eu encontrei o sobrevivente em uma taverna enevoada ao norte da linha florestal, com uma manga amarrada e uma mão segurando a caneca. Ele concordou em falar comigo se eu prometesse escrever as suas palavras com exatidão.

— Havia rastros por todos os lados. Grandes, enormes. Os meus colegas brincaram sobre como a caça seria boa. Bem, eles não estavam errados.

— Ele saiu do escuro como um deslizamento de terra. Abriu Bjorn do pescoço até a virilha. A carne caiu como uma barraca de açougueiro tombada. Arrancou a cabeça de Torsten com uma única mordida. Fez um barulho molhado, como um melão caindo na calçada. Jannik fugiu. As pernas correram uns dez passos. O resto do corpo só deu cinco.

— De mim, ele pegou o braço. Arrancou-o do ombro, com toda a facilidade. Eu gritei. Ele não deu a mínima. Apenas se inclinou para perto. Com o hálito quente. E disse \"vá. Espalhe a notícia. Esta terra não é um campo de caça.\"

Ele ergueu a caneca novamente, quase alegremente. \"Então aqui estou eu. Espalhando.\" " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_70_Ursa_LocHeroName" "Urso" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_71_SpiritBreaker_LocFieldNotes" "Passei por uma caravana mercante demolida ao leste do Oásis de Kalabor. Eu estava seguindo um rastro de pegadas profundas de casco meio que sem esperança de que me levassem até Barathrum, o Rompedor Espiritual. Pegadas humanas espalhadas em todas as outras direções.

A caravana carregava tesouros de grande valor — pedras preciosas, joias, tapetes finos —, agora espalhados entre os detritos. Eles foram abandonados em favor da vida dos comerciantes.

Barathrum estava raspando a sujeira dos seus cascos quando eu me aproximei com a maior cautela que pude.

— Foram ordens do mestre — ele respondeu, quando perguntei por que ele havia destruído a caravana. — Se o mestre ordena, está feito.

Eu perguntei quem era o seu mestre. Ele olhou para o céu. O silêncio prolongado não deixou claro se ele mesmo sabia, mas ficou muito claro que, mesmo que soubesse, não estava disposto a compartilhar.

— Sou apenas um enviado — disse ele finalmente, com orgulho. — A destruição não me traz alegria, a menos que esteja a serviço Dele.

Então os seus olhos escureceram. \"O mestre diz que você pode viver.\"

Essa foi uma boa notícia. Eu sorri.

— Se for embora agora.

Decidi não perder tempo com despedidas e corri o mais rápido que pude. Não havia como realmente fugir dele se ele decidisse vir atrás, obviamente. Foi um gesto de respeito para que ele soubesse que não precisaria." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_71_SpiritBreaker_LocHeroName" "Rompedor Espiritual" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_72_Gyrocopter_LocFieldNotes" "O que os Keen mais adoram é explodir coisas. Causar explosões é uma tradição de família — uma granada lançada carinhosamente de geração em geração. É motivo de orgulho entre os Keen inventar uma nova lei de detonação.

De alguma forma, Aurel conseguiu estabelecer objetivos ainda mais altos: ele queria aprender a voar. Sentir o gosto do vento nos dentes, ouvir o rugido das hélices nos ouvidos e sentir as bombas saindo das suas mãos enquanto as lança sobre vítimas desavisadas.

— Todos lhe diziam que isso era impossível — disse Dervil Rachápido. — E olha que nós, os Keen, somos bem crédulos. Acreditamos que tudo pode ser feito.

Então, um dia, Aurel simplesmente sumiu. A oficina ficou em silêncio, um conjunto de pás de hélice encostado na parede ao lado de uma triste pilha de bombas intactas. Em volta das lareiras da taverna, a conversa era ácida: o tolo deve ter se exilado por vergonha.

Na manhã seguinte, quando a sombra imponente passou sobre a praça pela primeira vez, ninguém nem teve reação para se dispersar. E aí alguma coisa caiu do céu. Seguida por outra coisa. E mais um monte de coisas." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_72_Gyrocopter_LocHeroName" "Girocóptero" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_73_Alchemist_LocFieldNotes" "O laboratório de Razzil Sombreja parecia uma oficina construída em um ferro-velho durante um terremoto. Caixas de minerais balançavam ao lado de alambiques de cobre sibilantes. Garrafas de todas as cores brilhavam, algumas vibrando levemente. O ar cheirava a erva-doce queimada, lagarto cozido e más ideias.

O seu companheiro ogro — meio cúmplice, meio animal de carga — usava um pequeno avental manchado, a sua expressão pairava entre a curiosidade e a fome. O Pekeeno pulou na minha frente, segurando um frasco azul efervescente. \"Chegou em ótima hora! Estamos testando algo.\"

Antes que eu pudesse objetar, frascos foram servidos, e brindes foram feitos. A mistura tinha um gosto forte e metálico, como um choque elétrico mergulhado em suco de manga.

Instantaneamente, a minha voz se transformou em um guincho de rato. A do ogro: um falsete absurdo. Razzil proferiu palavras animadas e silenciosas, um cachorro próximo uivou. Nós nos olhamos — e então caímos na gargalhada.

— Isso — Razzil tossiu — deveria nos fazer voar.

Enquanto eu gargalhava junto, os meus olhos vagaram distraidamente para uma das prateleiras de poções de Razzil — algumas com as cores do arco-íris, uma brilhando convidativamente. E então, atrás delas, quase invisíveis aos olhos... estavam outros frascos. Frascos com glifos em forma de esqueletos nos rótulos. Frascos borbulhando silenciosamente. Um parecia conter um vazio escuro com uma única estrela pálida suspensa. Outro parecia me encarar de volta.

O meu estômago embrulhou. Num primeiro momento, os experimentos de Razzil pareciam inofensivos, até divertidos. Mas eu não conseguia deixar de me perguntar o que eu poderia encontrar em algumas das prateleiras de poções escondidas na sala marcada como \"NÃO ENTRE\". " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_73_Alchemist_LocHeroName" "Alquimista" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_74_Invoker_LocFieldNotes" "Enquanto o Invocador falava, os orbes mágicos ao seu redor se iluminavam, diminuíam de intensidade e mudavam de cor, como se estivessem enfatizando a emoção das suas histórias. Na décima hora da nossa entrevista, comecei a pensar, com um medo crescente, que o homem talvez nunca parasse de falar.

Ele se orgulhava dos seus feitos — e eles eram impressionantes, não posso negar. A história de vida de um mago quase imortal, ao que parece, leva um tempinho para ser contada. E o Invocador tem uma memória lendária. Ele é capaz de lembrar de quase todos os detalhes de quase todas as experiências que teve. E, pelo que estou vendo, ele teve uma vida muito aventureira, muito interessante e muito, muito longa.

Claro, aventureira e interessante seria como ele a descreveria. Ouvindo ininterruptamente, o termo mais adequado que me veio à mente foi \"árdua\". A minha mão começou a doer e, ao perceber isso, o Invocador perguntou se eu queria que ele lançasse um feitiço para que a minha pena escrevesse sozinha.

Por profissionalismo, recusei com relutância. Ao amanhecer do segundo dia da entrevista, arrependi-me profundamente da escolha. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_74_Invoker_LocHeroName" "Invocador" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_74_Invoker_LocPersonaFieldNotes" "— Eu não queria ir tão longe — Carl chorou sobre o corpo ainda fumegante de um bandoleiro. Era claro para mim que, apesar de toda a vanglória, ele nunca havia matado ninguém antes. Limpando as lágrimas, ele me disse que não era justo alguém \"simplesmente pular na nossa frente dessa maneira\".

Desde que \"chegou\" ao nosso tempo algumas semanas antes, Carl havia sido mantido sob observação na Academia Ultimyr. Tanto para o avanço dos seus próprios estudos sobre as artes místicas quanto para que os demais feiticeiros pudessem sondar o talento preternatural daquele jovem mago.

Se a transportação mágica para terras distantes é difícil até para o mago mais poderoso, imagine viajar éons para o futuro. Mas aqui estava este garoto, muito alto, por sinal, que o fez por conta própria.

Anciões da academia não conseguiram replicar o feitiço de Carl, enquanto o Invocador do nosso tempo garantia que ele não era nada além de um impostor forasteiro. Frustrado, Carl finalmente exigiu uma saída, declarando que \"desta vez eu provarei\".

O que aconteceu nas outras vezes, Carl recusou-se a dizer. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_75_Silencer_LocFieldNotes" "Como a maioria dos lares no alojamento de Hazhadal, tentar manter a areia do lado de fora é uma batalha perdida. Eu tiro o máximo que consigo da minha almofada quadrada e depois desisto.

O meu anfitrião é Abagard, o último instrutor vivo da outrora grande escola de magos de guerra, a ordem dos Aeol Drias. Eu vim perguntar a ele sobre Nortrom, o maior mago de guerra que os Aeol Drias já haviam produzido.

— Os Aeol Drias produziram o maior mago de guerra, é verdade — Abagard dá um sorriso acanhado. — Mas não por meios acadêmicos — Ele tosse com um pouco de vergonha. — Nós... o criamos para ser o nosso campeão. Por duzentos anos, linhagem após linhagem, emparelhamento após emparelhamento. Ele não nasceu. Nós o fizemos.

Nortrom provou-se um aluno obediente. Mas a realidade se mostrou menos obediente. No seu sétimo ano com os Aeol Drias, Nortrom falhava até mesmo nos testes arcanos mais rudimentares. O estudante que eles moldaram por séculos para ser o ápice da ordem não conseguia lançar um feitiço nem para salvar a própria vida.

— Eu tinha certeza de que tinha acertado as linhagens. Mas todos os sinais estavam lá. Nós falhamos — Ele suspira. — É o que pensávamos até o Dia do Crisol.

Acontece que ele teve um desabrochar tardio. Os estudantes se enfrentavam para demonstrar as suas habilidades. Ninguém esperava nada de Nortrom. Mas conforme os aspirantes a magos começavam os seus encantamentos, Nortrom se concentrou. De repente, no campo de provas, ele não era apenas o melhor mago. Ele era o único mago. Ninguém mais conseguia lançar um feitiço. Principalmente para salvar as próprias vidas.

— Pelo lado positivo — suspira Abagard —, ele conseguiu se formar.

Eu aceno com a cabeça e bebo o meu leite de areia. Muito arenoso. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_75_Silencer_LocHeroName" "Silenciador" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_76_OutworldDestroyer_LocFieldNotes" "Eu procurei por semanas, na esperança de encontrar alguém que tivesse sobrevivido a um encontro com o Destruidor D'outromundo. Finalmente, um comerciante errante contou-me que o irmão dele de alguma forma havia feito exatamente isso.

— O meu irmão Traymont era do tipo curioso — disse ele. — Sempre em busca de novas aventuras. Em uma das suas viagens, ele encontrou uma cidade que o Destruidor estava... destruindo.

Ele me disse onde eu poderia encontrar o irmão dele se eu quisesse uma entrevista.

— Boa sorte — acrescentou, com tristeza, antes de seguir o seu caminho.

Eu conheci Traymont no manicômio monótono e estéril onde ele agora vive. Quando eu o cumprimentei, ele virou a cabeça raspada para olhar para mim. Ou através de mim.

— Vai pegar você — disse ele, com a voz quase inaudível. — Vai pegar todos nós.

Alguns acadêmicos teorizam que o Destruidor D'outromundo veio de além do sol, da beira do próprio abismo. Que ele patrulhava aquela área distante, esperando. Para quê? Alguns acreditam que ele é o arauto de um mal tão invasivo que consumirá o mundo. Outros se recusam a refletir muito profundamente sobre as possibilidades, se é que o fazem. Mas o homem magro e de olhos arregalados sentado diante de mim aparentemente tinha uma teoria própria.

— Não podemos escapar — ele resmungou. — Tarde demais. Ele já está chegando.

Eu não ia receber muitas informações aqui. Quando saí, Traymont começou a rir. A risada se transformou em uma gargalhada maníaca. \"Ele já está chegando!\", gritou várias vezes entre risos." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_76_OutworldDestroyer_LocHeroName" "Destruidor D'outromundo" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_77_Lycan_LocFieldNotes" "A luz da minha fogueira minguante em uma clareira nas profundezas da Floresta Ocidental reflete-se em torno das árvores: um par de olhos brilhantes. Em seguida, um segundo par se junta ao primeiro, e um terceiro ao segundo, até finalmente formar uma constelação.

A minha mão agarra a faca curta que carrego comigo, mas quando o primeiro lobo gigante sai da floresta como uma sombra viva, eu solto a lâmina, aterrorizada. Ele anda até mim com confiança, mas não rosna, nem parece ameaçador. Parece... curioso? Eu choramingo e viro a cabeça quando ele se aproxima para me cheirar. Quando abro os olhos depois do que parece uma eternidade, vejo um homem com presas parado ali. Os outros lobos se dispersam.

— Esta floresta é um lugar perigoso para alguém como você — ele rosna.

Ele se apresenta como Perdivino, da casa Ambry. Ouvi dizer que a sua família insurgiu contra um rei louco. Que ele foi o único sobrevivente de toda a linhagem, mas amaldiçoado com licantropia pelos magos do rei. Eu já conhecia a história, mas ainda tinha uma pergunta.

— Quando você se transforma... — Eu me arrisquei. — Dói?

— Mais do que você jamais saberá — diz ele sombriamente. — Dói. Toda vez." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_77_Lycan_LocHeroName" "Lican" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_78_Brewmaster_LocFieldNotes" "Sob os arcos tomados por heras na Cidade Arruinada, encontrei Mangix, o Mestre Cervejeiro. Ele concordou com uma entrevista sob uma condição: bebermos juntos.

— Os Oyo — ele começou, colocando canecas — bebem para falar com os espíritos — a cerveja lembrava ele: marrom dourada, calorosa e assustadoramente forte. — Eu sou meio-celestial, então tenho uma visão mais aguçada para o outro reino. Isso ajuda.

Depois de alguns goles, também comecei a ver outros reinos. Não ajudou.

Na segunda rodada, ele (eles? há dois, agora) me conta como derrotou o velho mestre em um concurso de briga e bebida. \"Não foi fácil\", os Mangixes (mangices?) dizem. \"Muitos tropeços\". Eu aceno com a cabeça. Talvez demais.

Por volta da quarta, mangix diz estar procurando pensamento perfeito pra unir reinos físico e piritual. Eu digo q provavelmente tá embaixo da mesa.

Na quinta mangx dando tapinhas no meu ombro. você se saiu bem ele diz antes da mesa girar e giraaaaar boa noit" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_78_Brewmaster_LocHeroName" "Mestre Cervejeiro" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_79_ShadowDemon_LocFieldNotes" "Eu não tentaria extrair informações sobre o Demônio das Sombras dentro do culto que o segue, mas eu tinha ouvido falar de uma cultista rebelde que deixou o grupo. Eu estava trabalhando há semanas para localizá-la.

Ninguém nunca tinha saído da Ordem da Névoa Sombria, então eu estava cética. A cultista rebelde também era cética, mas em relação a mim, minhas repetidas tentativas de encontrá-la e minhas intenções. Ela estava fugindo desde o dia em que partiu. Passei por semanas de correspondências codificadas, entregas indiretas e reiteradas reafirmações para finalmente marcarmos um encontro em um casebre distante, em um local que prometi não divulgar.

Quando cheguei lá, uma adaga reluzia na sua mão, também refletida nos seus olhos. Ela tinha o olhar selvagem e assustado de uma presa.

— Eu fugi quando os meus pais me ofereceram como sacrifício — ela gritou baixinho, pulando assustada a cada pequeno barulho. — Eu já tinha visto como o veneno que eles dão aos sacrificados os corrompem... atormentam... matam.

A seita fazia sacrifícios para ajudar a trazer o fim dos dias, disse ela, não apenas para este mundo, mas para todos os mundos. Era a maior esperança do deus deles.

Ao som de um farfalhar vindo do lado de fora, ela se levantou rapidamente, puxando a lâmina até a própria garganta. Sangue espesso escorreu pelo seu cotovelo antes que eu pudesse detê-la." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_79_ShadowDemon_LocHeroName" "Demônio das Sombras" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_7_Earthshaker_LocFieldNotes" "Eu o encontrei em um vale esculpido por abalos sísmicos, o ar empoeirado e tornando a se agitar. Os picos de Nishai pairavam acima, ainda causando pequenas avalanches. Ele se autodenomina Raigor Cascopétreo, outros o chamam de Terremoto.

Ele não é muito de responder perguntas. Para ser justo, ele é literalmente feito de pedra. Então eu conversei com os amigos dele.

— Nós seguimos as ordens — disse um golem. — Ele se criou. Ele não é como nós.

Uma gárgula acenou com a cabeça. \"Nós ficamos de guarda. Raigor caminha livremente.\"

Houve um ano em que os picos ficaram furiosos: avalanches rugiram, a terra se abriu e os mapas foram redefinidos. Quando a poeira abaixou, o Terremoto emergiu, sacudindo uma montanha e diversas rochas dos seus ombros. Dizem que ele estava se reunindo pacientemente ao ventre do leito rochoso.

Após um silêncio medido em tempo geológico, ele decidiu que eu merecia um pouco de atenção. \"Eu sou pedra e osso\", falou. \"Eu vivo, eu sangro e um dia morrerei. Quando eu voltar ao pó, estarei apenas voltando para casa.\" " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_7_Earthshaker_LocHeroName" "Terremoto" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_80_LoneDruid_LocFieldNotes" "Em um momento, eu estava rabiscando notas em uma cordilheira coberta por musgo. De repente, estava abaixado atrás de um pinheiro retorcido, com o coração acelerado. É como dizem sobre encontrar um urso na natureza: \"se for marrom, deitar é bom; se for escuro, prepare o murro\". Mas um urso espírito? Não há uma rima para isso, então deixe-me ser o primeiro: \"segure o grito\".

O velho Sylla chegou sem pressa. Ele parecia não ter experiência com companhias não ursinas, mas mesmo assim me acolheu. O seu urso caminhou até um riacho próximo e voltou com um peixe, que Sylla comeu cru enquanto conversávamos. Tomei notas da nossa conversa, tentando ignorar o urso tomando nota de mim.

Ele falou sobre o há muito extinto Clã do Urso, e sobre a sua tarefa: guardar uma semente sagrada e plantá-la somente quando o mundo estivesse desolado. Eventualmente, eu o convenci a me mostrar a semente. Parecia uma semente.

Ele está esperando há muito tempo. Espero que ele tenha que esperar por muitos mais éons. E quando ele terminou de comer, se despediu de mim e desapareceu por entre as árvores, eu fiquei me perguntando o que mais ele fazia na floresta. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_80_LoneDruid_LocHeroName" "Druida Solitário" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_81_ChaosKnight_LocFieldNotes" "Eu corro.

Enquanto um esquadrão de cavaleiros montados em enormes corcéis pretos me persegue pelos Campos da Carnificina, eu corro. Sei que não consigo correr mais do que eles, mas mesmo que conseguisse, não adiantaria nada. Os cavaleiros simplesmente desaparecem e reaparecem na minha frente. O cavalo mais adiante se dissipa quando eu derrapo e passo direto através dele, batendo de cabeça no enorme corcel logo atrás.

Sem fôlego e levemente atordoado, eu cambaleio até ficar de pé. Deixei cair a minha tocha durante a corrida, mas os olhos ardentes de ambos o cavaleiro e o corcel emitem uma luz fraca pela qual mal consigo enxergar.

— Você não é um ser da Luz — rosna o cavaleiro. Não tenho certeza se devo me ofender, mas mesmo que tenha me ofendido, não demonstrarei reação.

— Os seus traços mortais estão abaixo de mim. Você não tem significância.

É, essa doeu um pouco.

— A Luz cairá perante a minha lâmina. Os seus adeptos voltarão ao pó.

Com isso, os outros cavaleiros desaparecem. O corcel do Cavaleiro do Caos se vira e parte em disparada, me deixando sozinho na escuridão. E se isso significa que ele não voltará, eu fico feliz na escuridão. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_81_ChaosKnight_LocHeroName" "Cavaleiro do Caos" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_82_Meepo_LocFieldNotes" "Conforme entrávamos na sua cabana construída com diferentes tipos de materiais, Meepo deu uma risadinha. \"Bem-vindo! Bem-vindo! Sente-se!\" disse ele, apontando para o que parecia ser um trono podre de uma civilização há muito extinta.

— Não, obrigado. Eu prefiro ficar de pé — estremeci, para aparente alegria de Meepo.

Ele olhou por cima do meu ombro. Quando segui o seu olhar, vi outro Meepo sentado em um banquinho rachado, sorrindo.

— Fique à vontade — ambos disseram. O novo Meepo se esticou dramaticamente e bocejou, colocando os braços atrás da cabeça. Reconhecendo aquele tipo de distração, me virei e encontrei um terceiro Meepo vasculhando a minha bolsa, procurando por qualquer coisa que valesse a pena roubar. Quando estendi a mão para pegá-lo, ele desapareceu em um estalo, junto com uma refeição embrulhada em folhas que eu estava guardando para a viagem de retorno para casa.

Quando me virei, mais dois estavam lá. Os cinco Meepos (Meepi?) me olharam de todas as direções e disseram: \"Você não se importa se eu pegar isso emprestado, né?\"

Eu disse que não. Naquele momento, parecia a maneira mais fácil de parar aquela multiplicação. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_82_Meepo_LocHeroName" "Meepo" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_83_Treant_LocFieldNotes" "Após uma semana vagando pelas montanhas além do Vale do Augúrio, perdi a esperança de encontrar alguém que pudesse me falar sobre o Protetor Arvoroso. Ou qualquer pessoa, aliás. Eu só via árvores. Mais árvores do que você esperaria encontrar nas montanhas, todas farfalhando sem parar.

Eu tinha acabado de me sentar em uma raiz grande e exposta quando uma voz soou acima de mim.

— Você está sentada no meu pé.

Eu levantei. Depois de um pedido de desculpas nervoso, eu me apresentei e mencionei o Protetor.

— Nós o conhecemos como Verdossel — disse o treant. — Ele não está por aqui. Viajou para aprender sobre o seu mundo, rosadinha. Assim como você está aqui para aprender sobre o nosso. Mas os nossos segredos não serão seus.

Ele pareceu relaxar visivelmente (na medida em que uma árvore pode se curvar) quando eu disse que só queria aprender sobre Verdossel.

— Ele era o mais rápido entre nós e também o mais aventureiro — disse ele. — Ele extingue qualquer perigo que possa ameaçar o reino das árvores.

— Talvez algum dia ele retorne. Talvez não. Mas você...

Eu me inclinei, com a pena pronta.

— Você deve sair e nunca mais voltar. — Ah.

As noites foram frias durante a volta para casa. Achei melhor não acender nenhuma fogueira." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_83_Treant_LocHeroName" "Protetor Arvoroso" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_84_OgreMagi_LocFieldNotes" "A casa de jogos de Candonéssia aguarda ansiosamente a vez de Aggron Lascapedra na mesa de dados. \"Cinco cincos. Novamente\", anuncia um crupiê sombrio sob o rugido da multidão.

Diz-se que a Deusa da Sorte abençoou os ogros com a sua graça. Sem isso, eles seriam muito estúpidos para sobreviverem como espécie. Mas esta casa de apostas é conhecida por aproveitar os jogos a favor deles. Eles pensavam que tinham colocado peso suficiente nos dados para que a reputação de boa sorte de um ogro não fizesse diferença. Isso foi há dez lançamentos de dados. Dez lançamentos de dados... todos cinco cincos.

Com duas cabeças em vez da usual, no entanto, Aggron tem duas vezes mais sorte do que a maioria dos ogros. Duas cabeças também significam cérebro em dobro. Ele é o mais inteligente da sua espécie, o que o torna tão inteligente quanto um humano a quem você não confiaria uma pena afiada.

Eu sigo Aggron até a saída, onde ele está dando uma olhada na sua montaria, Penada.

Uma das cabeças de Aggron me diz que a sua mãe era uma ogra chamada \"Ogra\". A outra diz que o seu pai era um ogro chamado \"Ogro, o Ogro\". Eram um casal de produtores de carniça à beira da fome até o nascimento de Aggron, quando os negócios melhoraram repentinamente.

Agora, Aggron viaja pelo mundo, buscando compartilhar a sua boa sorte com qualquer um que ele chamar de amigo. E os demais?

— Bem, aqueles que não recebem a sorte, recebem o que eu chamo de... — disse uma cabeça, antes que a outra completasse com uma tentativa ogra de reflexão: \"falta de sorte.\" " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_84_OgreMagi_LocHeroName" "Ogro Magi" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_85_Undying_LocFieldNotes" "Espessas nuvens de fumaça preta me levaram ao prado árido nas Colinas Sangrentas, onde um jovem esfarrapado jogava um cadáver meio comido em uma enorme pira em chamas, já abarrotada de mortos. A visão era menos desagradável que o fedor.

Ele me olhou cautelosamente, como alguém olharia se a sua tribo nômade tivesse sido brutalizada sem aviso. Finalmente, talvez precisando de um descanso do carregamento de corpos, o jovem se aproximou de mim.

— Essa... coisa, chegou sem aviso, na calada da noite — a sua voz era quase um sussurro. — Todos nós ouvimos um zumbido baixo, bem assustador. Eu? Eu fugi.

Os cadáveres em chamas, acrescentou o jovem, são de quem ficou para lutar.

— Ele levantou a mão bem devagar e uma pedra simplesmente irrompeu do chão, trazendo mortos-vivos com ela. E eles estavam famintos. Famintos atrás da gente.

Eu já tinha ouvido sussurros abafados do Mortos-Vivo devastando vilas e acampamentos como este antes. O difícil era encontrar alguém que tivesse sobrevivido para contar a história.

— Agora eu tenho que queimar a minha família — ele tentou, sem sucesso, conter um soluço. — Não quero que eles voltem como aquelas coisas. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_85_Undying_LocHeroName" "Morto-Vivo" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_86_Rubick_LocFieldNotes" "— O cargo de meistre de uma cidade é umas das maiores honrarias que um mago pode receber — gabou-se Ilwyn Caladrian, apontando para uma enorme câmara de tomos encadernados em couro, orbes incrustados em ouro, copos de cristal e outros itens arcanos ornamentados.

Ao que tudo indica, Caladrian conquistou o cargo de mago residente do Corredor de Pedra após décadas de estudo e prática. Mais importante ainda, ele sobreviveu ao que os círculos mágicos simplesmente chamam de O Cataclismo. Ninguém jamais havia desafiado toda a guilda dos magos. Ninguém tinha sido tão tolo. Mas quando Rubick se atreveu a fazer isso, ele quase pôs fim ao mundo da magia.

— Rubick nos provocou — ele balançou a cabeça. — Ele desafiou a todos nós, e não há força maior do que um exército de magos trabalhando em prol de um objetivo em comum.

Essa é a teoria, pelo menos. Os magos foram em busca de sangue, mas acabaram derramando apenas o deles próprios. Para cada feitiço que lançavam, Rubick tinha uma resposta. Frequentemente, essa resposta era o mesmo feitiço que algum outro mago havia usado.

— Encantamentos que levaram anos para serem aprendidos, eram reproduzidos sem pensar duas vezes, como se ele estivesse jogando um jogo infantil — disse Caladrian. — Alguns de nós fugiram, mas só porque ele se entediou em meio à matança.

— Espero que ele continue entediado." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_86_Rubick_LocHeroName" "Rubick" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_87_Disruptor_LocFieldNotes" "O som da areia vermelha estalando sob os meus pés se harmoniza com o crepitar do céu tempestuoso acima das planícies desoladas do planalto de Druud.

Marchando ao meu lado está um grande lagarto, no topo do qual está o Disruptor. Ele é pequeno para um oglodi, mas carrega um grande bastão. Ou, mais especificamente, uma grande viga, arqueada com eletricidade, que o Disruptor usa para canalizar a própria energia elétrica. Eu corro para manter-me ao seu lado enquanto ele patrulha a área.

— O meu povo estuda tempestades há gerações — diz ele sobre os oglodi nômades, que foram expulsos da sua terra natal e têm vagado pelos desertos desde então. As pessoas tendem a se preocupar mais com o clima quando precisam viver nele.

— Sabemos os perigos que o clima pode representar. Nós o tratamos com a reverência que ele merece. Em troca, ele nos permite utilizá-lo para os nossos propósitos.

Uma rajada de vento sopra uma enorme parede de areia contra o meu rosto, embora pareça contornar o Disruptor.

— Não fui eu — diz ele com uma risada. — Às vezes, o clima pode ser brincalhão. Mas não se preocupe. Se estivesse com raiva de você, você saberia.

Outra rajada derruba páginas da minha mochila. Eu me apresso para pegá-las. O Disruptor, na sua ronda, não pode esperar por mim. Em vez disso, ele oferece conselhos: \"É melhor procurar abrigo. Uma tempestade está a caminho.\"" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_87_Disruptor_LocHeroName" "Disruptor" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_88_NyxAssassin_LocFieldNotes" "O aviso de um entregador me levou até lá: \"Não demore dentro dos túneis\". Naturalmente, eu demorei. A minha lamparina detectou veios de quartzo, pedra com musgos e o brilho de uma secreção resinosa. A minha respiração foi ficando alta demais.

O arranhão quitinoso veio primeiro, depois um pensamento que não era meu: \"PARE\". Ele se entocou no meu cérebro com tanta força que deixei cair o caderno.

Da escuridão, ele surgiu: oito membros, o par frontal curvado como adagas. As mandíbulas se flexionavam, como se estivesse me saboreando. A carapaça simplificada parecia projetada para um único propósito: se esgueirar para perto, atacar rápido e fugir.

Dois olhos queimavam, irradiando uma intenção tão afiada que parecia uma faca pressionada entre as minhas costelas. Eu me senti analisado como uma presa em potencial, um pedaço macio e rosado. O pensamento apertou ainda mais: \"lembre-se da minha história, escriba. A deusa rainha escolheu esta larva. Somente esta larva sobreviveu ao ritual. Refeita. A sua lâmina mais afiada. A sua vontade, em carne e osso. Nyx.\"

Eu não pisquei até que ele desaparecesse, deixando apenas um odor pungente e um resquício de vontade. Escrevo rapidamente agora, sem saber se essas palavras são minhas, dele... ou Dela. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_88_NyxAssassin_LocHeroName" "Assassino de Nyx" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_89_NagaSiren_LocFieldNotes" "Os áridos Detritos Cintilantes são um lugar estranho para encontrar um pirata, mas foi ali que as minhas fontes disseram que eu encontraria o velho e implacável lobo-do-mar Grymstock. Eu o encontrei gargalhando sem fôlego em uma mesa, que rangia sob o peso de canecas vazias, em uma taverna decadente chamada Cabeça de Camelo, nos arredores de Qaldin. Mas quando perguntei sobre ela, ele ficou sóbrio instantaneamente.

— Eu estava vigiando o porão do nosso navio, o Cutelo Vermelho, quando ouvi um lamento agudo e penetrante — contou ele. — Eu simplesmente congelei. Sim, de medo, mas era mais do que isso. E então ela aparece.

— Ela desliza ao meu lado, me olha diretamente nos olhos, com um ódio que eu nunca vi antes ou depois. Examina os nossos espólios, verificando cada taça, graal e cálice.

— Acho que ela não encontra o que está procurando, então ela simplesmente desliza silenciosamente de volta para o mar — ele tremeu.

Ele diz que os seus companheiros de tripulação estavam tão congelados quanto ele. Ele não sabe o que aconteceu com eles.

— Tudo o que eu sei é que nunca mais chegarei perto da água." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_89_NagaSiren_LocHeroName" "Sereia Naga" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_8_Juggernaut_LocFieldNotes" "O campo de batalha perto do sopé de Kantusa está coberto de corpos. Também está coberto de cabeças que antes estavam presas a esses corpos. No meio de uma pilha de cadáveres está Yurnero.

Ele salta e atravessa mais um adversário com a sua grande espada. Os seus pés se movem habilmente em uníssono e oposição aos seus braços enquanto corta os inimigos. É como observar o fluxo da água. Água que pode cortar as pessoas ao meio.

Finalmente, o último adversário caiu (alguns fugiram, para desgosto do Implacável). Os seus olhos brilham por trás da máscara enquanto ele contempla a carnificina que causou.

— Hoje foi um belo dia — ele entoa. — Não só para mim, mas ainda mais para aqueles que morreram aqui com honra.

Pergunto se ele se arrepende de ter sido banido da Ilha das Máscaras, ou da sua destruição subsequente, que o deixou como o último do seu povo, e rezo para que não se ofenda. Felizmente, ele não se ofende.

— Não há tempo para arrependimentos — aconselha. — Quando ainda há batalhas a serem vencidas." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_8_Juggernaut_LocHeroName" "Implacável" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_90_KeeperoftheLight_LocFieldNotes" "Encontrei-o ao amanhecer, agachado sobre uma fogueira crepitante, aguardando uma chaleira ferver. Parecia um velho andarilho qualquer — frágil, agasalhado, resmungando. O seu cavalo relinchava nervosamente.

— Não se deixe enganar pelo velho Ezalor — um dos presos me avisara. — À primeira vista parece só um velho gagá. Mas eu estava perdido, numa noite sem estrelas, quando o conheci. Então, puf!, a Estrela do Norte se acendeu como uma lanterna.

De fato, o velho parecia inofensivo. O cajado estava encostado em uma rocha, brilhando fracamente, de um jeito que os cajados não brilham. Ele murmurava estranhamente sobre a \"primeira luz\" e como a primeira luz da alvorada costumava \"correr mais rápido\". Então ele ria, como se estivesse compartilhando uma piada interna com o universo.

— Ah, olá — disse ele, enquanto eu me aproximava. Então gesticulou para o nascer do sol. — Lindo, não é? Nada mal, se me permite dizer. O cavalo bufou.

A chaleira chiou. Ezalor serviu o chá com dificuldade. O fogo parecia crepitar. Tomei um gole, observando a luz do sol da manhã. Mas, no fundo, parecia que eu não estava sentado diante de um homem, e sim diante de algo que se lembrava de uma época em que o próprio conceito de manhã era completamente novo. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_90_KeeperoftheLight_LocHeroName" "Guardião da Luz" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_91_Io_LocFieldNotes" "As planícies estendiam-se brancas e contínuas sob um céu tão amplo que me feria a vista. O ar tinha gosto estático e ardido como sal. Supostamente, Io está em toda parte, mas os rumores me levaram até aqui. Um som suave e constante pulsava ao meu redor, como um batimento cardíaco. Então, a Energia surgiu.

O que quer que Io seja, é mais velho que o tempo, e mais ainda que a linguagem. Aqueles que o encontraram dizem que \"fala\" apenas por meio de colaboração e tons harmônicos. \"Às vezes canta\", um nômade me disse. \"Se for em um tom maior, significa que gosta de você. Se o som for dissonante... corra\".

Sentindo-me um tolo, perguntei de onde viera. Uma terça maior reluzente e cintilante reverberou em todas as direções. Um gesto grandioso de onipresença? Perguntei por que se conecta com uns e não com outros. Uma sétima vacilante oscilou, indecisa, como quem dá de ombros.

Por fim, Io ascendeu em espiral, varrendo a própria luz. Eu olhei para o meu caderno, contemplando quase ter me comunicado com uma força cósmica — e me questionando se apenas tinha encenado uma entrevista comigo mesmo. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_91_Io_LocHeroName" "Io" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_92_Visage_LocFieldNotes" "Em uma enfermaria em Hauptstadt, conheci um bandido chamado Raff que parecia ter ido ao inferno e voltado. Descobri que ele tinha ido mesmo: sete vezes.

Tecnicamente, ele tinha morrido apenas uma vez — meio bêbado, com as calças arriadas, se esborrachou da sacada de um bordel — e acordou no Labirinto Estreito, um emaranhado de passagens sinuosas por onde as almas caminham.

— Mas eu encontrei uma saída — ele sussurra, inclinando-se. — Mas num vou dizer onde é. Senão vão emparedá-la.

Sempre que ocorre uma fuga no Labirinto Estreito, o Caçador de Almas — uma gárgula conhecida como Visagem — é solto e encarregado de trazer o fugitivo de volta.

— Batendo asas de pedra. Garras como facas — diz Raff, com a autoridade de alguém que não só ouviu a surra como também levou uma. Raff tentou todos os esconderijos imagináveis: oceanos (\"pedras afundam\"), selvas (\"asas ficam presas\"), até igrejas (\"supostamente deveriam esperar no telhado, não é?\"). Nenhum funcionou.

— Agora estou aqui — diz ele, gesticulando ao redor da enfermaria para os seus companheiros de quarto, fracos, decadentes (e alguns recentemente falecidos). — Acho que ele num me notou entre todos os outros meio-mortos.

Por que continuar correndo? Raff dá de ombros. \"Se você visse o que espera do outro lado, você também correria. Mesmo que a coisa de pedra sempre te arrastasse de volta.\"" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_92_Visage_LocHeroName" "Visagem" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_93_Slark_LocFieldNotes" "— A maioria das pessoas nem sabe quais crimes Slark cometeu — disse o Guarda Slithereen, que concordou em falar comigo em condição de anonimato. — Os que sabem dizem que são horríveis demais para serem contados.

Estamos sentados nos escombros de uma velha pousada nas Ruínas da Costa Sombria, e embora os Guardas Slithereen sejam destemidos e corajosos, a minha fonte se assusta com cada farfalhar nas sombras.

— Ele não é como nós — estremece. — Somos poderosos, mas ele é cruel. Cruel e astuto.

Por anos, a maldade de Slark foi contida. Ele esteve preso no Recife Sombrio, uma prisão submersa e impenetrável, onde a esperança se esvai pelas fendas, e ninguém jamais escapa. Quer dizer, ninguém antes de Slark. Ele já havia tentado uma fuga uma vez e foi impedido de última hora. Ele ficou preso durante metade da sua vida antes de ter uma nova chance de escapar, juntando-se a uma dúzia de outros detentos.

— Não acredito que se juntou a eles porque tinham um bom plano — disse o guarda. — Ele fez o próprio plano e usou o deles como distração. Ele sabia que eles iriam falhar — ele reflete. — Talvez ele tenha sido o motivo da falha.

— Não faço ideia do que esse sugadorzinho de guelras cruel fez para acabar aqui — diz ele. — Mas se eu estivesse preso e houvesse uma fuga — acrescenta —, era ele quem eu seguiria." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_93_Slark_LocHeroName" "Slark" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_94_Medusa_LocFieldNotes" "A praça central da cidade de Sholcaste, repleta de estátuas, sugere um passado glorioso. Mas basta um olhar mais atento para perceber que essas estátuas não celebram grandes figuras de tempos passados. Elas retratam uma cidade tomada pelo pânico.

Uma companhia de teatro itinerante havia chegado, trazendo uma pantomima sobre as míticas Górgonas. Como toda boa pantomima, era tola e zombeteira. E a Górgona Medusa não reage bem a zombarias.

— O espetáculo estava agendado para uma única semana, depois os artistas iriam embora — disse Lutero Garrick, o novo prefeito da cidade. — Mas acho que a notícia sobre o espetáculo e o quanto era engraçado acabou se espalhando. Era um roteiro bem ousado. As pessoas não estavam acostumadas a ouvir piadas sobre Górgonas em público daquele jeito. Sucesso total.

— Enfim, Medusa apareceu no terceiro dia.

Há séculos, as próprias irmãs de Medusa foram sequestradas devido a tamanha beleza e imortalidade. Ela própria havia renunciado à sua aparência deslumbrante em nome da vingança. Serpenteou por Sholcaste e lançou sobre os atores o seu olhar petrificante. Então, ela se virou para a multidão que andara rindo do espetáculo.

As estátuas ainda decoram a praça da cidade, pesadas demais para serem removidas do palco. Elas servem como um aviso aos aspirantes a atores: não zombem das Górgonas se não aguentarem as críticas." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_94_Medusa_LocHeroName" "Medusa" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_95_TrollWarlord_LocFieldNotes" "Os trolls não estão muito animados para falar sobre Jah'rakal, o Comandante Troll. Por algumas horas arriscadas depois que chego ao acampamento precário deles, parece que eles estão mais propensos a me matar do que a falar comigo. Finalmente — e felizmente — eles começam a se abrir. Um pouco.

— Não suportamos aquele cara, e olha que nós somos trolls... Aguentamos muita coisa — resmunga um deles com um aceno significativo em direção ao cozinheiro do acampamento, que está cuspindo no ensopado rançoso que prepara para a tribo.

Um por um, eles se alternam em xingamentos para descrever Jah'rakal, antes de enfim chegarem ao cerne da questão.

— Ele roubou a parte do saque que era do meu primo. E ele nem ajudou na luta — rosna um troll corpulento. — Então expulsaram ele do acampamento.

Jah'rakal não aceitou bem o exílio. Ele retornou no dia seguinte, girando os machados.

— O desgraçado matou o meu primo — diz o troll. — Ele e mais uns 20. Simplesmente partiu para cima deles como uma fera.

— Se ele aparecer por aqui, temos lâminas prontas para abri-lo — acrescenta o chefe troll antes de baixar a voz.

— Mas se você o vir, não diga a ele que eu disse isso. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_95_TrollWarlord_LocHeroName" "Comandante Troll" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_96_Centaur_LocFieldNotes" "As tavernas estão sempre lotadas em noites de luta por um título em Omexe. Esta noite não é diferente, com todos falando sobre a grande luta. Mas não a grande luta desta noite. Já se passou um ano, e ainda parece ser a única luta da qual vale a pena falar.

O dia em que o Capitão retornou a Omexe. Ele havia retornado como um herói conquistador.

Mas no ringue não dá para viver de glórias passadas. E não há nada que um jovem combatente faminto por glória queira mais do que derrotar um herói conquistador.

Durante meses, os mestres das apostas apontaram um jovem prodígio chamado Thalanax como o favorito absoluto nas apostas. Até então, ele não tinha decepcionado. E quando o Capitão bufou e bateu o casco ao ser desafiado por Thalanax, o jovem, mais musculoso do que inteligente, não considerou como um aviso.

Poucos foram ao funeral de Thalanax. Ele fez muita gente perder muito dinheiro naquela luta.

O Capitão disse que voltaria alegremente a Omexe a qualquer momento para matar quem quisesse desafiá-lo pelo cinturão. \"E provavelmente levarei o tempo que for necessário\", acrescentou, \"para fazer a viagem valer a pena\". Até agora, se alguém acha que tem uma chance, guardou a opinião para si. " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_96_Centaur_LocHeroName" "Capitão Centauro" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_97_Magnus_LocFieldNotes" "Vaer Panumbra, o último de uma longa linhagem de caçadores e salteadores, remove um coelho da armadilha. Estamos subindo e descendo pelo Monte Joerlak, conferindo as suas armadilhas enquanto ele fala.

— Coelhos e outros bichos dão pro gasto — ele diz lentamente. — Mas um magnoceronte, isso sim é um verdadeiro achado.

Seu pai, Kaelor Panumbra, era tão estimado quanto um caçador furtivo pode ser — o que não é tanto assim, fora dos círculos de salteadores. Kaelor havia decidido capturar uma dessas feras gigantescas quando Vaer era apenas um garoto de 12 anos. Só o chifre magnético da criatura já teria rendido ao seu pai dinheiro suficiente para alimentar a família por anos.

Mas quando o Monte Joerlak entrou em erupção, expelindo fogo líquido e cinzas por quilômetros, os magnocerontes sobreviventes fugiram para o norte. Todos, exceto um: Magnus. Kaelor nem teve tempo de preparar a sua lança antes de ser puxado por uma força invisível em direção à fera. Escondido em um abrigo de caça, Vaer viu o chifre de Magnus atravessá-lo.

— Um verdadeiro achado — murmura Vaer enquanto tira uma raposa de uma armadilha enferrujada. — Mas não valem o custo." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_97_Magnus_LocHeroName" "Magnus" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_98_Timbersaw_LocFieldNotes" "Segui a trilha de árvores dizimadas pelas florestas ocidentais. Normalmente, quando as pessoas cortam madeira, levam a madeira com elas. Ali, os troncos estavam espalhados como vítimas em um campo de batalha. Isso me indicou duas coisas: que eu havia encontrado Rizzrack e que os rumores sobre a sua sanidade provavelmente eram precisos.

Ao me aproximar, comecei a ouvir o guincho do metal contra a madeira, o ar fresco da floresta sendo tomado por um cheiro de óleo. No meio de uma clareira, às gargalhadas, estava Rizzrack no seu traje mecânico.

Ele tinha uma aparência ridícula. E parecia igualmente consumido por ódio e loucura. Ele não estava apenas cortando o pinheiro, mas o fatiando com socos, usando a serra giratória no braço do seu traje. À medida que os galhos caíam, Rizzrack vociferava uma série de impropérios sobre a ancestralidade da árvore.

Assim que ele terminou, pigarreei e ele se virou para mim. Rizzrack olhou para mim por um momento, com um sorriso ensandecido nos lábios, e então sussurrou: \"Você é uma árvore?\" " "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_98_Timbersaw_LocHeroName" "Serrote" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_999_CodexIntro_LocFieldNotes" "Prefácio" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_999_CodexIntro_LocNonHeroName" "Atlas Heroico" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_99_Bristleback_LocFieldNotes" "— O que eu tô dizendo a vocês, o que eu digo a todos, é que aquela não foi uma luta justa — rosnou Rigwarl, com uma entonação que sugeria que ele não toleraria discordâncias. — O otário da p%#ea me socou pelas costas, foi isso que aconteceu.

Estávamos sentados em um bar no Coração de Njord (que era repugnantemente imundo até mesmo para os padrões do Coração de Njord), não muito longe de onde o brigão Rigwarl — conhecido pelos locais como \"Espinhoso\", \"aquele bêbado\" e \"aquele bêbado raivoso que não para de brigar com todo mundo\" — havia sofrido a sua primeira derrota. A menção da briga atraiu um olhar nervoso do garçom. Os clientes suspeitos que escutaram isso vestiram os seus casacos e foram embora.

— Socar pelas costas não é certo — rosnou Rigwarl antes de virar a cabeça para cuspir uma bola verde no chão (repulsiva até mesmo para bolas verdes usuais). Parecia que o bar não era limpo há meses. O cuspe, de alguma forma, ainda piorava a situação.

Claro, o garçom sabia que não seria prudente mandar o Espinhoso embora — não quando ele estava tão nervoso assim. O reboco de má qualidade tentou, sem sucesso, esconder os buracos nas paredes das últimas vezes que alguém tentou expulsar Rigwarl. Felizmente, o brigão tomou a decisão sozinho. Ele entornou a última de sabe-se lá quantas cervejas e se levantou.

— É, vou encontrar aquele desgraçado agora mesmo, e dar o que ele merece — jurou ele antes de ir até a porta, arrancá-la das dobradiças com um soco e sumir no crepúsculo frio.

Eu o segui. Prometia ser uma briga e tanto." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_99_Bristleback_LocHeroName" "Espinhoso" "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_9_Mirana_LocFieldNotes" "As flores de lótus, boiando em uma fonte tranquila nas profundezas do Bosque de Noiteprata, brilham prateadas sob a luz de duas luas enormes e parcialmente fragmentadas.

— Lindas, não acha? — uma voz me desperta de um estado de devaneio que eu nem havia percebido estar.

Assustada, eu me viro e vislumbro Mirana, Princesa da Lua. Toda a sua realeza não diminui o meu desconforto, principalmente devido ao enorme felino esgueirando-se por entre as árvores atrás dela.

— Estas flores pertencem à minha deusa, Selemene. Você pode olhar, mas não tocar — avisa a Princesa. Eu já conhecia a história, mas não ousei interrompê-la.

— Então, caso estivesse pensando em pegar uma... — a sua voz ecoa fracamente.

Uma jovem e pequena mulher surge detrás de um grupo de árvores à minha esquerda com um assobio sinistro.

— Só estou aqui para conversar com você — declaro, curvando-me o máximo que consigo.

Ela observa com um certo enfado.

— Tais gestos são reservados para Selemene — Mirana murmura em reverência. — Este bosque é Dela, eu sou apenas a guardiã.

Eu pergunto por qual motivo ela desistiu de uma vida como herdeira ao Trono Solar para servir a outrem. Ela parece achar uma pergunta estúpida.

— Castelos e coroas são meras quinquilharias — revela, e então aponta para o felino e a humana — Nós servimos a um chamado mais importante." "DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_9_Mirana_LocHeroName" "Mirana" }