"monster_hunter_world.vdata"
{
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1000_RadiantCreeps_LocFieldNotes" "Quando me cruzo com Frug, o Bárbaro, ele está sentado numa pedra na clareira da floresta, a enrolar ligaduras sobre uns cortes visivelmente dolorosos. Ao lado dele, jazem os corpos de umas criaturas que parecem ser feitas de madeira. Ou melhor, pedaços de lenha cortada depois de Frug as ter trucidado.
Eu apresento-me. Frug explica que deseja tornar-se um herói e diz que eu posso ser a primeira a escrever sobre as suas façanhas, começando pelo rescaldo da batalha que ele acabara de travar e vencer.
\"Quando se quer ser um herói, estes gajos são bons p'ra treinar\", grunhe o bárbaro. \"Até os heróis a sério afiam as lâminas neles.\"
\"E o melhor é isto\", acrescenta ele, antes de se curvar para apanhar um punhado de moedas dos cadáveres à sua volta.
Eu comento que esquartejar vítimas e saquear os seus corpos não parece ser lá muito heroico. Frug coça o queixo e franze o sobrolho.
\"Todos os heróis fazem isso\", diz ele, embora não pareça convencido com o que afirma. \"Se todos os heróis o fazem, então não faz mal. Não é?\"
E com esta observação, solta mais um grunhido, agarra no seu grande machado e avança floresta adentro a passos pesados."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1000_RadiantCreeps_LocNonHeroName" "Creep (Radiant)"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1001_DireCreeps_LocFieldNotes" "Estou no Cabeça de Javali, uma modesta taverna em Hauptstadt, quando entra Frug, o Bárbaro. Debaixo do braço ele traz uma cabeça adornada com o que parece ser uma máscara feita de osso.
\"Posso entrar AQUI com ISTO?\", pergunta ele ao taverneiro, furioso. \"Porque todos os bares para heróis em que estive disseram que não chega.\"
O taverneiro, cauteloso, diz a Frug que ele pode sentar-se onde quiser. Após o bárbaro comprar uma cerveja e se sentar pesadamente numa mesa minúscula, decido arriscar outro encontro.
\"Ah, estás aqui\", diz ele. \"Pensei no que disseste e decidi deixar de caçar aqueles gajos feitos de madeira. A não ser que eles ataquem primeiro.\"
\"Agora só mato estes.\"
Ele sorri com orgulho e aponta para a caveira mascarada que trouxe para o bar. Tanto a máscara como o corte onde Frug decepou a criatura têm um aspeto repulsivo.
\"E estes também andam cheios de moedas nos bolsos\", afirma Frug com um sorriso.
Eu comento que matar criaturas diferentes e saquear os seus cadáveres não é muito melhor em comparação com o comportamento anterior de Frug.
\"Mas é que há gente que só sabe criticar!\", grita o bárbaro. \"Deixa-me beber em paz!\"
E deixo. Sabe-se lá o que Frug faria pelas moedas que trago comigo."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1001_DireCreeps_LocNonHeroName" "Creep (Dire)"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1002_Courier_LocFieldNotes" "Daz Cardle está a apanhar estrume deixado por um das centenas de pequenos e robustos burricos a pastar na relva verde, num dos vários campos bem cuidados da Criação de Estafetas Cardle. Ele nota que me estou a aproximar, inclina-se na pá que estava a usar e limpa a sua testa.
\"À procura de um estafeta?\", ele pergunta. \"Os meus clientes costumam ser bem maiores do que tu.\"
Respondo-lhe que só quero lhe quero fazer umas perguntas sobre o seu negócio e ele alegremente aceita falar comigo, desde que pegue numa pá e o ajude com o trabalho.
\"Há sempre uma grande procura pelos meus estafetas\", diz ele orgulhosamente enquanto enche a pá com mais uma dose. \"Felizmente para mim, eles procriam que nem uns malucos.\"
Ele diz-me que há clientes que voltam várias vezes no mesmo dia. Atribui o seu sucesso às duas regras que ele nunca quebra: certificar-se de que os seus animais estão fortes e saudáveis, e nunca perguntar ao cliente que uso lhes vai dar.
Ele faz uma festa a um dos estafetas e dá-lhe um pedaço de comida que retirou do bolso. É evidente que se preocupa com eles. Eu não menciono o que lhes pode acontecer depois de serem vendidos."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1002_Courier_LocNonHeroName" "Estafeta"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1003_Tormentor_LocFieldNotes" "\"Estranha, não é?\", disse Gren, semicerrando os olhos contra a luz do sol enquanto mirava a caixa gigante acorrentada a pairar sobre um outeiro, não muito longe. \"Aquilo apareceu do nada um dia. Não faço ideia de quem a meteu ali ou porquê.\"
A caixa era, de facto, estranha. Flutuava bem alto no ar, a brilhar e com um círculo nebuloso em seu redor. Os agricultores na vila de Gren ficaram perplexos quando apareceu. Depois ficaram com medo. E o medo faz as pessoas fazer coisas estúpidas.
\"O meu marido Shev, paz à sua alma, juntou uma data de agricultores p'ra mandar aquilo abaixo\", disse ela. \"O Shev nunca dava uma para a caixa, mas eu tinha esperanças de que um dos outros tivesse alguma ideia boa.\"
Não tiveram. Forquilhas, pedras, enxadas, nada do que atirassem parecia causar qualquer dano. Ainda por cima, os seus ataques acabaram refletidos de volta para eles próprios, o que matou os agricultores. Agora, Gren trata das culturas sozinha. E o cubo?
\"Não 'tá a fazer mal a ninguém\", disse. \"Bem, tirando àqueles idiotas que lhe tentaram fazer mal. Até me livrou do Shev, então não pode ser assim tão mau\"."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1003_Tormentor_LocNonHeroName" "Tormentor"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1004_Roshan_LocFieldNotes" "\"O Roshan? Ah, dá para matá-lo, dá\", gabava-se Barrios, um guerreiro veterano. Estava a usar o braço que lhe restava para rodar o espeto em que estava a cozinhar uma lebre. \"Mas digo-te uma coisa, não é fácil.\"
Barrios já foi membro do Quinteto Escarlate, um famoso grupo de mercenários que o conselho municipal de Krimwohl contratou para matar a criatura ancestral. Com uma força letal, eles atacaram rapidamente, mas o Roshan atacou de volta a dobrar. Só dois membros do Quinteto escaparam do covil, um deles com ferimentos irreparáveis. O Roshan sobreviveu.
Quando Barrios voltou a Krimwohl, desancado, mas mais astuto, reuniu um grupo muito maior de guerreiros, magos e heróis. A promessa de glória, de tesouros do Roshan e uma generosa recompensa vinda dos cofres de Krimwohl motivava os seus passos. Mesmo assim, foi preciso lutar até à última espada e feitiço para finalmente matar a criatura. Perder o braço dominante de Barrios foi a mínima das suas perdas.
\"Mas, afinal, não lhe chamam o raio do Imortal por nada\", suspirou o guerreiro. \"Quando voltámos a Krimwohl, ele já tinha reaparecido, como se não tivesse sofrido uma única mazela no seu corpo\".
\"Nunca recebi a recompensa\", resmungou, enquanto ajeitava o fogo."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1004_Roshan_LocNonHeroName" "Roshan"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_100_Tusk_LocFieldNotes" "\"Não serias desafio nenhum para mim\", gargalhou Tusk quando lhe toquei no ombro. \"Não vou lutar contigo, elfazinha. Não seria justo.\"
Talvez incautamente, eu havia interrompido a sua bebida enquanto ele estava sentado numa barulhenta taverna na fria cidade de Cobalt. Os seus olhos percorriam todo o estabelecimento, enquanto ele abria e fechava o seu punho que tinha a manopla. A outra mão não se afastava muito da enorme caneca de cerveja que tinha à sua frente.
Quando lhe expliquei que não vinha em busca de uma luta, mas que na verdade queria escrever sobre as suas aventuras, ele riu-se alto.
\"Para quê? Todos conhecem as aventuras do Tusk\", disse ele, enquanto batia na mesa a pedir mais uma caneca. \"Melhor lutador da Região Gelada. Melhor lutador de qualquer lado.\"
Isto chegou aos ouvidos de um troll por perto, que soltou uma gargalhada com desprezo e se levantou para enfrentar Tusk. Foi uma má ideia. Com mais rapidez do que se pode esperar, o selvagem lutador levantou-se. Com mais rapidez ainda, ele deu um murro com tanta força no seu oponente que ouvi sete sons distintos de coisas a partirem-se, sons que eu acho que o crânio de um troll não deve fazer. Fez-se silêncio entre a multidão outrora barulhenta. Tusk olhou em redor, em busca de outro oponente. Um oponente qualquer. Não consegui perceber se ele estava ansioso ou desesperado. De qualquer das maneiras, ninguém se chegou à frente.
\"Não há lutas de jeito aqui\", resmungou Tusk, algo desapontado. E assim, enrolou-se numa bola branca e rebolou dali para fora, em direção ao frio."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_100_Tusk_LocHeroName" "Tusk"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_101_SkywrathMage_LocFieldNotes" "Se tivesse de escolher uma palavra para descrever o mago conhecido como Dragonus, seria \"impressionante\". Se tivesse de escolher mais palavras, \"falta de sentido de humor\" seria uma forte opção.
Quando me aproximei para lhe pedir um momento do seu tempo, ele estava a guardar o Ninho dos Espinhos, no topo de Eyrie. Ele recusou-se a responder, mas uma prestável pessoa que estava a passar sugeriu que eu voltasse quando mudasse a guarda, sete horas depois. Quando finalmente voltei, um robusto pássaro Não-Voador estava a substituí-lo.
\"Os Não-Voadores são tão competentes e respeitados quanto os nobres\", fungou ele, embora o diga como se a sua boca ainda não estivesse habituada à mentira.
Dragonus, conhecido como o Mago Skywrath, marcha oficiosamente enquanto fala. Parece que ele nunca se considera fora do serviço. Ou, pelo menos, ele passa o seu tempo livre a falar do seu serviço.
\"Proteger a rainha é a maior honra que alguém pode vir a ter\", ele diz-me.
\"Isto é, a verdadeira rainha\", esclareceu. \"Eyrie está agora sob o domínio da sua legítima soberana\". A sua voz ribomba pelos majestosos corredores de Eyrie. E agora sim, acredito nele. Pela primeira vez, reparei num pequeno brilho nos seus olhos e um leve indício de um sorriso cheio de orgulho."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_101_SkywrathMage_LocHeroName" "Skywrath Mage"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_102_Abaddon_LocFieldNotes" "Nunca me aproximei da Fonte de Avernus. Poucos o fazem. Não é nenhuma fonte no meio de um pátio, mas sim uma fissura sob o castelo, que emana uma neblina espessa e negra como tinta de lula.
Dizem que, ao respirar a neblina, se obtém estranhos poderes e visões. Também dizem que o enigmático Lorde Abaddon inalou tanta que ele é agora mais neblina do que homem. Então, para conhecer o mistério, é preciso conhecer a neblina. O problema é que os sacerdotes que a guardam é que decidem quem entra, e eles não deixam quase ninguém entrar.
Então fiz a segunda melhor coisa que podia e falei com quem conseguiu entrar.
Uma senhora das limpezas disse que respirou um bocadinho da neblina e, desde então, não consegue dormir. Está constantemente a ter o mesmo sonho da sua morte. Um cavaleiro, uma vez, \"provou\" um pouco e agora passa o tempo a esmurrar os portões até ficar com os punhos em sangue, a implorar por mais.
Qual é a sensação? Segundo dizem: é frio e... \"consciente\". É como ter um estranho a vasculhar no cérebro e que, às vezes, lá deixa algo \"brilhante\" para trás.
Quanto ao Abaddon? O que ele ganha com isto é entre ele e a neblina. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_102_Abaddon_LocHeroName" "Abaddon"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_103_ElderTitan_LocFieldNotes" "No topo de um rochoso e ensolarado planalto nos Desertos Caóticos, dei por mim sob uma saliência rochosa em busca de sombra. Para minha surpresa, lá abrigado estava uma série de murais, com os pigmentos tão rachados e antigos como a paisagem.
À primeira vista, assemelhavam-se a um mito da criação. As pinturas mais antigas mostravam figuras titânicas a dar forma a montanhas e a verter oceanos, como se o universo fosse barro.
Depois, a maior das figuras estilhaçou o mundo, aparentemente por acidente. As pinturas posteriores, feitas por várias mãos, mostram a figura morosamente a juntar os pedaços com fragmentos retirados de sabe-se lá onde. Ao mesmo tempo, pequenas figuras correm pelos cantos, talvez os próprios artistas. Passei o dedo pelos contornos de uma das pinturas. O planalto estremeceu. Deve ter sido coincidência.
E depois, apercebi-me. Isto não era um mito da criação, mas sim um aviso. Independentemente de quem fez as pinturas, ou do que lhes aconteceu, a sua mensagem sobrevive perfeitamente intacta milénios depois: \"PERIGO: ZONA DE OBRAS\". "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_103_ElderTitan_LocHeroName" "Elder Titan"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_104_LegionCommander_LocFieldNotes" "As majestosas torres do Palácio Imperial de Stonehall mostram-se imponentes sobre o resto da cidade, com novos e meticulosos remendos em pedra nas secções que foram destruídas pela Horda Abissal.
O Imperador Galanius está ocupado (o que é imperadorês para \"demasiado importante para falar com escribas\"), mas o mordomo-mor do palácio, um homem oficioso chamado Lorath, concede-me um cisco do seu tempo.
\"A cidade ainda está em vias de ser reconstruída, mesmo anos depois\", diz ele. \"Mas não haveria nada para reconstruir, nem ninguém para o fazer, se não fosse a Tresdin.\"
Como comandante da célebre Legião de Bronze, Tresdin foi fundamental para repelir os demónios que cercaram a cidade. Quando a Legião começou a vacilar, ela desafiou o líder abissal para um duelo. Contra todas as expectativas, ela saiu vitoriosa.
\"Com o seu líder eliminado, a horda voltou para o Abismo\", disse Lorath.
Ainda acrescentou que já a tinha visto lutar contra inimigos ferozes em duelos um contra um e a repelir patrulhas de invasores inteiras. Isto do seu lugar privilegiado no topo da torre, claro.
\"Ela partiu em busca de vingança contra aqueles que destruíram a nossa cidade, mas se Stonehall alguma vez precisar de um defensor, Tresdin estará aqui.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_104_LegionCommander_LocHeroName" "Legion Commander"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_105_Techies_LocFieldNotes" "O som de explosões abafadas e distantes estava a ficar cada vez mais alto, à medida que eu avançava pelas Terras do Arrependimento. Marcas chamuscadas e crateras pelo terreno arenoso também me mostravam o caminho. Afinal, contratar um guia para encontrar os Keen conhecidos como Techies foi completamente desnecessário. O que é bom, porque o que eu contratei pisou uma mina e rebentou uns quilómetros atrás.
Por fim, encontrei-os enquanto mexiam nuns fios ligados a um grande caixote de madeira com pólvora a sair dos lados.
\"Ei, queres ver uma coisa a fazer BUM?\", guinchou o maior deles.
\"Se não quiseres, é melhor olhares para o outro lado\", resmungou o mais lingrinhas de charuto na boca.
Expliquei que teria todo o gosto em ver uma explosão, desde que me respondessem a algumas perguntas primeiro.
\"Geralmente isto responde a todas as perguntas\", disse o magrinho, atirando uma esfera de metal ferrugenta sobre uma duna. A explosão fê-los rebentar a rir.
Insisti e perguntei o que os fez juntarem-se à batalha pelos Ancients.
\"Qué q'é um Ancient?\", disse uma voz vinda de um barril nas costas do grandalhão."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_105_Techies_LocHeroName" "Techies"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_106_EmberSpirit_LocFieldNotes" "\"Não és uma guerreira\", disse o flamejante guerreiro Xin, com a sua voz grave e tranquila.
Expliquei, com alguma hesitação, que sim, não era uma guerreira. Que tinha vagueado durante vários dias pelas Montanhas Chorosas em busca da Fortaleza Flamejante não para aprender a lutar, mas sim para aprender mais sobre ele. Por sorte, Xin, o chamado Espírito das Chamas, não levou a mal.
\"Sabedoria também é vital\", disse ele, fazendo um gesto para que eu me sentasse. \"Para nutrir a mente.\"
Mantive alguma distância. Ele não era malicioso, mas irradiava um calor muito desconfortável.
Xin contou como, enquanto humano, havia estudado como guerreiro e como poeta. Através de sabedoria e força, ganhou mestria sobre a obscura arte marcial dos Mandamentos da Chama Guardiã. Depois, procurou ensiná-la a outros. Não demorou para que a sua palavra chegasse aos ouvidos errados.
\"Não estava à altura. Os atacantes eram incontáveis\", explicou.
Mataram Xin, mas o trabalho da sua vida inspirou o Celestial Ardente, que o ressuscitou como o Espírito das Chamas. Xin depois explicou a sabedoria do fogo. As suas palavras eram como as chamas: impossíveis de dominar, mas insensato seria ignorá-las."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_106_EmberSpirit_LocHeroName" "Ember Spirit"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_107_EarthSpirit_LocFieldNotes" "Kaolin senta-se de pernas cruzadas numa falésia verdejante com vista para uma mina de corindo. Coçando o queixo de um stryder Archtyrex bebé, a sua gentileza parece contrastar com a sua corpulência. Mas, de alguma forma, é exatamente o que seria de se esperar.
Enquanto falamos, ele usa uma força invisível para fazer uma pedra ziguezaguear, e o pequeno stryder corre atrás dela. É definitivamente adorável.
Outrora, ele tinha sido um grande general cujos feitos foram imortalizados em pedra. Mas, a veia de jade que corria pelo solo também possuía o espírito da terra. Esse espírito foi infundido na estátua de Kaolin. Agora, conhecido como o Espírito da Terra, ele é detentor de uma consciência que transcende a sua forma rochosa.
\"A minha sabedoria flui das forças primitivas que formaram esta terra até ao fundo dos mares\", ele diz-me.
O seu novo propósito: \"Proteger os desprotegidos. Destruir aquilo que só vive para destruir.\"
Quando me levanto para me esticar, o pedaço da falésia onde me encontrava colapsa subitamente. Começo a cair, a berrar bem mais do que um bocadinho e a rezar a todos os deuses que conheço. Mas é então que a minha queda começa lentamente a ir em sentido inverso, até que me encontro mais uma vez cara a cara com Kaolin.
\"Todos viemos da terra, mas não é hoje que vais voltar para ela\", ele diz-me, a sorrir.
Agradeço-lhe profusamente e, já sem paciência para mais falésias, parto e deixo-o nas suas meditações. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_107_EarthSpirit_LocHeroName" "Earth Spirit"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_108_Underlord_LocFieldNotes" "Mesmo após anos de reconstrução, ainda há distritos inteiros de Stonehall em ruínas, graças à Horda Abissal. Não me surpreendeu quando soube que se tratava dos distritos mais pobres, aqueles sem mercadores ricos ou nobres ambiciosos que esperariam ser vistos como salvadores. Dito isto, eu sempre acreditei que as pessoas amarguradas são quem tem a melhor memória, então fui falar com os residentes dessas zonas.
As pessoas estavam muito dispostas a falar, incluindo soldados mutilados que foram sortudos o suficiente para sobreviver à batalha. Foi com imenso desdém que falaram da arrogância da Legião de Bronze e da sua incompreensível decisão de dizer aos cidadãos para ficarem nas suas casas. Compreenderam o seu erro quando Vrogros, o Lorde Abissal, maior do que qualquer vagão blindado, demoliu as muralhas da cidade como se fossem de papel.
Disseram que o Lorde Abissal nem parecia sentir qualquer golpe, fossem espadas ou flechas, até de balistas. Um dos soldados disse que, quando o atingiam, \"era como aço a raspar em pedra.\"
Depois, Vrogros abriu um portal. E ficaram-se por aí. Nem uma única pessoa se atreveu a continuar a história. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_108_Underlord_LocHeroName" "Underlord"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_109_Terrorblade_LocFieldNotes" "Limitado por símbolos e velas, o diabrete roxo paira sobre o pentagrama que um feiticeiro ganancioso me alugou por uma hora. Depois de lançar o seu feitiço de invocação, o feiticeiro partiu para lidar com outros clientes.
Não domino bem a língua Ozkavosh, mas se há coisa que se destaca em qualquer idioma, são os palavrões. Eventualmente, o diabrete diz-me porque é que os demónios tanto temem Terrorblade, o Aterrorizador.
Até os Senhores Demoníacos de quem ele roubou não se atreviam a enfrentá-lo sozinhos. Formaram um pacto infernal para se unirem contra ele. Ordenaram que a força combinada de todos os seus Guardas da Fúria o atacasse, mas nenhum regressou.
Com todo o poder que obteve após absorver toda a força vital demoníaca dos seus inimigos, Terrorblade era imbatível. Apenas era possível teletransportá-lo através de um portal para Foulfell, uma prisão conhecida como o Inferno dos Infernos. Mas nem aí era possível contê-lo por muito tempo.
Quando o diabrete está prestes a mostrar-me um fragmento espelhado que roubou das ruínas de Foulfell depois de Terrorblade a obliterar, eu espirro e acabo por apagar as velas, banindo o diabrete (espero eu, é possível que o tenha libertado). Mas é melhor assim. Ele estava a pressionar-me para assinar um monte de coisas que não me dei ao trabalho de ler, e já não faltava muito para ele conseguir a minha assinatura. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_109_Terrorblade_LocHeroName" "Terrorblade"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_10_Morphling_LocFieldNotes" "\"A presidente irá recebê-la agora\", diz a assistente com uma voz rouca, apontando para uma porta em carvalho no lado norte da sala de espera onde me encontrava.
A pequena aldeia de Roseneath foi a última onde houve um relato de alguém que viu o enigmático ser conhecido como Morphling. Tinha muito poucos habitantes; nunca vi mais de uma pessoa na rua.
Entro na sala com cheiro a lavanda, ao mesmo tempo que a presidente entra na divisão por outra porta a leste. Damos um aperto de mão, a dela muito suada.
\"Não faça muitas perguntas sobre o Morphling\", avisa ela, com uma voz surpreendentemente grave.
A criatura havia chegado há dias e foi instantaneamente atacada por aldeões assustados. Defendeu-se, mas com cuidado para não magoar ninguém. Eventualmente, os aldeões aperceberam-se de que o Morphling não tinha intenções de atacar e pararam de lutar.
\"São águas passadas\", diz a presidente. \"Agora, com licença, mas tenho outros afazeres.\"
Ela desloca-se em direção à porta de onde veio. Ela abre-a e consigo ver cadáveres no interior. Dezenas deles, inchados, afogados. A face da presidente brilha ligeiramente e, para meu horror, transforma-se na minha."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_10_Morphling_LocHeroName" "Morphling"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_110_Phoenix_LocFieldNotes" "Já tinha passado por três vilas visitadas pelo Phoenix, mas, até agora, não encontrei nada que surgisse de cinzas com quem pudesse falar. Apesar de não ver nenhum Phoenix enquanto sigo o seu rasto, ao menos estava a ver muita cinza. Cinza equivalente a cidades inteiras, desde vigas de madeira a granito. Quanto à localização das pessoas... bem, entre as pilhas grandes de cinza de edifícios, havia várias pilhas pequenas nas ruas, então podia adivinhar. Parecia que não ia conseguir entrevistar ninguém. Teria de ser mais académico.
Foi preciso descer até ao piso 19 dos Arquivos Violeta para encontrar o dossier de que o grupo de vasculhadores me falou. Um volume com uma gravura do Phoenix na capa. Está dentro de uma caixa de paredes grossas e impossível de levantar, feita de pedras cinzentas que parecem diamante e com marcas chamuscadas nos lados.
O dossier começa com hipóteses sobre distâncias de segurança mínimas e que minerais exóticos de quais regiões são capazes de conter o pássaro flamejante. A maioria do dossier é incompreensível, cheio rabiscos de símbolos e números ao lado de frases como \"taxa de combustão\" e \"quociente de incandescência\" em páginas queimadas.
A caixa foi encontrada, milagrosamente intacta, no meio de uma cratera de vidro num campo de rochas fundidas. Imagino que os investigadores calcularam mal a tal distância de segurança mínima. Ao menos fizeram um bom trabalho com a caixa. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_110_Phoenix_LocHeroName" "Phoenix"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_111_Oracle_LocFieldNotes" "É comum dizer-se que a sorte favorece os audazes. Contudo, tal como os Conselheiros de Cymurri se aperceberam quando confrontados com a sua destruição, a verdade é que a sorte favorece quem ela escolher.
Nerif, o Oráculo, era o último de uma longa linhagem de oráculos que servia o Rei Ídolo, mas, em vez de prever o futuro como os seus predecessores, ele parecia conseguir moldá-lo. Obcecado em conquistar novas terras, o último Rei Ídolo acreditava que Nerif seria a sua arma secreta. Com alguém capaz de moldar a realidade a seu lado, ele nunca perderia mais nenhuma batalha.
Até que um dia, Nerif recusou-se a prever uma vitória.
\"Eu simplesmente disse ao rei que tanto poderia ganhar como perder\", ressoou a sua voz na minha mente.
E, de facto, assim foi. Soldados morriam e sobreviviam, ao mesmo tempo. A batalha foi perdida e ganha ao mesmo tempo. A realidade dividiu-se em duas, assim como a mente dos combatentes. E depois dividiram-se outra vez, e outra vez.
Será que Nerif moldou aquele futuro, criando realidades em conflito infinitas para destruir o Rei Ídolo e ganhar a sua liberdade? Parece que nem o próprio sabe.
\"Eu não vejo o passado, apenas o futuro\", disse.
Quanto ao que ele vê do meu futuro... tendo em conta o destino do seu antigo mestre, prefiro não saber. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_111_Oracle_LocHeroName" "Oracle"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_112_WinterWyvern_LocFieldNotes" "\"É impossível escolher só um\", digo eu, a mentir entre dentes.
Auroth perguntara-me se eu tinha lido o seu trabalho e, quando menti e disse que sim, perguntou qual dos seus poemas era o meu favorito.
Eu tinha de mentir. Não atravessei a tundra devastada de Icewrack só para ofender a Wyvern Invernal e acabar como um cubo de gelo (também iria acabar como um cubo de gelo sem a ajuda dela, se não encontrasse alguma fonte de calor em breve).
Também não lhe podia dizer que evitei ler a sua poesia porque as críticas eram devastadoras. Infelizmente, a perícia de Auroth é mais adequada ao campo de batalha, por muito que ela queira acreditar no oposto.
\"Devíamos fazer uma colaboração\", ela sibila, cheia de esperança. \"É tão raro encontrar outra mente criativa como eu por estas bandas.\"
Apesar da sua atitude calorosa, o seu bafo enregela-me até aos ossos. Aceno exageradamente que sim com a cabeça, para distinguir dos meus tremores devido ao frio.
Com um enorme sorriso que mostra todos os seus dentes, ela estica as suas asas, ocupando todo o espaço da sua grande biblioteca. Ela pisca-me o olho e diz \"Excelente\", antes de levantar voo e sair por uma enorme janela. \"Que tal eu arranjar algo impressionante sobre o qual escrever?\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_112_WinterWyvern_LocHeroName" "Winter Wyvern"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_113_ArcWarden_LocFieldNotes" "\"Os irmãos do Eu não sabem o desespero que causam\", diz a entidade intemporal a meu lado.
Zet, o Guardião Voltaico, e eu estamos junto a uns pilares de pedra, danificados e chamuscados. Entre eles, um charco que brilhava levemente, delimitado por sangue e vísceras.
Zet observa os estragos por uns momentos. Uma forte sensação de deceção trespassa o que aparentava ser um estoicismo infindável.
Ele explica que outrora ele fora parte de uma entidade superior, que ele chama de \"a União\". Quando o universo foi criado, essa grande entidade foi de alguma forma quebrada, com dois dos seus fragmentos (os \"irmãos\" de Zet, Dire e Radiant) a defrontar-se pelo controlo do cosmos e submeter toda a existência à sua vontade.
\"Isto não pode acontecer\", avisa Zet. \"O Eu já capturou os seus irmãos uma vez. O Eu irá fazê-lo de novo.\"
Só contendo as forças opositoras, diz ele, é que a harmonia pode voltar ao cosmos. E se ele falhar?
\"A desarmonia não pode prevalecer\", diz Zet. \"Nenhum irmão pode prevalecer. Tudo tem de ser unido. Ou tudo terá de ser destruído.\"
Rezaria aos deuses para que Zet consiga reforjar a União. Só que eu já estava a falar com um, e parecia que ele já estava a tratar do assunto."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_113_ArcWarden_LocHeroName" "Arc Warden"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_114_MonkeyKing_LocFieldNotes" "Embora os deuses tenham poderes sem limites, o mesmo não se pode dizer da sua paciência. Não que Sun Wukong quisesse saber. Para o Rei Macaco, criar caos era a sua própria recompensa, uma pela qual ele já pagou a sua dívida.
Tinha esperanças de lhe perguntar sobre a sua sentença, meio milénio preso sob uma montanha depois de irritar os deuses um bocadinho demais, mas Sun Wukong era ainda mais esquivo do que as histórias davam a entender.
Primeiro, um breve avistamento entre os ramos frondosos no topo de uma grande árvore. Depois, avistei-o a brincar por um prado na floresta, até que desapareceu por entre uma pequena moita que eu juro que não estava ali momentos antes. Será que foi tudo uma ilusão? Uma alucinação?
E há sempre um exército de macacos irritantes, a fazer barulho, a rir-se, a agarrar as minhas notas e a roubar os meus lápis antes de se irem embora. Pelo menos já não me atiram fezes. Tirando um, e eu acho que ele o fez porque sabia que me incomodava.
Foi extremamente cansativo e, depois de uns dias de procura, tinha de admitir: derrota completa. Se o Rei Macaco conseguiu irritar o divino, que hipóteses teria eu?"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_114_MonkeyKing_LocHeroName" "Monkey King"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_119_DarkWillow_LocFieldNotes" "A pista de corridas em Torre Branca estava meio cheia de todo o tipo de desordeiros bêbados, a torcer ou a insultar conforme os estafetas corriam.
Perto da frente da plateia, encontro Mireska Sunbreeze, a Fada Negra, a assistir calmamente ao evento, com um papel de aposta na mão. Ela nota que a estou a observar e aproxima-se.
\"Isto é um sítio perigoso p'ra alguém como tu\", diz ela com uma voz melódica, mas afiada. \"É melhor teres cuidado ou acabas com uma naifa nas costas.\"
Atrapalhadamente, digo que é ela quem eu estava à procura. Nesse momento, um pequeno espírito aproxima-se dela e dá-lhe uma moeda, que ela aceita com um piscar de olho.
\"Na verdade, não há muito a dizer\", diz Mireska. \"Os meus pais eram idiotas e desmancha-prazeres, e quanto menos disser sobre isto, melhor. Por isso, segui o meu próprio caminho.\"
O espírito traz-lhe outra moeda.
\"Sabes como é? Neste mundo, nós temos de criar a nossa própria diversão\", diz ela, novamente a piscar o olho.
O espírito aparece com um saco cheio de moedas. Um saco familiar. Levo as mãos ao meu cinto e descubro que o meu desapareceu. Quando volto a olhar para onde estava Mireska ainda agora, já lá não estava."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_119_DarkWillow_LocHeroName" "Dark Willow"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_11_ShadowFiend_LocFieldNotes" "Os Cavaleiros das Planícies de Basalto são uma ordem nobre e orgulhosa. Ao que parece, também estão com uma trágica falta de membros. Conhecidos por livrarem incansavelmente os Campos da Carnificina de mortos-vivos e demónios, fiquei chocada como são tão poucos.
\"Saudações, bem-vinda sejais\", diz o seu general, Endalor, enquanto avança pelo terreno para me receber no limite do acampamento. \"Espero que a vossa viagem tenha decorrido sem percalços?\"
Depois de uma boa dose de formalidades, pergunto-lhe sobre Nevermore, o Terror das Sombras. A sua postura confiante vacila por momentos, antes de se recompor.
\"Foi uma batalha do tipo que eu desejo nunca mais voltar a presenciar\", ele diz. \"Cercamos a atroz criatura por todos os lados. Lamentavelmente, a sua forma sombria conseguia repelir todo e qualquer ataque.\"
Endalor descreveu como soldados pereciam sem fim, com Nevermore a colher as suas almas, um a um. Cem homens o defrontaram. Os doze que se encontram neste pequeno acampamento foram os únicos sobreviventes.
\"O meu juramento impede-me de prevaricar\", diz ele, baixando a cabeça. \"A abominação repeliu-nos. É o único adversário que ainda não conseguimos derrotar.\"
\"É o único adversário que esperamos nunca mais voltar a encontrar.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_11_ShadowFiend_LocHeroName" "Shadow Fiend"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_120_Pangolier_LocFieldNotes" "A clientela habitual de um pitoresco bar em Torre Branca estava a regalar-me com histórias das aventuras de Donté Panlin, até que o próprio apareceu.
\"Foi-me dito que estava à minha procura\", diz ele com um piscar de olho e um gesto com o seu chapéu. \"O que não me disseram é o quão DESLUMBRANTE você é. Donté Panlin, ao seu serviço.\"
Fez uma grande vénia, pegou na minha mão e beijou-a, depois sentando-se na cadeira em frente à minha. Não será exagero dizer que todos os presentes à mesa suspiraram de admiração.
\"Talvez queira ouvir a história de quando derrotei um gigante?\" Panlin disse pomposamente. \"Ou a outra história em que derrotei um gigante? Dragões? Demónios? Déspotas?\"
Ele reencenou grandes batalhas enquanto descrevia inúmeras histórias minuciosamente detalhadas sobre monarcas resgatados, aldeias salvas, monstros derrotados, cada uma mais elaborada do que a anterior. Eu já tinha ouvido muitas das histórias e as versões do Donté alternavam entre \"muito exagerado\" e \"completamente falso\".
É claro que o Pangolier tem muitos admiradores. Mas ninguém admira mais Donté Panlin do que Donté Panlin."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_120_Pangolier_LocHeroName" "Pangolier"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_121_Grimstroke_LocFieldNotes" "No abandonado templo central de Ashkavor encontra-se uma pedra rúnica escurecida por tinta seca e velhos pecados. É o tipo de artefacto que grita silenciosamente \"Aqui aconteceram coisas más\".
Na verdade, havia um ritual sagrado que costumava ser feito: os iniciados pintavam-na com tinta mágica para juntar as suas almas ao povo, tornando-se Ascendentes.
Isto até que Grimstroke, o Malígrafo, viu uma oportunidade onde outros apenas viam tradição. Ele melhorou a tinta, tentando fortalecer os poderes desta e, por conseguinte, os poderes dele. Quem estivesse no seu caminho, que arcasse com as consequências.
É assim que ele reescreve a história. Mas agora vejamos sem os retoques de autoglorificação.
Ambicionando chegar ainda mais alto, ele misturou icor proibido na sua tinta. Foi má ideia, pois era proibido por algum motivo. Salvou-se ao transformar todos os habitantes de Ashkavor em sombras monstruosas, riscando a existência da sua civilização inteira com uma só pincelada.
E estes são os factos. Aposto que ele adoraria que eu debitasse elogios sobre as suas grandiosas obras para redesenhar o mundo à sua imagem. Não o vou fazer. Já foi derramada demasiada tinta por causa do Malígrafo. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_121_Grimstroke_LocHeroName" "Grimstroke"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_123_Hoodwink_LocFieldNotes" "Todos os guias perto do Mato Tomo'kan deram-me o mesmo aviso: não tentes encontrar a Hoodwink. Então não o fiz. Em vez disso, esperei que a Hoodwink me encontrasse. Ao preparar o acampamento, espalhei umas armadilhas que adquiri do Rattletrap para me proteger de predadores menos inteligentes e, teoricamente, enganar a Hookwink para que pensasse que estava a lidar com um idiota. Mesmo antes de sequer começar a fingir que estava a dormir, uma bolota voadora arranca parte da casca do carvalho acima da minha cabeça.
Ela era mais pequena do que esperava, com uma besta quase do seu tamanho. Contudo, segurava-a com mais autoridade do que qualquer soldado treinado da Legião de Bronze.
\"Ninguém põe armadilhas na MINHA floresta\", escarneceu ela.
Calmamente confessei o meu logro e pedi-lhe uma entrevista. Ela teve todo o gosto em falar, lá isso teve. Falou sobre a comida que tirou do meu saco. Falou sobre o ouro que roubou da minha bolsa. E falou sobre as direções para sair do Mato Tomo'kan antes que mudasse de ideias. Devolveu-me as armadilhas em pedacinhos. Francamente, já foi mais do que eu esperava. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_123_Hoodwink_LocHeroName" "Hoodwink"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_126_VoidSpirit_LocFieldNotes" "\"A tua realidade é efémera\", diz Inai, o Espírito do Vazio, que me fez o favor de vir até à minha casa para uma entrevista. É um gesto agradável, embora para ele seja banal.
\"É apenas uma de infinitas realidades, que se dobram e desdobram em separado e sobre uma e outra.\"
Foi a coisa mais compreensível que ele disse nas horas que passámos a falar, pelo menos para mim. Se eu lhe peço para parafrasear ou esclarecer, ele simplesmente olha para mim, sem expressão no rosto.
O que eu consegui entender é que Inai viaja através de realidades, com o objetivo de se certificar de que não se afastam dos seus passados já definidos. Mas ele não tem interesse em falar sobre si, prefere falar sobre a existência como um todo. As suas palavras iriam, sem dúvida, baralhar os maiores pensadores (e eu não sou um deles). \"Mm hmm\", digo eu, enquanto rabisco no meu caderno.
Depois de um monólogo particularmente longo, ele pergunta-me: \"Compreendeste tudo?\"
Eu minto e digo que sim. A sua postura estoica começa a mostrar traços de ceticismo. \"Repete o que eu disse.\"
Puxo o melhor possível pela minha cabeça. \"Hã... estavas a dizer que a existência é só uma... recursividade iterativa de estruturas... ontológicas, acho eu... e estão a colapsar sobre a suas próprias ilusões... como era, epistémicas? Ilusões epistémicas? Desilusões epistémicas?
Com um resfolgo, ele abre um portal sob os seus pés e desaparece através dele. Para onde foi, não faço ideia.
Ah, era contradições epistémicas. Era isso."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_126_VoidSpirit_LocHeroName" "Void Spirit"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_128_Snapfire_LocFieldNotes" "\"Fazer coisas que rebentam com os teus inimigos nã' tem nada qu'saber. 'Tá quieto, Mortimer\", diz Beatrix Snapfire.
Estamos na sua barraca degradada no meio do abrasador deserto de Nanarak, com máquinas meio construídas feitas por ferramentas meio partidas em nosso redor. Eu comento que, vendo as barracas rebentadas dos seus vizinhos, fazer explosivos não parece ser tão fácil quanto ela afirma.
\"É fácil p'ra qualquer pessoa com uma nesguinha de juízo\", diz ela, corrigindo-se. \"Quieto, Mortimer. Mais chá, minha querida?\"
O seu enorme lagarto de estimação finalmente pára de lamber a minha cara por tempo suficiente para que eu possa recusar educadamente o seu chá. É um bocadinho picante demais para mim. Mas ainda é melhor do que os biscoitos, que eram DEMASIADO picantes para mim.
\"O pessoal destas bandas nã' tem muito juízo\", diz Beatrix, a abanar a cabeça desapontadamente. \"Felizmente p'ra eles, podem contar comigo e c'o Mortimer. Mortimer, QUIETO!\"
Dito isto, ela começa a soldar um longo cano de metal a um pedaço de sucata enferrujada que consegue parecer ser mais velho do que ela.
\"O que todos se esquecem é que a pólvora mete-se no FIM\", resmunga ela, ao mesmo tempo que o som de uma explosão ressoa por perto."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_128_Snapfire_LocHeroName" "Snapfire"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_129_Mars_LocFieldNotes" "\"Eu costumava ser insolente\", vocifera Marte, o ancestral Deus da Guerra, do topo do seu majestoso trono dourado. \"Eu era arrogante. Travava guerras só para poder ver as caras aterrorizadas dos mortais quando os trespassava com a minha lança.\"
Se a sua resplandecente sala do trono de hoje é sinal de um Marte mais humilde, ele deve ter sido insuportavelmente arrogante antes. Tapeçarias enormes estavam penduradas em todas as paredes, cada uma a enaltecê-lo como vencedor de uma batalha épica com o propósito de superar as batalhas épicas das outras tapeçarias. Dezenas de estátuas competiam por espaço, cada uma a ilustrar o deus da guerra numa heroica pose de luta a meio de um combate, o que faz parecer que ele está incessantemente a lutar com outras versões de si próprio em alguns dos cantos mais apertados.
Marte fala de como já não deixa que os seus impulsos mais básicos o levem à guerra. Já não anseia pelo medo e respeito de mortais. Mas isso não o impede de travar mais guerras.
\"A guerra é necessária\", a sua voz reverbera pela enorme câmara. \"Demonstra quem é digno.\"
Ele diz que os velhos deuses se tornaram complacentes e fracos. Com a sua nova humildade e responsabilidade, Marte decidiu que caía sobre si o fardo de governar tudo o que vê com um punho de ferro.
\"Antes, eu achava que deveria ser o Rei dos Deuses porque era arrogante e ingénuo\", admite. \"Mas agora, entendo que tenho de o ser... porque sou sensato.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_129_Mars_LocHeroName" "Mars"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_12_PhantomLancer_LocFieldNotes" "Azwraith observava a gentil corrente do rio, enquanto agarrava a sua lança como se estivesse em batalha. Mas não tinha interesse em falar da mestria com a lança que usou na luta contra o Mago Terrível Vorn.
Dado que ele foi o único sobrevivente do massacre que o seu povo sofreu, não o podia censurar. Ele ignorou a minha pergunta, respondendo apenas \"Não tínhamos interesse nas guerras de outros. Até que outros trouxeram as suas guerras até nós.\"
Com isto, voltou a observar a água e os vários peixes que nela nadavam. Disse-me quais eram comestíveis e quais eram venenosos, quais eram fáceis de apanhar e quais dariam luta. Eu não tinha vindo para uma lição de ictiologia, mas era inútil tentar mudar de assunto.
Então tentei aproveitar este dia relaxado. Quase adormeci quando vi Azwraith a brincar desajeitadamente com a água, fazendo com que os peixes fugissem assustados em cardume para a outra margem do rio. Comecei a pensar que ele não foi feito para a vida simples de pescador... até que uma cópia dele apareceu na outra margem e trespassou três dos peixes que ele disse serem os mais comestíveis com um só golpe de lança. Afinal, os peixes eram mesmo deliciosamente comestíveis, e fizemos um festim junto à fogueira essa noite."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_12_PhantomLancer_LocHeroName" "Phantom Lancer"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_131_Ringmaster_LocFieldNotes" "Dizer que o ferreiro parecia um rochedo seria um insulto aos rochedos, mas aqui tínhamos um gigante a soluçar de choro. Estamos na sua oficina cheia de sucata onde ele fabrica peças suplentes para Cogliostro, o Mestre de Cerimónias.
\"Primêro eu disse não, de manêra nenhuma. Depois ele sacou daquela roda d'um raio. De repente, dou por mim a dar-lhe aquelas malditas engrenagens e eu e o mê filho estamos numa tenda a abarrotar para ver o espetáculo dele.\"
A tremer, ele retira as ligaduras do seu pé esquerdo, completamente trucidado por um número daqueles que pede a participação do público, chamado \"Espada ou Porrada\". Mas o que realmente o levou ao fundo foi quando começou a falar do seu filho, que Cogliostro \"voluntariou\" para participar num número de desaparecimento. Ele disse que libertaria o rapaz de dentro da \"Caixa\" se as engrenagens funcionassem.
Parece que funcionaram. Alguém bate à porta e ouve-se uma pequena vozinha a dizer \"papá?\". O ferreiro coxeia até à porta e abre-a. O que está à sua frente é mais mecanismo do que rapaz. Engrenagens expostas a rodar, molas a saltar, pequenos foles enchem-se e esvaziam-se. O trabalho do próprio ferreiro foi usado para o atormentar ainda mais.
\"Cogliostro disse-me para olhar por ti\", diz a abominação, inclinando a sua cabeça mecanicamente para o lado.
O ferreiro chora. E eu também. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_131_Ringmaster_LocHeroName" "Ringmaster"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_135_Dawnbreaker_LocFieldNotes" "Normalmente, quando me dizem \"vai em direção à luz\", é caso para me fazer revirar os olhos e pedir para falar com alguém com menos propensão para poesia dramática e que desse um bocadinho mais de informação. Mas, no caso de Valora, a Luz da Alvorada, era o melhor que os aldeões perto dos Bosques de Nightsilver me podiam dizer.
Tinham passado poucos dias desde que ela entrou naquela floresta negra, e testemunhas a quilómetros de distância afirmavam ter visto bolas de luz a aparecer sobre as árvores.
Por sorte, para esta viagem, não foram só relatos exagerados de aldeões de olhos arregalados que queriam aparecer no jornal. Graças à escuridão do Bosque de Nightsilver, tornou-se fácil seguir os clarões de luz. Para não falar na cacofonia cada vez mais alta do martelo de Valora a destruir madeira, pedra e oponentes.
Antes de ficar cego, que felizmente só durou uma semana, consegui vê-la: uma estrela viva, que destruía a escuridão que se aproximava com pura força de vontade.
Demasiada escuridão não é bom, acho que todos concordamos que se deve banir um pouco dela. Mas banir TODA a escuridão? Só luz pura e cegante o tempo todo? Só pude testemunhar um segundo da utopia de Valora, e as minhas retinas não gostaram da ideia."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_135_Dawnbreaker_LocHeroName" "Dawnbreaker"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_136_Marci_LocFieldNotes" "Foi-me dito que a Marci não falava, o que só me fez querer conhecê-la mais. Digo com toda a certeza, é extremamente raro neste mundo ter uma reputação como a da Marci sem a gabarolice parola que normalmente a acompanha.
Felizmente, conhecidos da Marci tiveram todo o gosto em falar por ela em troca de algumas moedas. Encontrámo-nos nos Bosques de Nightsilver, onde explorámos as suas memórias enquanto Marci andava de um lado para o outro, a olhar diligentemente para as árvores à espera do regresso da pessoa sob a sua proteção, a Princesa Mirana. Cada conhecido tinha uma história, que todos diziam ter visto em primeira mão e cada uma mais fantástica do que a anterior. Com os seus punhos, ou assim contavam, Marci matou bandidos, exércitos e até um deus ou outro.
Dada a aparência modesta da Marci, comecei a achar que isto era tudo disparates. Isto é, até que a Marci assobiou. Quando virei a minha cabeça, ela estava a correr para o bosque. Os conhecidos dela asseguraram-me de que não seria preciso ir atrás, então esperámos. Marci depressa regressou, coberta de sangue, a andar com uma imaculada Princesa Mirana a seu lado. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_136_Marci_LocHeroName" "Marci"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_137_PrimalBeast_LocFieldNotes" "Há quem sugira que o Monstro Primordial é só um bebé. Examinando os destroços em redor do que antes era a aldeia piscatória de Andujar, há que admitir que se assemelha a uma birra de uma enorme criança. Contudo, a devastação dá relevos de uma malícia que um bebé não seria capaz de compreender.
Edifícios inteiros transformados em escombros, docas que não passam de farpas, barcos despedaçados na margem. Nada que indicasse um motivo para esta destruição. Os aldeões? Foram-se. Espero que tenham fugido e não devorados.
Seja como for, Andujar junta-se à crescente lista de colónias que o Monstro Primordial removeu dos mapas. Houve um breve período de paz quando a criatura foi atraída para uma armadilha e aprisionada por Gleipnir, uma corrente mística feita para deter criaturas divinas. Mas não é possível ter um monstro tão poderoso e tão furioso preso por muito tempo. Agora vagueia pelas terras em liberdade.
Enquanto observo os estragos, não consigo deixar de pensar: se o Monstro Primordial é só um bebé, que os deuses nos ajudem se os pais dele aparecerem."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_137_PrimalBeast_LocHeroName" "Primal Beast"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_138_Muerta_LocFieldNotes" "O dono da estalagem delapidada e já sem cor devido ao sol limpava a sua testa. Mesmo à sombra que o estabelecimento oferecia no meio da desolada e poeirenta planície, estava um calor abrasador.
\"Ela veio de uma velha vila chamada Skirm, que costumava ser ali ao fundo\", disse ele. \"Ela era só uma mocinha.\"
\"Costumavam andar bandidos por estas bandas. Daqueles mesmo maus. Roubavam todas as vilas da região. Mataram-na a sangue frio. E à família também.\"
Ele serviu-me, e a ele próprio, mais um copo de um líquido esfumaçado que me queimava a garganta, mas que lhe soltava a língua. Desde que ele continuasse a falar, eu iria bebendo.
\"E depois... bem, ninguém sabe\", disse ele, olhando em redor antes de continuar. \"Ouvi dizer que ela venceu à própria Morte. Que anda em busca de vingança contra quem lhe fez mal.\"
Limpou a sua testa de novo, mas desta vez não foi pelo calor. O homem estava pálido como um fantasma.
\"Aqueles bandidos eram um bando impiedoso e cruel\", sussurrou roucamente. \"Meus deuses, a pena que eu tenho deles.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_138_Muerta_LocHeroName" "Muerta"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_13_Puck_LocFieldNotes" "Enormes borboletas multicoloridas esvoaçam entre as folhas cintilantes da Floresta de Faeshade, na zona sudoeste de Revtel. Durante a minha distração com a sua dança voadora, o Dragão-Fada conhecido como Puck aparece subitamente sobre o meu ombro direito.
\"Criatura curiosa\", diz Puck, com um tom hesitante e pouco natural, como se estivesse a imitar palavras que não compreende totalmente. \"Que tipo de ser és tu?\"
Antes de conseguir responder, Puck começa a esvoaçar em círculos em redor de uma traça vermelha especialmente grande, a rir-se. Observo por um momento e, de repente, Puck desaparece e reaparece sobre o meu ombro esquerdo.
\"Eu perguntei-te que tipo de ser és tu\", repetiu Puck, com um toque de irritação na sua voz. Dizem que os Dragões-Fada vivem mais do que mundos inteiros. Mas parece que isso não significa que sejam pacientes.
\"Sou um elfo silvestre\", respondo a balbuciar. Puck estica uma das suas quatro mãos com três dedos e examina a minha cara. Os dedos são suaves como o ar e cheiram a flores e a enxofre.
\"Mas tu não és silvas\", responde Puck. O seu sorriso não me dá nenhuma indicação sobre se está a brincar ou a acusar-me de mentir.
Puck desaparece outra vez. As borboletas dispersam e a floresta cai num silêncio de morte."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_13_Puck_LocHeroName" "Puck"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_145_Kez_LocFieldNotes" "O Bico Torto, uma taverna sofisticada no meio das nuvens em Eyrie, está lotada. O que é normal no Dia da Ascensão, mas este ano é diferente.
Outrora estaria cheia de nobres, mas agora pequenas pessoas-pássaro também estão entre a multidão. Uma passa uma bebida à descontraída figura sentada à minha frente, e dá-lhe uma amigável palmada nas costas.
\"Eu não fiz isto pela glória, mas tenho de admitir, é um belo bónus\", diz ele.
Conhecido como Kez, ele usou aço e astúcia para ajudar a derrubar Imperia, a Rainha Usurpadora. Não foi tarefa fácil, mas foi assim que ganhou, para ele e para todo o seu povo Não-Voador, o respeito que há muito era negado. Até então, eram apenas vistos como um povo inferior pelos orgulhosos Skywraths.
\"Tivemos ajuda\", admite Kez. \"Foi preciso, não posso negar. A Imperia não ia abdicar da coroa facilmente. Custou muito sangue.\"
Hoje em dia, Kez vagueia pelas terras em busca de injustiças para corrigir, geralmente só voltando a Eyrie no dia da grande festa da cidade. Outro Não-Voador passa-lhe mais uma caneca.
\"As bebidas grátis também são um belo bónus\", diz Kez, a sorrir."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_145_Kez_LocHeroName" "Kez"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_14_Pudge_LocFieldNotes" "A Goodkind agiu como se mandar-me escrever sobre o Pudge fosse um grande favor, mas eu sei bem. Quem é que quer saber se os leitores adoram histórias da sede de carnificina do Pudge? Não são eles que se têm de aproximar dos seus ganchos e, pior ainda, do seu cheiro. Não são eles que têm de atravessar lama, vísceras e outras substâncias que prefiro nem pensar.
Mas ao observá-lo de uma distância segura fora de Quoidge, concluí que o Pudge tem mais nuances que eu assumia ter. Ainda é nojento, não se iludam, mas ao olhar para lá da profanação, começa-se a reparar que a carnificina do Pudge segue um método.
Ele come de tudo, mas prefere aqueles que ainda estão a gritar, mantendo-os vivos o máximo de tempo possível enquanto lhes retira partes do corpo, uma a uma, espetando pedaços soltos de carne facial no gancho.
Se essa parte é para guardar comida para depois ou para decoração, isso não sei. Não tinha interesse em aproximar-me para descobrir. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_14_Pudge_LocHeroName" "Pudge"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_14_Pudge_LocPersonaFieldNotes" "O cangalheiro de Rosa Lacrimosa ainda estava a coser os cadáveres quando cheguei. Todos os membros de uma família proeminente tinham morrido num acidente de carruagem. Ao princípio, irritei-me por ter dado ouvidos ao miliciano embriagado. Este tipo de acidente era trágico, claro, mas invulgar?
Ao ver esta pergunta estampada na minha cara, o cangalheiro apontou para os corpos, dispostos numa série de mesas como berços de mármore. Depois vi o que havia de invulgar: juntamente com os esperados ossos partidos e cortes profundos, os corpos estavam cobertos de pequenas lacerações e chagas, algumas com fios a sair da carne. Vi dedos amputados, olhos que pareciam ter sido arrancados das órbitas, pequenos pedaços de pele e carne esfolados.
Antes de ser internado num asilo, o condutor sobrevivente falou a eito acerca de um peluche encontrado na beira da estrada durante uma paragem para descanso. Uma coisinha feia. As crianças adoraram-no. Descansem em paz. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_155_Largo_LocFieldNotes" "Combino encontrar-me com Kerrick, Mossgrave e Quibbins no Cabeça de Codorniz, um bar à beira-mar popular entre escritores por ser tranquilo e (na maior parte das vezes) livre de rixas, para compararmos os nossos apontamentos. Mas quando chego, já estão sentados com um estranho, de larga estatura e pele verde, a carregar um instrumento de cordas às costas.
\"Assim do nada, ele sentou-se connosco\", gagueja Kerrick, apologético. \"Ele é...\"
\"Chamo-me Largo\", interrompe o estranho, enquanto me sento. \"Aqui a malta estava mesmo agora a contar-me tudo sobre os Escribenários\".
É invulgar alguém querer entrevistar cronistas como nós. Interessarmo-nos pelos outros costuma ser o nosso trabalho. Pergunto a Largo de onde ele vem, ao que ele responde com um gesto em direção ao mar e um vago \"Eh, vim de longe\".
Ele continua a picar-nos com perguntas de uma maneira amigável e desarmante. Acabamos por baixar as defesas habituais e a falar abertamente sobre os Escribenários. Até o Mossgrave, sempre sério, mostra-se estranhamente falador com o recém-chegado.
Por fim, Largo levanta-se e, com um alegre \"obrigado, pessoal\", salta para cima do balcão e começa a cantar uma bela badalada ondulante protagonizada por nós os quatro. O refrão é um coro entusiástico, fácil de acompanhar: \"Senão, quem é que acreditaria em nós?\"
Pela primeira vez, o Cabeça de Codorniz está em alvoroço. Num instante, todos no bar juntam-se à serenata, a cantar uma canção sobre os Escribenários. E, apesar de sermos um povo notavelmente reservado, reparo que ninguém à mesa se pareceu incomodar. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_155_Largo_LocHeroName" "Largo"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_15_Razor_LocFieldNotes" "Diz-se que, quando morremos, as nossas almas viajam até ao Labirinto Estreito, onde o nosso destino eterno é determinado. Parece uma fábula, feita para nos manter no caminho mais virtuoso, mas o homem de roupas rasgadas que me acompanha por entre a vasta multidão no bazar de Helio Imperium jura que é verdade.
\"É Razor quem guia as almas\", ele diz, a tremer. \"Com o seu chicote elétrico, mete-te a correr tão depressa que mal tocas com os pés no chão.\"
O homem, que se recusou a dizer-me o seu nome, conseguira escapar, de alguma forma, do Labirinto Estreito sob o olhar atento de Razor. Começa a contar-me a história da sua vida. Nem é tanto uma conversa, mas sim como se fosse alguém a argumentar pela sua defesa. Por fim, voltamos ao assunto do Razor.
\"Ele tem um livro com os nomes de todos os mortos\", diz o homem. \"Não sei se o meu ainda lá está depois de eu escapar, mas vou continuar a fugir. Não quero que ele se aperceba que desapareci e venha atrás de mim.\"
Subitamente, o ar enche-se de eletricidade estática. Apesar do céu azul, ouve-se um raio. E com isto, o homem desapareceu."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_15_Razor_LocHeroName" "Razor"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_16_SandKing_LocFieldNotes" "O bazar abrasador de Qaldin vibra de atividade. Vendedores gritam por entre o barulho das caravanas que chegam. Sente-se o cheiro de especiarias no ar. Dervixes rodopiantes dançam ritos misteriosos. Enquanto dou uma dentada numa espetada de borrego, comento com o meu guia o quão animado o reino parece ser no meio do deserto sem vida.
Wasim ri. \"O deserto tem muita vida! O Deserto Cintilante pensa. Move-se. E quando precisa de um corpo, é o Rei das Areias a quem recorre.\" Este avatar, elabora Wasim, aparece sob a forma de um enorme aracnídeo chamado Crixalis, ou \"Alma da Areia\". Ele inclina-se e diz-me \"E quem forjou a armadura que lhe permite esta forma? O Djinn de Qaldin!\". Os seus olhos reluzem de satisfação, ou talvez orgulho.
Pergunto, porque terá o Djinn feito isso? Wasim encolhe os ombros. \"Há quem diga que foi para dar ao deserto uma forma com que fosse possível regatear, para que as areias não engulam Qaldin. Outros dizem que foi para criar um monstro para atormentar as pessoas. Outros ainda, simplesmente acham que foi por ter piada.\"
Pergunto a Wasim porque é que ele acha que o Djinn invocou um escorpião mágico da areia.
Wasim ri. \"Quem sabe porque é que o Djinn faz seja o que for?\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_16_SandKing_LocHeroName" "Sand King"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_17_StormSpirit_LocFieldNotes" "Para um ser meio-Celestial que parece ser feito de eletricidade pura, Raijin Thunderkeg tem os pés surpreendentemente bem assentes na terra.
Ele é mais conhecido nesta região como Espírito da Tempestade, mas ele insiste que o trate por \"Raijin.\"
\"É o que os meus amigos me chamam e toda a gente que conheço é meu amigo\", diz ele, risonho.
É discutível, penso eu, enquanto ele me regala com história de batalhas onde lutou e venceu enquanto passamos pelas Terras Tempestuosas. Os relâmpagos preocupam-me, mas ele parece fazer com que os raios acertem apenas nele. Ele diz que fazem cócegas. Mais uma vez, acho discutível.
Raijin depois conta a história de como obteve o seu poder. Ao tentar invocar chuva com magia para ajudar o seu povo que passava fome, Raijin enfureceu o Celestial da Tempestade, que o tentou matar. Com outro feitiço que ele esperava usar para se sacrificar e salvar a sua aldeia, acabou por fundir mago e Celestial num só ser.
A sua disposição torna-se tão sombria quanto as nuvens de tempestade no céu, mas depressa se anima.
\"Agora tento usar os poderes da tempestade para fazer o bem\", sorri Raijin, e dá-me uma amigável palmada nas costas. A pancada é forte, mas é a eletricidade estática da sua mão que me lança para o ar. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_17_StormSpirit_LocHeroName" "Storm Spirit"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_18_Sven_LocFieldNotes" "Conchas e carapaças de caranguejo partem-se sob a armadura dos pés de Sven enquanto marcha pelas ensanguentadas areias da costa do Canal Estreito. Eu estava a segui-lo a vinte passos de distância há uma semana. Acenei uma vez. Sem resposta.
Ora aqui vai o que eu sei: ele corre como se estivesse a castigar o chão por estar sob os seus pés. Está tão à vontade na água como em terra, o que pode validar os rumores de que a sua mãe seria alguma espécie de criatura marinha. E é tão bom a caçar com a Lâmina Exilada como é a usá-la em batalha.
Nem estou a brincar. Vi-o a atirá-la a uma distância de 100 metros contra um gungadeer que estava a correr, trespassando-o mesmo na coluna numa árvore de Ironwood. Até ficou enfiado uns 15 centímetros enfiado dentro da árvore. Também deixou uma das coxas bem assadas do gungadeer junto à fogueira na manhã seguinte. Será parte do seu código pessoal de cavaleiro? Uma oferenda de paz? Talvez não tivesse fome.
Quando finalmente consegui a sua atenção, tentei dar início à entrevista e perguntei se era verdade que ele era meio-Meranth. Ele manda-me um olhar de soslaio, vai até um dos vários cais do Canal Estreito, atira-se com armadura e tudo, e desaparece nas profundidades negras do canal sem fazer uma única ondulação.
\"Sim\", escrevo. Termino assim a entrevista mais longa que alguém alguma vez tinha feito a Sven. Nada mau. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_18_Sven_LocHeroName" "Sven"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_19_Tiny_LocFieldNotes" "O ar sulfuroso no vale entre duas das montanhas mais pequenas de Vuurcrag fez-me tossir incontrolavelmente. Estou com problemas a conseguir acompanhar os largos passos do Gigante de Pedra, o Tiny. À medida que andamos, ele parece ficar cada vez maior. Alto, os passos dele estão a ficar mais longos? Está a absorver a rocha em seu redor para o seu corpo?
\"Sim, é possível que eu tenha começado como lava\", diz ele, respondendo à pergunta que eu não reparei ter feito em voz alta. \"Um destes vulcões pode ter-me criado. Obrigado, pequenito\", retumbou ele.
Encontrei-o a praticar os seus lançamentos de árvore nos limites de uma floresta num vale há umas horas. Quando comentei sobre as linhas arredondadas e concêntricas no topo da sua cabeça, sugerindo que poderia ser uma pista quanto às suas origens, ele pareceu ficar confuso. Disse que nunca as tinha visto. Depois de usar o meu prato refletor para ele as ver, podia jurar que o vi sorrir.
\"Uma vez subi ao topo do cume mais alto das Montanhas de Vuurcrag. De lá de cima, toda a cordilheira se assemelhava a esses círculos\", disse Tiny.
Enquanto escrevo isto, ele já se está a afastar. Ele ganha velocidade. Eu caio ao chão com um ataque de tosse. \"Boa sorte, grandalhão\", digo eu, a sufocar. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_19_Tiny_LocHeroName" "Tiny"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1_Antimage_LocFieldNotes" "A minha longa busca pelo Anti-Mage acabou, inevitavelmente, por me trazer de volta à Academia de Ultimyr — o local que ele teria todo o prazer em reduzir a cinzas juntamente com todos os seus ocupantes.
Depois de uma porta encantada confirmar a minha identidade, dirigi-me ao refeitório. Encontrei um dos meus informantes feiticeiros mais fiáveis exatamente onde o vi da última vez: sentado num banco, a olhar meio zonzo para uma caneca sem fundo de hidromel que se enchia sozinha.
Este era um sujeito que falava abertamente sobre qualquer assunto possível e imaginário, desde deuses furiosos que guardam rancor, passando por grandes guerras de magos até curiosidades sobre a lua. A única coisa que não queria falar, aparentemente, era sobre a pessoa que lhe mencionava. As lâminas das armas do Anti-Mage podem drenar magia? Ele respondia \"Deixa-me contar-te sobre as aranhas gigantes de Dreadwood\". É verdade que o Anti-Mage aprisionou os seus camaradas na Mansão Tyler? E ele: \"Eu sei onde podes comprar túnicas de alta qualidade a um preço razoável\". O Anti-Mage foi avistado recentemente?
Um arrepio. Ele já não sabia como mudar de assunto. Cansado, com uma sobriedade súbita e perturbada, olhou-me nos olhos e disse: \"Não me obrigues a falar dele\". Depois, virou-se de costas para mim, com um interesse renovado no hidromel que espiralava de volta na sua caneca. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1_Antimage_LocHeroName" "Anti-Mage"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_1_Antimage_LocPersonaFieldNotes" "Wei andava de um lado para o outro enquanto eu me sentava nos escassos aposentos do seu mentor na Mansão Tyler, o asilo para feiticeiros criminosos. No início, ficámos igualmente desiludidos. Esperava finalmente entrevistar o Anti-Mage. Ela estava à espera que um bater à porta trouxesse outra oportunidade \"divertida\" de matar um fugitivo. No entanto, quando mencionei que viera a mando da Goodkind, Wei sorriu e, com considerável entusiasmo, disse-me que sempre desejou em segredo ver o seu nome num livro. \"Mas não escrevas essa parte\", acrescentou. Fingi apagar estas frases que tu, leitor, acabaste de ler.
O decorrer da nossa discussão era como tentar conter um rio. Uma história sobre o massacre da sua família às mãos de uma bruxa saqueadora parou de repente e transformou-se num ensaio sobre a dieta rigorosa do Anti-Mage, que se transformou imediatamente numa anedota acerca da primeira cabeça que ela arrancou a um feiticeiro e, depois (e saiba-se lá como), transformou-se numa recomendação do único livro na estante do seu instrutor que não era \"super aborrecido\".
Por fim, perguntei se podia contar-me como é que o Anti-Mage a encontrara. \"Claro. Essa é a história perfeita para a tua coletânea.\" Depois de organizar os seus pensamentos, ela acrescentou: \"Desculpa, onde ficámos?\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_20_VengefulSpirit_LocFieldNotes" "\"Podes chamar-me Shendelzare\", diz a rainha de Eyrie com bondade.
O outro nome pelo qual ela é conhecida sugere uma obsessão por... vingança. No entanto, pelos vistos, ela governa o reino de forma excecional e parece ser amada por todos. Sem dúvida contribui o facto de que a sua antecessora no trono, a sua irmã Imperia, era uma ditadora cruel e perversa. Para quem quer ser um governante popular, suceder a alguém assim ajuda bastante.
Sobretudo porque Imperia tinha começado por roubar o trono a Shendelzare, cortando-lhe as asas num golpe palaciano e atirando-a da torre mais alta. O local onde caiu seria o seu túmulo eterno, não fosse um encontro fortuito com uma astuta deusa errante, que lhe salvou a vida.
Ou algo do género. Durante anos, ela esteve num estado que não era totalmente vivo nem morto. Suponho que venha daí a parte do \"espírito\" na sua alcunha. E assumo que a parte da \"vingança\" surja do facto de a sua irmã malvada lhe ter roubado o trono e quase a ter assassinado.
Shendelzare parece finalmente ter encontrado paz de espírito. Qualquer vingança que a movia foi saciada (e ela também, para que conste, parece consideravelmente mais corpórea agora). Depois de uma revolta e um regicídio, tudo parece estar bem no reino de Skywrath.
Ou quase tudo. Há também a questão dos Não-Voadores, uma casta de criaturas aviárias que se aliaram a Shendelzare para ajudar a derrubar a sua irmã, em troca de tratamento justo no reino. Parece que estão a fazer os possíveis para que ela honre a sua parte do acordo, mas nem tudo tem sido fácil.
Mesmo assim, ela está confiante de que pode trazer a paz, desde que ela própria seja justa e imparcial — por outras palavras, desde que ela não seja como a sua irmã. Ela não parece muito interessada em vingança hoje em dia. \"A vingança pode ter-me dado um reino\", diz ela, \"mas não me pode dar o seu povo\"."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_20_VengefulSpirit_LocHeroName" "Vengeful Spirit"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_21_Windranger_LocFieldNotes" "As árvores no exterior de Zaru'Kina parecem mover-se em uníssono com a mão de Lyralei. Infelizmente, a mesma brisa que empurra e puxa os ramos também me deixa no limiar do arrepio. Há sempre um qualquer percalço.
\"Ah, desculpa\", diz ela, encolhendo os ombros, mas ainda cheia de entusiasmo.
Ela tira a capa e a oferece-a a mim. Apesar da minha hesitação justificada antes de receber presentes de \"amigos\" novos, ainda assim cubro-me nela com gosto.
\"Perguntaste-me como posso amar o vento depois de uma tempestade ter morto os meus pais\". A seguir, com a mesma leviandade estranha, diz: \"Mas o que não entendes é que o vento, sim, é o meu pai e a minha mãe verdadeiros - e não aqueles. É mais minha mãe do que quem me deu à luz. Ele canta ao embalar-me e passa os dedos pelo meu cabelo.\"
Sem pensar, ela gesticula outra vez, fazendo com que as faíscas da nossa fogueira soprem em direção a mim. Recuo. Ela pede de novo desculpas e ri-se.
\"A minha mãe hoje está muito agitada, não está?\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_21_Windranger_LocHeroName" "Windranger"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_22_Zeus_LocFieldNotes" "No exterior da taberna de Nightshade, os relâmpagos perfuram o céu de tal maneira que os seus clarões luminosos são visíveis por entre as portadas de madeira desgastadas que resguardam da chuva. Uma tempestade tão forte só pode querer dizer uma coisa:
Zeus está furioso.
Efetivamente, a porta do estabelecimento é arrombada e o Pai dos Deuses em pessoa (ou em divindade) entra com marcha pesada.
\"A sua mesa está pronta!\", diz o moço encorpado, num tom subserviente. Logo, põe-se a correr para uma mesa no centro da sala, espantando os clientes ali sentados. Um olhar para as faíscas que saltam dos olhos e das pontas dos dedos de Zeus serve de aviso para os outros clientes, de que é melhor abrirem alas.
Zeus aproxima-se e senta-se pesadamente num assento que range sob o seu peso. Uma caneca de cerveja é metida à sua frente antes de sequer pedir.
\"Durante quanto tempo mais devo continuar a provar o meu valor entre estes mortais antes de poder regressar ao Olimpo?\", berra. O moço profere: \"... certamente não por muito mais\", antes de perceber que mais vale ficar calado.
Os olhos de Zeus percorrem uma moça avantajada antes de abanar a cabeça e engolir a bebida. Já se tinha aventurado muitas vezes antes, o que levou a sua esposa a expulsá-lo.
\"Mais batalhas me esperam\", suspira ele alto, antes de marchar pesadamente de volta para o aguaceiro. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_22_Zeus_LocHeroName" "Zeus"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_23_Kunkka_LocFieldNotes" "Ondas imponentes caíam sobre os penhascos na beira a oeste da Ilha Trémula. Guardei uma distância segura da saliência enquanto eu e um pastor de cabras claddiano chamado Tarn vagueávamos pela planície adjacente.
\"Aconteceu tudo lá longe\", disse Tarn, apontando para o mar. \"Os demónios vieram em bandos, e a nossa marinha estava ocupada a tentar contê-los.\"
\"Outras frotas teriam sido subjugadas num instante\", afirmou. Outras frotas não tinham Kunkka. O Almirante sereno guiou o ataque e tentou a pior das sortes, recusando-se a considerar a retirada ou a rendição, à medida que, navio por navio, todos se afundaram.
\"Os magos dirão que ajudaram, e talvez tenham ajudado, mas se me derem um navio com Kunkka ao leme, terei a sorte do meu lado\", disse Tarn.
É claro que tanto a marinha demoníaca como a de Cladd não estiveram à altura de Maelrawn, o enorme monstro marinho que emergiu das profundezas e tudo devastou. Há quem diga que a criatura afundou o navio de Kunkka, mas Tarn recusa-se a aceitar.
\"Ainda se pode ver o navio dele a patrulhar estas águas em noites claras\", afirma. \"E enquanto ele estiver por perto, estamos em segurança.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_23_Kunkka_LocHeroName" "Kunkka"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_25_Lina_LocFieldNotes" "O sol irradia num céu deserto de nuvens sobre Misrule.
O raio de calor da Lina frita o enorme escorpião de que nem dei conta até quase ser tarde demais. Cheira a faisão, ainda que seja o faisão menos apetitoso de todos. \"Por aqui\", diz a Lina, pontapeando o cadáver de oito patas pela duna abaixo enquanto caminha para a boca da gruta.
\"Conheci o dragão do deserto quando tinha nove anos. Ele acha-se uma espécie de figura paterna reptiliana. Por isso, nada de movimentos bruscos ou então...\" ‑ e logo o demonstra produzindo uma bola de fogo.
\"Entendido.\"
Viramos a esquina e encontramo-lo a desenrolar-se, com uma pupila fendida e carrancuda fixada em mim. Depois pisca, abana-se como um cão e desata-se a rir às gargalhadas.
\"Já podes respirar\", sugere-me a Lina.
Usando a própria chama, os dois recriam as maiores batalhas da Lina; as histórias são tão impressionantes como a exibição estonteante de pirotecnia.
De seguida, o espetáculo descamba com a Lina a queimar pictogramas pouco lisonjeiros da irmã na parede da gruta, ficando cada vez mais agitada no processo. Despeço-me em silêncio, feliz por ser filho único. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_25_Lina_LocHeroName" "Lina"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_26_Lion_LocFieldNotes" "\"Reclamei milhares de almas\", diz o demónio Azagar do círculo de invocação que o mantém contido. \"Cada demónio precisa de reclamar 10 000 para que seja promovido a arquidemónio. Só me faltavam duas.\"
Azagar tinha sido uma das estrelas mais brilhantes do inferno. Tinha recolhido as almas mais puras, enganando autoridades religiosas, altruístas e até um santo autêntico. O Lion, o Bruxo Demoníaco, estava entre os seus maiores prémios.
\"Ele sempre fez pelos coitados\", diz o demónio. \"Mas se havia uma coisa que ele amava mais do que fazer o bem, era a adulação que daí recebia.\"
Azagar prometeu ao Lion fama e glória sem fim, mas só se seguisse as suas ordens. O demónio distorceu o sentido de certo e errado do Lion, reorientando os seus esforços contra os justos. Assim que a alma do Lion ficou absolutamente corrompida, Azagar abandonou-o, regressando ao inferno com a sua alma e deixando o feiticeiro enfrentar o mal que tinha causado.
\"Estava a elaborar planos para corromper um sacerdote devoto em troca da minha 10 000.ª alma quando o Lion apareceu no inferno exigindo de volta a própria alma\", disse Azagar.
Mas não há devoluções no inferno. O Lion não conseguiu recuperar a sua alma. Então, em vez disso, ficou furioso e cortou a mão do demónio. Quando voltou do inferno, estava cheio de raiva e ódio.
\"Ouve lá, sabias que se tirares um mês de férias para descansares da recolha de almas, a tua contagem volta a zero?\", pergunta Azagar amargamente. \"Não fazia ideia.\"
\"Por isso, tive de começar do zero. Olha, parece que estás a ficar sem tinta. Eu poderia dar-te um abastecimento vitalício. Mas isto por um preço.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_26_Lion_LocHeroName" "Lion"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_27_ShadowShaman_LocFieldNotes" "Rhasta, o chamado Xamã das Sombras, estendeu as mãos. Com um ligeiro descontentamento e não tão ligeira desconfiança (não sou um idiota, afinal), estendi-lhe as minhas. A reputação do troll, quanto muito, era duvidosa e eu sabia que estes tais \"xamãs\" eram mais hábeis a ludibriar as suas vítimas do que a fazer amizade com os mortos. Rhasta fechou os seus intensos olhos brancos e entoou uma melodia.
Lá vem o logro, pensei. Mais um desperdício de tempo e dinheiro. Mas, à medida que a melodia continuava, agarrou-se a algo no fundo da minha mente. Era tão familiar, quase como um cheiro que nos puxa a alma à procura de uma memória. Rhasta fez um estalo com a língua e fez-me uma pergunta muito pessoal, que não partilharei aqui.
Tentei disfarçar a minha reação enquanto Rhasta começava a falar com um novo tom, como se alguém que eu conhecera há muito tempo estivesse a usar a garganta dele para falar. Depois de ele (ou, melhor dizendo, ela) ter dito o que tinha a dizer, Rhasta abriu os olhos.
Com um sorriso macabro estampado no rosto, levantou o seu grande chapéu.
\"Agora vem a melhor parte: o teu donativo.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_27_ShadowShaman_LocHeroName" "Shadow Shaman"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_28_Slardar_LocFieldNotes" "O pequeno esquife de madeira-verde, emprestado do amigo de um inimigo de um inimigo, balança caoticamente sobre as ondas agitadas de Shadeshore enquanto remo contra o vento. É sempre contra o vento. Obrigado, Goodkind.
Uma barbatana verde surge e depois bate na água, num gesto de boas-vindas. É o meu contacto. Com um salto acrobático, a Naga, uma antiga guarda da Tesouraria Submersa, emerge ao lado do meu esquife e exige um pagamento adiantado. Ela também menciona repetidamente que está \"atualmente sem um parceiro\".
Assim que lhe pago (em moedas e apenas em moedas), ela conta como ela e o Slardar perseguiram uma vez um Meranth que tinha roubado uma espécie de bastão de fogo e fugido para as profundezas. Os Slithereen não se importavam que o dispositivo fosse praticamente inútil debaixo de água, onde o seu fogo se extinguia antes ligar a ignição. O importante era o princípio da coisa.
Então, quando o impiedoso Slardar o alcançou, arrastou o ladrão para a praia, prendeu-lhe a ponta do bastão na barriga e cozinhou-o vivo em fogo brando durante um dia inteiro.
\"O fedor era insuportável\", sibila a Naga com admiração. \"Mas o Slardar deu-lhe uma lição de vida para levar para a campa.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_28_Slardar_LocHeroName" "Slardar"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_29_Tidehunter_LocFieldNotes" "As praias a sul de Porto Fumo são uma extensão de areia branca imaculada e intocada, com mais de um quilómetro de comprimento, entrelaçada por laços soltos de nevoeiro que desciam do porto. Quando a neblina é especialmente densa, pode até engolir a tabuleta que diz \"PROIBIDO NADAR\" colocada junto à margem. Por isso, como precaução, a câmara municipal de Porto Fumo colocou uma tabuleta de poucos em poucos metros. Não é um detalhe que queiram que passe despercebido.
\"A zona foi outrora um destino para viajantes abastados\", conta Pellen, o dono de um resort turístico agora desolado, situado a alguma distância da praia.
\"Tantos comerciantes costumavam visitar\", diz ele, num tom sério. \"Traziam as famílias para uma semana de descanso ou vinham fechar negócios com outros comerciantes.\"
Mas depois chegou a criatura conhecida como \"Caçador das Marés\".
Primeiro, houve uma agitação na água. Depois, ouviu-se o primeiro grito. Seguiram-se mais gritos, e depois muitos mais. Quem estivesse na água era presa fácil. Alguns em terra tiveram uma hipótese de escapar, mas só porque eram muitos. O seu assassino era metódico e jubilante, e chacinou-os sem piedade.
\"Aquela água azul ali? Ficou vermelha. A areia branca da praia? Demorou meses até que a maré lavasse o sangue\", diz Pellen. \"Isto foi no ano passado. As pessoas ainda não começaram a voltar. Talvez nunca mais voltem.\"
Ele endireita uma das tabuletas. \"Uma praia onde não se pode nadar. Não os censuro.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_29_Tidehunter_LocHeroName" "Tidehunter"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_2_Axe_LocFieldNotes" "De todos os heróis que alguma vez pisaram o Plano Terreno, muito poucos quase nenhum absolutamente ninguém consegue fazer sombra ao grande Mogul Khan, ou Axe Poderoso Axe o Grande e Poderoso Axe, como ele é universalmente conhecido. Tendo presenciado a sua brutalidade arte de perto, posso afirmar sem hesitação que ele é dos heróis mais corajosos sem sombra de dúvida o lutador mais corajoso de todos os tempos.
O General da Névoa Vermelha, o maior dos Oglodi, é tão inabalado pela morte inabalado pela morte, o que significa que não é intimidado por ela charmoso quanto mortífero.
Ele é também notavelmente interventivo no que toca ao seu próprio legado. Na verdade, não seria mentira sugerir que ele não me desincentiva frequentemente a registar as suas inumeráveis virtudes.
Mogul diz-me que gostou da última frase sobre as suas inumeráveis virtudes. Também quer que eu anote que ele não me está a obrigar a escrever tudo o que ele diz sobre o quão incrível ele é.
Mas ele é também extremamente incrível. Isto também eu escrevi, por iniciativa própria. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_2_Axe_LocHeroName" "Axe"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_30_WitchDoctor_LocFieldNotes" "\"''Tás à procura d'uma cura? Ou talvez d'uma bela maldição p'ra ex-amantes?\"
O curandeiro Zharvakko cambaleava pela sua cabana, a maior da sua aldeia nas selvas da Ilha de Prefectura. As prateleiras decadentes estavam recheadas de um amontoado de amuletos entrelaçados, lagartos mortos e um sortido de caveiras. Tantas, tantas caveiras.
\"Se há algo que precisas, vieste ao curandeiro certo\", disse ele, com uma jovialidade que eu não esperava.
O seu entusiasmo esmoreceu quando expliquei que eu não vinha em busca de curas ou maldições, mas voltou a animar-se quando lhe disse que podia pagar — não pelas suas poções, mas pela sua história.
\"Queres saber a m'nha história? Quanto tempo tens?\", perguntou ele, a rir-se. \"Eu tenho a m'lhor história.\"
\"Quando eu era catraio, muitos anos atrás, eu 'tava aleijado, muito feio. Mas os deuses, eles são misericordiosos. Deram-me poderes. Consertei-me sozinho.\"
Ele endireitou-se o melhor que podia, o que quer dizer que continuou corcunda e desengonçado. Estendeu os braços e inspirou fundo, com orgulho, derrubando uma pilha de ossos.
\"E agora... 'tou com bom aspeto, não 'tou?\"
Uma caveira rolava até aos meus pés. Só sei que não tinha nem coração nem coragem para lhe dizer o contrário."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_30_WitchDoctor_LocHeroName" "Witch Doctor"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_31_Lich_LocFieldNotes" "Simplesmente não vejo uma maneira como um poço sem fundo poderia vir a existir. Para ser exato, consigo ver cinco maneiras.
Um: é um túnel através do planeta. Dois: um portal para um vazio infinito. Três: um portão para o esquecimento. Quatro: uma dilatação temporal que abranda a queda até a transformar numa eternidade. Cinco: algo completamente diferente.
Enche um poço com água e ficas com uma lagoa. Tira-lhe o fundo e ficas com a Lagoa Negra. Ninguém a estudou mais de perto, se bem que involuntariamente, do que o Lich. Outrora Ethreain, um mago do gelo e um tirano, foi deposto. Depois, foi atirado lá para dentro. Passou um ano a cair e incontáveis anos mais preso numa saliência rochosa. Foi tempo de sobra para ruminar.
Perguntei-lhe se a lagoa era mesmo sem fundo. Ele sorriu. O seu rosto é um crânio sem lábios, logo não sabe fazer outra coisa. Mesmo assim, é perturbador.
\"Já me perguntaram isso uma vez. Anhil? Um sujeito curioso. Demasiado curioso.\" Aproximou-se e, com uma voz alegre, disse: \"Adoro o sabor de geomantes imprudentes.\"
Esqueçam a Lagoa Negra. A depravação de Lich é que não tem fundo. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_31_Lich_LocHeroName" "Lich"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_32_Riki_LocFieldNotes" "As ruas de Slom estavam cheias de nevoeiro. A luz ténue dos lampiões deixava muito do chão à sombra. Não que eu tivesse dado por ele a aproximar-se, mesmo sob a luz do sol do meio-dia. Apresentou-se a mim na forma de uma lâmina encostada à minha garganta.
\"Porque é que andas aí a perguntar sobre mim?\" Sibilou o Riki. \"Fala agora. Não tenho todo o dia para decidir se vives ou morres.\"
Tinha ouvido dizer que o exército que tinha assassinado a sua família real estava agora instalado em Slom. Quando cheguei para falar com eles, os poucos que não tinham sido emboscados e mortos tinham já fugido. Falando devagar – e com o aço à minha garganta servindo-me de cautela para não mover as cordas vocais de maneira demasiado imprudente – perguntei ao meu raptor se os assassinatos lhe tinham saciado a sede de vingança.
\"Vingança?\" – pareceu genuinamente surpreendido. \"Que vingança? Eu não tinha grande amor pela minha família. Nem tinha direito ao trono.\"
\"Eu não matei os assassinos deles por vingança. Matei-os porque podia.\"
E, com isto, ele foi-se embora. À parte das palpitações no meu peito, não havia qualquer sinal de que ele tivesse estado ali."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_32_Riki_LocHeroName" "Riki"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_33_Enigma_LocFieldNotes" "As histórias sobre quem ou o que é o Enigma variam muito: um alquimista amaldiçoado, um buraco negro vivo ou a encarnação do próprio abismo. Não tinha grande vontade de me encontrar com nenhum destes.
A minha melhor pista foi um diário de um tal Jovat Kazran, que me foi oferecido pelo filho de um alquimista que tinha enlouquecido.
\"Fico feliz por me ver livre dele\", disse ele, quase desculpando-se. \"Sugiro que não leia.\"
Apesar do aviso, tentei. Admito que o livro ultrapassa-me: basicamente, ruminações obscuras sobre magia negra. Não facilitou faltar-lhe a última página. Procurei um especialista no assunto para mo explicar, o que me colocou no encalço de outro alquimista chamado Cedric.
Encontrei o seu laboratório num sótão a céu aberto onde se podia ver as estrelas. Livros e garrafas estavam espalhados por todo o lado. Círculos arcanos estavam desenhados com giz vermelho sobre o chão de pedra, rodeados por cotos de velas. Mas Cedric já há muito se tinha ido.
Beco sem saída, missão terminada. Era suposto ser um alívio. Em vez disso, senti uma grande inquietação. Um livro a prometer a imortalidade com a última página em falta. Suspeitei que não seria o último a tentar encontrá-lo. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_33_Enigma_LocHeroName" "Enigma"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_34_Tinker_LocFieldNotes" "Mesmo após anos de desuso e abandono (as paredes das cavernas pingam com um líquido que, ao inspecionar mais de perto, sugere não ser água), os Arquivos Violeta estavam ainda mais arrumados do que um casebre comum de um Keen. Esperei e consegui contornar as armadilhas mortais que eles frequentemente têm gosto em deixar aos visitantes curiosos do seu repositório de sabedoria. Foi preciso vasculhar à farta, mas depois de me esquivar dos tiros de canhão e da armadilha de lanças num corredor que levava a uma sala lateral (e a um poço de espigões), acabei por encontrar as notas de Boush que recontavam o chamado incidente do Planalto Violeta.
Não percebo nada de engenharia, mas tinha conhecimento suficiente para ao menos seguir os rabiscos de Boush. A sua obra ia muito além de qualquer outro Keen que tivera o desprazer de conhecer. Boush dominara a própria luz, usando tubos metálicos e orbes intrigantes para contorcê-la à sua vontade.
O tom dos diários passou do êxtase para o pânico quando Boush inevitavelmente perdeu o controlo de uma nova geringonça concebida para criar um escudo de defesa interplanar. A luz dobrou e redobrou-se sobre si mesma a ponto tal que, como uma mola no limiar da tensão, se desenlaçou violentamente e abriu um buraco entre o nosso mundo e um outro mais obscuro.
Assim concluiu o penúltimo diário dos Arquivos. Abri o último e vislumbrei uma única entrada: \"Escudo de Defesa Interplanar: Segunda Tentativa...\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_34_Tinker_LocHeroName" "Tinker"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_35_Sniper_LocFieldNotes" "Kardel recusou ser entrevistado a menos que eu entrasse neste joguinho tonto e um tanto suicida. Caminhando a cem passos dos seus, levantei um pedaço de papel arrancado do meu diário com um rosto mal esboçado. Num piscar de olhos, um tiro zuniu acima, deixando um buraco no centro do alvo.
\"Recua cem passos mais\", gritava. Então, arranquei outra página e caminhei ainda mais para trás. Mais uma vez, o tiro acertou em cheio.
\"Recua ainda mais.\" E eu recuei. \"Não, mais longe.\" Mal conseguia vê-lo ao longe, quanto mais ouvi-lo. Mais uma vez, o tiro foi certeiro.
Mais tarde, enquanto falávamos e bebíamos cerveja, Kardel revelou o seu conflito na condição de um Keen que era alvo da desconfiança de outros Keen, graças a uma profecia absurda qualquer. Normalmente só lhe reconheciam a figura aqueles que tinham muito dinheiro a gastar e precisavam de alguém morto. De entre todas as pessoas, foi comigo que Kardel encontrou uma breve folga para a sua solidão. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_35_Sniper_LocHeroName" "Sniper"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_36_Necrophos_LocFieldNotes" "Uma espessa camada de putrescência envolveu o vilarejo de Brylswood como uma mortalha fúnebre. Ofegando por entre vestes pesadas, percorria as ruas silenciosas à procura de alguém que pudesse falar-me de Rotund'jere, o monge corrupto.
Passara não há muito. Isso era claro pelos cadáveres tumefactos que se amontoavam nas ruas. Estavam cobertas de pústulas enegrecidas, a maior parte já rebentadas, encharcando o chão com uma espécie de icor fétido que se recusava a secar completamente.
Alguns tinham tossido o que presumo ser sangue. Outros, misericordiosamente, parecem ter morrido antes que a doença lhes chegasse aos pulmões.
Esperava que o tempo que tivesse passado desde que Rotund'jere visitou Brylswood fosse suficiente para deixar a peste se dissipar. Ainda assim, não toquei em coisa alguma até sair de lá.
Passaram já 24 horas desde que saí e cada comichão na minha garganta me faz ainda destilar com pânico. Se a minha vida estiver para ser ceifada pela doença de Necrophos, seria bom que tal já tivesse acontecido."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_36_Necrophos_LocHeroName" "Necrophos"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_37_Warlock_LocFieldNotes" "\"Ele não é bem-vindo aqui\", resmungou Umboldt Tarnath, o reitor da Academia de Ultimyr.
No seu altivo gabinete, que é também uma biblioteca ornamentada (e ainda um laboratório abobadado), o reitor andava de um lado para o outro enquanto se queixava de Demnok Lannik, mais conhecido como Warlock.
Lannik começou a destacar-se enquanto Curador Chefe e Diretor de Aquisições nos Arquivos Arcanos da Academia de Ultimyr. A sua reputação cresceu quando revelou um talento sem precedentes para as artes mágicas.
Infelizmente, também demonstrou uma paixão doentia pela adulação e uma obsessão maníaca pelo domínio dos poderes arcanos. Insatisfeito com a feitiçaria comum, procurou rituais obscuros e perigosos. A sua mania consumiu-o, empurrando-o por caminhos cada vez mais sombrios.
\"Por fim, esculpiu um bastão de madeira dos bosques de Dreadwood e usou-o para invocar um demónio, o que é muito proibido no recinto escolar\", disse Tarnath.
Agora, diz-se que Lannik está a escrever o seu próprio grimório das trevas, que Tarnath acredita conter feitiços proibidos e encantamentos sinistros.
\"Isso vai longe demais para Ultimyr\", silvou o reitor. \"Por isso, não, ele já não é bem-vindo aqui. E um dia, alguém vai ter a coragem de lhe dizer isso.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_37_Warlock_LocHeroName" "Warlock"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_38_Beastmaster_LocFieldNotes" "Na grande cidade arruinada de Slom, um ajudante de estábulo jura que, uma vez, Karroch deixou um javali atordoado. Não fisicamente, mas com uma resposta que deixou o animal sem saber o que fazer.
\"O javali grunhiu para ele. E ele grunhiu de volta. O javali ficou sem palavras.\"
Muitos chamam-lhe \"Mestre das Feras\", mas Karroch rejeita o título. Perguntei-lhe que título ele prefere. \"Amigo das Feras\", resmungou.
Karroch cresceu entre a coleção real de feras: leões, macacos e criaturas ainda mais exóticas. (\"Eu costumava limpar o lugar\", acrescenta o ajudante do estábulo. \"Já alguma vez viste esterco de grifo? Tem um aspeto de que não estás à espera.\")
Uma das criaturas falou — não em voz alta, mas telepaticamente — e implorou por liberdade. O rei riu-se e depois espancou-a até fazer sangue jorrar. Karroch tentou curá-la, criando um laço de amizade no meio de uma tentativa desesperada para salvar a sua vida.
Na noite em que finalmente morreu, a criatura entoou um canto fúnebre que ecoou pelas paredes da coleção de feras no palácio. Depois, o som de uma alma solitária, a chorar em silêncio. Depois, nada. E então o som de uma centena de jaulas a serem abertas, lentamente, de forma metódica, uma a uma.
O rei foi encontrado massacrado na manhã seguinte, por cascos e bicos, dentes e garras. Não se sabe qual foi a última coisa que ouviu. Mas, pelo olhar no seu rosto, não ficou feliz por a ter ouvido. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_38_Beastmaster_LocHeroName" "Beastmaster"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_39_QueenofPain_LocFieldNotes" "Uldamine, uma autodenominada historiadora da cidade arruinada de Elze, cujos livros tinham uma popularidade invulgar, levantou os olhos do caos de páginas que examinava. Ofereceu-me um sorriso frio.
Na sua biblioteca desarrumada, tinha inúmeros livros volumosos, vários dos quais escritos por ela. Algumas das capas sugeriam que não eram puramente históricos.
\"Queres saber sobre Akasha\", retorquiu. \"Puxa uma cadeira.\"
Sentei-me e ela contou a história de Akasha, conhecida como a \"Rainha da Dor\". O último rei de Elze ordenara aos seus demonólogos que invocassem uma entidade dedicada a causar agonia.
Os cidadãos de Elze eram um povo religioso. A ideia de uma criatura ser invocada para torturar prisioneiros escandalizou-os. Quando descobriram que Akasha tinha sido, na verdade, invocada para torturar o rei nos seus aposentos, ficaram horrorizados.
\"Os seus uivos podiam ser ouvidos por todo o reino\", disse ela, um pouco corada. \"Escrevi tudo sobre isso num dos meus livros... deixa-me ir buscá-lo.\"
Enquanto procurava, mencionou que o povo de Elze depôs o rei devido aos seus... apetites. A morte do rei libertou Akasha, e agora ela espalha as suas tormentas por todo o lado.
\"Estou a escrever um livro sobre isso agora mesmo\", disse ela. \"Vai ser um sucesso.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_39_QueenofPain_LocHeroName" "Queen of Pain"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_3_Bane_LocFieldNotes" "Para um templo esculpido tão profundamente na superfície da Ilha Trémula há eras, escondido de olhos indesejados por magia arcana, a catedral de Nyctasha era notavelmente luminosa.
Arandelas cheias de tochas iluminavam o caminho a cada passo e as paredes estavam pintadas de branco para refletir a luminosidade.
\"Estas paredes eram outrora pretas e carmesim\", sussurrou uma Sacerdotisa de Nyctasha. \"Do tempo em que acreditávamos que o medo era somente uma emoção, um estado de espírito.\"
Isto vindo de uma discípula da deusa do medo, estas palavras causaram surpresa. No entanto, apesar de Nyctasha criar terror, não se regozijava nele.
\"Ela simplesmente irradiava o seu próprio medo para o mundo mortal\", explicou solenemente a Sacerdotisa. \"Mas era domado. Tinha um propósito. Nunca foi cruel.\"
Nunca cruel, isto é, até que os pesadelos da deusa deram à luz Bane: uma encarnação do medo tão grandiosa que Nyctasha a cortou da sua mente para não enlouquecer. E não dormiu desde então.
\"Foi aí que o medo se tornou outra coisa maior\", a Sacerdotisa estremeceu. \"Foi quando o medo se tornou um elemento.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_3_Bane_LocHeroName" "Bane"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_40_Venomancer_LocFieldNotes" "Na escuridão verde e fumegante das Selvas Ácidas da Ilha Jidi, sentei-me de pernas cruzadas diante do Chefe Ocot dos Yomocos, enquanto um jovem com uma capa de penas se esforçava por traduzir as palavras do velho caçador para a minha língua.
\"Antes\", disse o jovem, \"o povo de Aktok saqueava aqui. Levava filhos, levava filhas. Para sacrifício. Para acordar o deus-serpente.\"
O chefe cuspiu para o musgo. \"Deus mau. Devorava o mundo.\"
\"Mas agora\", continuou o jovem, gesticulando enquanto falava, \"muitas luas, nenhum saque. Vamos procurar. Espiamos nas árvores.\" Olhou para o seu chefe, que concordou. \"Foram-se. Aldeia inteira. Ossos no chão, cabanas partidas.\"
Perguntei se agora não estão aliviados. O jovem interpretou as minhas palavras e o velho soltou uma gargalhada sem alegria.
\"Não compreendes\", traduziu o jovem, baixando a voz. \"Não falharam. Acordaram Aktok. Vemo-lo a rastejar da terra. Pele verde. Flores nas costas. Dentes grandes e afiados. A pingar veneno.\"
O chefe aproximou-se, com os dentes enegrecidos de tanto betel, resmungando na sua própria língua. O jovem engoliu em seco antes de repetir as suas palavras.
\"Ele esgueirou-se para longe. Esperamos que não volte. Mas agora, Aktok está vivo.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_40_Venomancer_LocHeroName" "Venomancer"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_41_FacelessVoid_LocFieldNotes" "Dado o pouco que sabemos sobre os seres da dimensão remota de Claszureme, decidi estudar a criatura conhecida como \"Vazio Sem Face\" a uma distância segura. Claro que, quando o nosso objeto de estudo tem nomes como \"Vazio Sem Face\" ou \"Darkterror\", é difícil dizer exatamente o que pode ser considerado uma distância segura, se isso é sequer possível.
Felizmente (ou infelizmente), não tive muita escolha no assunto. Segui-o debaixo da densa canópia da Selva de Fellstrath durante... um dia? Cinco dias? Difícil contar. Mas sempre que vislumbrava o seu aspeto horrendo, os meus pés ficavam pesados, abrandando o meu passo enquanto ele continuava, desimpedido.
Por vezes, conseguia aproximar-me o suficiente para olhar bem para ele, mas depois ele aparecia instantaneamente com o dobro da distância de um segundo atrás.
Eventualmente, senti o meu corpo paralisado e ele aproximou-se para me cheirar. Parece que não me considerou uma ameaça, louvados sejam os deuses. Limitou-se a inclinar a cabeça, observou-me de cima a baixo com a sua face desprovida de olhos e feições, e seguiu caminho. E eu só podia olhar para ele, imóvel.
Depois disto, decidi parar de o seguir. Darkterror é provavelmente um daqueles mistérios que é melhor deixar por resolver."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_41_FacelessVoid_LocHeroName" "Faceless Void"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_42_WraithKing_LocFieldNotes" "Folheando as páginas de um livro enorme no interior da biblioteca enclausurada de Qaldin, Aldric Bramblethorn encontra finalmente o que procura.
\"Cá está\", diz, apontando com uma risada. \"Horrível, não é?\"
Prentiss, um historiador versado na história do lendário rei Ostarion, encontrou uma página com o desenho de um castelo feito de ossos. Círculos de crânios encimam pilares feitos de ossos da canela. O tamanho do castelo sugere que dezenas de milhares ajudaram a fornecer os materiais de construção e não posso imaginar que foi de livre vontade.
\"Ostarion queria governar todo o domínio. Mas, mais do que isso, queria governar todo o domínio por toda a eternidade\", diz Bramblethorn. Um tipo ambicioso. \"O seu castelo era tanto uma fortaleza como era um aviso.\"
Para tal, o rei submeteu-se a um ritual proibido. Usando as almas dos seus inimigos e súbditos, ligou a sua existência ao reino para sempre; não como um homem, mas como uma assombração.
\"Ele não está propriamente vivo, mas está suficientemente vivo... para os seus propósitos, pelo menos\", diz Bramblethorn. \"O seu reino caiu, mas ainda anda por aí algures, exigindo fidelidade ou morte. Ou, na maior parte das vezes, ambas.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_42_WraithKing_LocHeroName" "Wraith King"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_43_DeathProphet_LocFieldNotes" "\"O meu pai foi um dos últimos a receber uma das leituras de Krobelus\", grasnou a Duquesa anciã no seu solário ornamentado. Uma jovem criada servia-lhe chá enquanto ela se afundava na cadeira.
Krobelus era uma adivinha que servia os muito ricos. Foi-lhe dado o dom de ver para além do véu que separa a vida da morte e estes vislumbres davam-lhe sussurros do futuro.
\"Ela falou ao meu pai sobre uma escuridão que o engoliria dentro de dois anos\", disse a Duquesa. \"Mas ele era saudável. Arrogante\". Perguntou à adivinha porque é que, sendo tão capaz de adivinhar o destino dos outros, nunca se dera ao trabalho de adivinhar o dela.
No fim, foi esta a pergunta errada a fazer. Porque acabou por ser aquela a que Krobelus nunca conseguiu responder. Durante anos, ela troçara da morte, vendendo segredos de além do véu a quem pagasse mais. Mas quando deitou o olhar para dentro, foi a morte quem fez troça de si. O seu próprio destino era o único mistério que não conseguia revelar.
Então, ela atravessou o véu, sacrificando-se para desvendar os seus segredos. A morte negou-a. Foi enviada de volta, vezes sem conta, diluída e alterada com cada ressurreição, privada do seu descanso final. E de uma resposta final.
\"O destino do meu pai concretizou-se no fim\", ofegou a Duquesa. \"Porque Krobelus já não adivinha a morte. Ela trá-la.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_43_DeathProphet_LocHeroName" "Death Prophet"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_44_PhantomAssassin_LocFieldNotes" "Passo a mão pela cantaria gélida no exterior da capela. Sem rachas. Interessante. A minha acompanhante, uma prioresa empertigada com um traje de guerra pesado, diz que falar com Mortred, ou com qualquer uma das Irmãs do Véu, é proibido. Ela insinua que mandar-me embora foi uma gentileza. Que se eu ficasse, ela não poderia adivinhar o que Mortred faria comigo.
Que maravilha. Dois meses a seguir pistas, a percorrer rumores, a falar com líderes implacáveis de clãs de assassinos (não muito comunicativos) e as minhas opções são ou desistir, ou ser assassinado. Digo à prioresa que estou disposto a arriscar.
De repente, a prioresa em traje de guerra desvanece. Da silhueta vibrante surge a Irmã do Véu que vim procurar.
Ainda assim, sofro um sobressalto.
\"O augúrio da morte não está sobre ti\", garante-me ela.
\"Ainda bem\", tento forçar um sorriso.
\"Agora, sim... podes fazer uma pergunta.\"
Pergunto-lhe então sobre os seus primeiros anos.
Levada pela ordem da casa de um mercador de Tares de que mal se recorda, a sua infância foi um ciclo sem fim passado a treinar com a lâmina, meditar e coser pontos. Ela não menciona os ritos de iniciação, mas com um prenúncio de sorriso, admite que foi a mais jovem a usar o véu, aos 12 anos.
A sua primeira vítima é um segredo que só ela e esse cadáver conhecem. A sua segunda? O Rei Emergente de Whitecap. Nunca ouviste falar dele? Pois claro.
Antes de tentar dar seguimento, a \"trajada para guerra\" está de volta. Suspiro.
Já devia estar à espera. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_44_PhantomAssassin_LocHeroName" "Phantom Assassin"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_44_PhantomAssassin_LocPersonaFieldNotes" "O beco cheirava a óleo de lâmpada queimado e açafrão, cujas notas perduravam nas narinas. O sangue ainda permanecia espalhado pela calçada, mas o cadáver do vendedor fora já recolhido pelos guardas de Revtel, desaparecido como uma entrada num registo contabilístico.
Uma lâmina fria encostava-se à minha garganta. \"Quem fez isto?\", exigia uma voz grave e urgente que não parecia dada a conversas fiadas.
Pestanejei. \"Só posso falar do que concluí\". Apontei para o sangue, para o espaçamento e para os arcos limpos. \"Lâmina de dois gumes. Uma testemunha viu um vulto encoberto com um véu e... tudo aconteceu no espaço de uma hora\".
A lâmina recuou. Uma figura esbelta caminhou vinda das sombras. Os olhos dele percorriam a minha cara. Deu um aceno subtil. \"Então, ela não deve estar longe\".
Suspirei; e, antes de poder recuperar o fôlego, já se tinha ido. Sem bater de pés, sem ruído. Apenas o peso da sua ausência e a impressão de que os mesmos cálculos que aqui o trouxeram lhe iriam traçar o caminho a seguir e que mais sangue se seguiria. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_45_Pugna_LocFieldNotes" "O mosteiro estava em ruínas. Vigas enegrecidas arranhavam o céu. Vagueei por entre as cinzas, rabiscando observações no meu caderno.
Um riso trocista interrompeu-me quando ia a meio de uma frase. Olhei para cima e vi uma aparição esquelética envolta em chamas verdes e vestes esparsas, mas régias, com olhos a brilhar com crueldade travessa.
Chegou-se a mim um pânico. \"Eu... tu deves ser o...\"
A aparição agarrou no meu caderno e folheou os seus rabiscos e apontamentos com o fascínio de uma criança ao arrancar as asas a uma mosca. As páginas farfalharam até que encontrou aquelas que remetiam às aldeias próximas e os relatos locais que me trouxeram a este lugar em busca do Pugna. Agora que o tinha encontrado, arrependi-me de o ter vindo procurar.
O sorriso do Pugna pareceu alargar-se. Com um movimento caprichoso, incinerou as páginas sobre o seu paradeiro numa explosão de chama verde e voraz. Arremessou o livro sem cerimónia e arrancou-me a pena da mão. \"É minha!\", disse, às gargalhadas. E foi-se, então.
Peguei nos restos do meu caderno e descaí contra uma parede chamuscada. Encontrei um pedaço de carvão e recomecei a escrever. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_45_Pugna_LocHeroName" "Pugna"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_46_TemplarAssassin_LocFieldNotes" "Um curandeiro agitado leva-me apressadamente para uma sala ornamentada do hospício.
\"A saúde dele está a desvanecer-se\", diz, sem fôlego. \"Não há tempo para andar a vadiar.\"
A minha tendência para andar a vadiar faz jus à minha reputação, mais uma vez.
Apoiado com almofadas de algodão de cardo numa cama de dossel está o antigo Duque de Uhatu, de olhar aguçado, a implorar para que deixem contar a sua história.
Um apetite voraz pelo arcano levou-o a um códice-mor que dizia revelar a porta oculta de toda a sabedoria. Infelizmente, os rumores sobre a sua sede de sabedoria atraíram a atenção errada. Estava a meio de um encantamento concebido para desvendar segredos ocultos do universo quando a lâmina psiónica de Lanaya reverberou junto à sua têmpora. Os seus mestres ordenaram o assassinato do Duque, mas em troca da sabedoria que ele tinha adquirido, ela propôs um acordo.
Apagaria parte da sua mente, o suficiente para ser dado como morto, mas ele serviria de exemplo: despertando uma vez por dia para partilhar a sua história. A lâmina dela perfurou-lhe a mente. O resto da sabedoria que acumulou em vida, à parte do seu conto trágico, reverteu para Lanaya.
Os olhos do Duque perdem o foco. Ele cai para trás, ainda a respirar, mas imóvel.
Pelo menos tem uma bela cama. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_46_TemplarAssassin_LocHeroName" "Templar Assassin"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_47_Viper_LocFieldNotes" "Um chuviscar exausto faz por apaziguar os sulcos fumegantes deixados ao longo das fileiras de árvores. Ouvem-se estalos e rangidos de cada vez que uma gota cai sobre outro cepo verde incandescente, vindo de um ulmeiro nodoso e milenar.
O meu guia-guarda florestal, Arrol, saca de uma moeda de cobre e atira-a para a mistela derretida. Esta desaparece instantaneamente numa nuvem de gás nocivo.
\"Bem te disse que era uma coisa lixada\", diz, rindo. Assobio eu, expressando admiração tamanha. Estou a olhar para os resquícios do mais recente ataque de um miserável dragonete do submundo chamado Viper.
Os habitantes da floresta, desde os que vivem perto das fileiras de árvores até aos que estavam escondidos nas profundezas dos terrenos mais obscuros e escondidos dos mapas, uniram os seus recursos e contrataram os guardas para matar o dragonete. Viper vinha exigindo com bastante insistência e virulência que o povo da floresta o venerasse. Até agora, os guardas não prestaram ajuda suficiente para repelir os seus ataques. As flechas e os golpes de espada não são especialmente eficazes contra uma besta cujas disseminações derretem arcos e espadas.
Pergunto-lhes se já tentaram venerá-lo. Isto vale-me um olhar de Arrol que me parece sugerir que não me tinha ouvido; pelo que volto a perguntar, e desta vez recebo um olhar que me diz que me ouviu da primeira vez. O chuviscar miúdo, felizmente, transforma-se em chuva, e então fugimos para o abrigo que resta na floresta fumegante. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_47_Viper_LocHeroName" "Viper"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_48_Luna_LocFieldNotes" "\"Então já conheceste a Nova\", diz a guerreira de elmo à cabeça enquanto abandona os Bosques de Nightsilver, com as suas glaives a cintilar sob os raios visíveis do luar rubro.
Sim. O felino corpulento empurra-me contra uma árvore. Aposto que é capaz de me engolir com duas dentadas. Três, se quisesse tomar-me o gosto.
\"Diz o que queres e fala a verdade\", avisa a Luna. \"A Deusa dir-nos-á se nos estás a enganar.\"
Tento respirar fundo com uma pata de felino do tamanho de uma bigorna ao peito. Explico, sem fôlego, que vim em busca da história dela. O luar muda de rubro para prateado e, felizmente, o felino desengata e afasta-se para longe. Não para muito longe, diga-se.
A Luna diz que já foi uma grande guerreira cujo exército foi dizimado. Deambulava sem rumo, à beira da morte, levada à loucura pela fome, quando a Deusa da Lua, Selemene, enviou Nova para a testar. Como é óbvio, ela passou no teste.
\"De agora em diante, quando for à guerra, é ao serviço d'Ela\", diz, reverente. \"Quando derramar sangue, é por Ela\".
Com isto, ela saltou para as costas de Nova e ambas desapareceram pela noite dentro. Selemene salvou-a da fome; se da loucura, não tinha tanta certeza."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_48_Luna_LocHeroName" "Luna"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_49_DragonKnight_LocFieldNotes" "Sir Davion, o Bravo. Sir Davion, o Sábio. Sir Davion, o Nobre. Deve ser difícil ser um cavaleiro tão amado por todos os que o conhecem. Davion nunca se regozijou com tanta fama, mas notei um sorriso subtil quando as donzelas locais se acotovelavam para espreitar o herói.
No entanto, havia um cognome que o irritava: Sir Davion, o Assassino de Dragões. Esta atitude me pareceu absurda: não era ele mais conhecido por matar o infame dragão Slyrak? Não vestia as escamas dos seus inimigos?
Já tinha visto falsa modéstia antes, por isso perguntei-lhe diretamente enquanto a sua comitiva viajava para Hauptstadt. Pela primeira vez, vi que os seus olhos não eram só seus. Ao matar Slyrak, ele não absorvera somente um vasto poder dracónico. Não; o coitado acabou também por absorver uma empatia inconveniente pelo seu maior inimigo. (Inconveniente, claro, se no caso de um ilustre assassino de dragões.)
Quer isto dizer que ele desistiu de matar dragões? Não necessariamente. Não é como se o Slyrak fosse amigo de toda a progenitura da raça dracónica. Disseram-me que achava muitos deles insuportáveis e tinha inúmeras contas a ajustar. Afinal, talvez tenham chegado a um acordo. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_49_DragonKnight_LocHeroName" "Dragon Knight"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_4_Bloodseeker_LocFieldNotes" "Já diz o ditado: \"Por onde o Iczoxtotec passa, o Strygwyr despedaça\".
Claro que só os seus colegas caçadores de ossos lhe chamam Strygwyr. Normalmente, os inimigos chamam-lhe Bloodseeker. E os amigos? Bem, diga-se que desses ele não tem muitos.
Seja como for, estou a seguir Iczoxtotec, o grande pássaro, enquanto voa na direção de um bando de mercenários Oglodi que o Bloodseeker está em vias de chacinar. Só tenho uma única oportunidade de falar com ele cara a cara. Ou então metade disso.
Chego ao seu encalço ao mesmo tempo que ele talha um desgraçado, arrumando-o em dois montinhos curiosamente simétricos. A sua armadura mística absorve cada gota de sangue. Engulo em seco. \"Foste sempre... assim?\"
Ele apercebe-se de mim pela primeira vez. E, para minha surpresa, responde.
\"Os Esfolados exigem um sacrifício de sangue\", diz, ofegante. \"Devo oferecê-lo ou então eles vão recolher o sangue do meu povo\".
Afasto-me. Não é preciso ter sede de sangue para poder reconhecer quem tem. Felizmente, nesse momento, ele avista mais mercenários a regressarem ao seu acampamento. Felizmente para mim. INFELIZMENTE para os Oglodi.
Ponho-me em fuga enquanto ele abre caminho aos golpes por entre eles. Provavelmente não terei outra oportunidade. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_4_Bloodseeker_LocHeroName" "Bloodseeker"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_50_Dazzle_LocFieldNotes" "\"Não sou um monstro\", assegurou-me Dazzle.
Quando o alcancei, ele estava debruçado sobre o corpo de um veado moribundo numa floresta sombreada que fica a uma milha das Montanhas de Mistwood.
\"Dizem que o Reino de Nothl me corrompeu. Mas tudo o que fez foi mostrar-me a minha forma ideal\", bafejou, indignado.
Dazzle era apenas um menino quando empreendeu o ritual traiçoeiro que lhe permitia viajar para o Reino. O Concílio da Ordem de Dezun, que observa o ritual, aconselhou que não fosse. Era demasiado jovem, demasiado inexperiente. Ainda assim, insistiu que estava pronto, então deram permissão. Antevendo uma morte certa, o Concílio estava a consolar a mãe de Dazzle quando, para espanto deles, ele voltou.
\"Achas que um monstro era capaz de fazer isto?\"
Dito isto, um raio de luz cor de salmão disparou da sua mão e atingiu o veado. Num instante, levantou-se e sacudiu a cabeça, como se acordara de um pesadelo.
Acho que as histórias estavam erradas, pensei eu. Até ele rir e soltar um raio branco da outra mão, derrubando o veado de novo. Talvez não estivessem tão erradas, afinal."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_50_Dazzle_LocHeroName" "Dazzle"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_51_Clockwerk_LocFieldNotes" "Rattletrap parecia repetir \"Não toques nisso\" sempre que chegava perto para inspecionar cada geringonça hedionda da sua oficina repleta de horrores. Disse-lhe que não tinha qualquer intenção de pôr a mão naquilo. Não era idiota. Mas também entendia que os seus avisos eram uma forma de fanfarronice travestida de preocupação.
É certo que a sua autoconfiança é bem merecida. E, com base no número de mortes por dilaceração atribuídas a Rattletrap, a sua advertência era mais que merecida. Quando lhe perguntei se as manchas nas invenções à sua volta eram de sangue ou de ferrugem, ele resignou-se a acenar com a cabeça e a sorrir, como se tratasse de uma piada interna. Concluí que algumas cobaias da experiência podem não ter recebido o mesmo aviso que eu.
Não, o Rattletrap não se incomodava que inocentes fossem picados como carne na sua oficina, mas tinha noção que não ajudava a reputação já muito duvidosa dos Keen.
\"A última coisa de que preciso é de uma cambada de aldeões a aparecer com tochas e forquilhas\", resmungou. \"Limpar toda esta porcaria é uma chatice.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_51_Clockwerk_LocHeroName" "Clockwerk"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_52_Leshrac_LocFieldNotes" "Diz-se que a sabedoria, assim chamada, é saber que não se sabe nada. Então, como se chama quando se sabe demais?
Segundo a lenda, o antigo filósofo Leshrac carrega esta sina. Na procura de desvendar os mistérios da natureza, olhou para os Cristais Cronóticos – pedras assombradas que, segundo a lenda, oferecem um vislumbre do coração de toda a criação.
O que viu foi tão perverso que dividiu a sua mente em duas. Agora a sua consciência habita entre reinos, ambos perversos e impiedosos até à medula.
Hoje em dia, há quem lhe chame Alma Atormentada. Pode parecer dramático, mas aqueles que o encontraram e sobreviveram para contar a história dizem que o título não é excessivamente sensacionalista. Na verdade, dizem que é mais como um diagnóstico.
Como diz a história, os seus estudos não o deixaram louco tanto mais que o tornaram CRUEL. O seu raciocínio é que se ele tem a obrigação de conhecer as verdades amargas que envenenaram a sua mente, é então justo que os outros partilhem a sua dor. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_52_Leshrac_LocHeroName" "Leshrac"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_53_NaturesProphet_LocFieldNotes" "Não se pode ignorar os vários placares pintados ao entrar na floresta de Manglewood.
\"Ele exige que nada deixes atrás\", dizia uma. \"Ele exige que não abatas nada\", dizia outra. \"Ele exige que nada colhas para comer\", dizia uma terceira.
Não diziam aos visitantes para se afastarem, mas para terem cautela e não causarem danos desnecessários. Isoladamente, cada placar podia ser facilmente descartado como o de um velho da aldeia a proteger as suas terras. Mas esta era a floresta de Manglewood, um lugar longe de qualquer cidade de menção e repleto de folhagem revirada e francamente inóspita. Só um tolo testaria a ameaça por detrás destes apelos escritos. E tolo eu não sou.
Entrei na floresta com prudência e, sem surpresa, encontrei logo uma caravana de tolos. Trepadeiras mais grossas que as minhas pernas prendiam os seus cadáveres ao chão. Ramos semelhantes a dedos agarravam os machados dos viajantes, agora e para sempre pregados à carne dos seus pescoços envoltos em musgo. Cogumelos brotaram das suas bocas.
Peguei numa tábua que estava à mão e rabisquei um quarto placar à pressa e depois coloquei-a ao pé dos destroços: \"Por favor, lê os placares.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_53_NaturesProphet_LocHeroName" "Nature's Prophet"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_54_Lifestealer_LocFieldNotes" "Drom, o Carniceiro de Barrowhaven, era um homem corpulento, com uma testa severa e o nariz achatado de um brigão. Ainda assim, remexe-se e sonda, de olhos esbugalhados, o interior da sua cela esquálida.
\"A masmorra de Devarque é a última paragem para quem aqui é levado\", disse ele. \"'Tava eu na m'nha cela quando oiço uma agitação. Dou-le uma espreitadela e eis que vejo aqueles guardas a matarem-se uns òs outros. Nós, os prisioneiros, comecemos a festejar. Finalmente, levarem a paga p'lo que fizerem. Mas depois ficou tudo muito quedo. E aí eu vi a cousa.\"
Um guarda, numa espécie de transe, abriu a sua cela. Foi prontamente despedaçado.
\"A coisa era alta, mas, 'inda mais que alta, era LONGA. Dentes e mais dentes. Osso onde devia ter pele. Olhos de quem só qu'ria fazer mal\", Drom engoliu em seco.
Na manhã seguinte, o capelão da prisão veio dar a homilia matinal. Depois de vomitar perante a carnificina, sugeriu que era retribuição divina.
\"Mas quaisqueres deuses que deixem que esta cousa existir não merecem-nos rezas\", estremeceu Drom.
O capelão pensou que era um sinal. Ofereceu a liberdade aos prisioneiros. Só Drom ficou.
\"Enquanto esta cousa 'tiver lá fora\", disse ele, \"eu fico-me aqui.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_54_Lifestealer_LocHeroName" "Lifestealer"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_55_DarkSeer_LocFieldNotes" "\"Mais uma partida\", insiste Ish'Kafel, o chamado Sábio Obscuro.
Ele acabara de me desafiar para uma quarta ronda de um jogo de estratégia em que comandávamos exércitos de réplicas num campo de batalha. Perdi as três primeiras tão depressa que me pergunto como é que ele, um grande estratega de guerra, se consegue divertir com o jogo.
\"O objetivo da guerra não é a diversão\", repreende-me quando lhe pergunto. \"E uma mente astuta pode descobrir novas estratégias mesmo enfrentando um inimigo cuja mente é insignificante.\"
Hmm. Bem, se não tem nada a ver com diversão, jogar o jogo ao menos parece acalmá-lo. Enquanto jogamos e eu perco, ele começa a falar-me sobre o seu passado.
Antes de ganharem a capacidade de comandar energia, recorda ele, as crianças do seu plano natal primeiro dominavam os seus corpos. Ish'Kafel praticou inúmeras artes marciais e venceu um festival de combate com participantes de todo o plano, chamado \"Lekel D'vit\" (tradução livre: Luta Vale-Tudo?). É por isso que ele quase nunca ataca fisicamente um inimigo. \"Não seria justo\", comenta ele, com um sorriso.
Além disso, considera mais gratificante superar os seus inimigos com o seu intelecto do que com simples socos.
\"Repara, deixaste o teu flanco esquerdo desprotegido, o que torna as tuas forças vulneráveis\", diz ele, enquanto flanqueia o meu General com um movimento de pinça diagonal da Cavalaria dele a vir do Sul, cuja existência eu já tinha completamente esquecido.
\"Mais uma partida.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_55_DarkSeer_LocHeroName" "Dark Seer"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_56_Clinkz_LocFieldNotes" "Só um lugar pejado de alcatrão como Hoven poderia gerar uma criatura como o Clinkz, e só o seu povo poderia amá-lo. A floresta exuberante, juncada com poças negras, traz-nos à memória um deus adormecido detido numa espécie de pubescência cósmica: sempre em mudança, mas nunca mudando.
Seria fácil presumir que esta terra está em guerra consigo mesma, mas, para além de arruinar as botas de quem não tiver cuidado, Hoven encontrou um estranho equilíbrio.
Irónico é que, de tanto defender este equilíbrio, o Clinkz esteja agora entre um estado de vida e de morte. Histórias alheias a este lugar recontam um demónio flamejante que se delicia a abrir buracos no peito de viajantes gentis e inocentes.
Não esperava outra coisa e, pela primeira vez, estava enganado. O Clinkz não era um demónio; em vez, matou um e foi queimado vivo no processo. Recebendo a vida eterna pela sua vitória — que é uma bênção e uma praga, dada a aparência flamejante que tem agora — o Clinkz é um protetor insone cujo fogo em redor da cabeça tanto serve de aviso para aqueles que querem fazer mal a Hoven, como de farol de esperança para aqueles que ali têm o seu lar. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_56_Clinkz_LocHeroName" "Clinkz"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_57_Omniknight_LocFieldNotes" "Juntei-me a um grupo de peregrinos exaustos que avançavam penosamente na direção das altas falésias de Emauracus, onde habitam os sacerdotes do Omnisciente. A jornada custou-me semanas, um bom par de sandálias e metade da minha paciência, mas cada bolha nos pés valeria a pena para obter alguma informação sobre Purist Thunderwrath, o chamado Omniknight.
Por fim, as falésias ergueram-se diante de nós, pura pedra denteada, cravejada de cavernas como olhos penetrantes e vigilantes. Os hierofantes acolheram os suplicantes nas grutas onde estes esperavam receber visões. Aproximei-me de um sacerdote iniciado e perguntei-lhe sobre o Omniknight.
\"Ele veio cá a questionar a fé\", disse ele. \"Preparámo-nos para o atirar para o abismo do sacrifício.\"
Como resposta à minha reação, acrescentou \"Como é o costume com incrédulos. Mas depois ele resplandeceu com o favor do Omnisciente, e percebemos que ele tinha sido escolhido para se encontrar com Aquele Que Tudo Vê\". Observou-me de cima a baixo, franzindo ligeiramente o sobrolho: \"Se tiveres mais perguntas, posso sempre organizar uma visita ao abismo do sacrifício.\"
De súbito percebi que já tinha toda a informação de que precisava sobre o Omniknight. Sorri e agradeci ao sacerdote pelo seu tempo. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_57_Omniknight_LocHeroName" "Omniknight"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_58_Enchantress_LocFieldNotes" "Aiushtha cumprimentou-me pela primeira vez numa grande clareira verdejante das profundezas densas dos Bosques de Nightsilver – uma charneca escondida que nunca teria encontrado se não fosse uma miríade de espíritos a levar-me até lá.
\"Ouvi dizer que me vieste procurar\", disse ela. A sua voz era agradável e acalmou-me logo. \"Enviei os meus amigos para te trazerem aqui. O que desejas?\"
Os seus companheiros da floresta piavam, gorjeavam e arrulhavam num pasmo eufórico. Eu ouvira dizer que a Encantadora sabia comandar criaturas simples. Testemunhar em primeira mão a maneira como ela arrebatava estas criaturas de intelecto parco foi marcante.
\"Desejo escrever sobre as suas proezas\", disse, dando uma vénia. \"Para a posteridade\".
Ela sorriu calorosamente e a sua voz melíflua encheu-me os ouvidos uma vez mais.
\"A minha história é longa e insignificante\", arrulhou ela. \"Mas as histórias das criaturas que nos rodeiam... essas vale a pena ouvir.\"
E, claro, tinha razão. Era óbvio que ela sabia mais do que uma humilde escriba. A Senhora é que sabe."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_58_Enchantress_LocHeroName" "Enchantress"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_59_Huskar_LocFieldNotes" "Fui avisada sobre os perigos da Floresta Uivante: ogres, lobos pavorosos, ursos infernais — por isso, não estava com ânsias de seguir o rasto do Huskar até lá. Infelizmente, era onde o Huskar estava.
Felizmente, o próprio Huskar era mais simpático do que esperava. Curvado sobre uma fogueira acesa, parecia quase ansioso por partilhar uma refeição e a sua história. Porém, quando começou a falar sobre as suas viagens, fomos atacados por uma matilha de lobos famintos.
Decidi acabar de escrever a minha última remessa enquanto nos rondavam. Um lutador só, por mais habilidoso, não estaria à altura da dúzia de canídeos gigantescos que nos cercavam. O primeiro fez-se a ele, derrubando-o. E eu seria certamente a próxima.
Mas quando o líder da matilha mordeu o ombro carnudo do Huskar, os músculos do berserker estriaram e estenderam-se. Num ápice, o lobo foi pontapeado para o outro lado da clareira. Outro saltou na minha direção, acabando a sua garganta por ser esfaqueada, com uma brusquidão alarmante, pelo punhal de obsidiana do Huskar.
Vieram mais lobos. Mais lobos caíram. Cada dentada, cada dilaceração parecia redobrar a fúria do berserker.
Quando o último lobo se esgueirou para longe, o Huskar estava de pé, ensanguentado; mas com feição mais robusta ainda, saiba-se lá como. Enquanto os seus olhos brilhavam de raiva, decidi que também me iria esgueirar para longe."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_59_Huskar_LocHeroName" "Huskar"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_5_CrystalMaiden_LocFieldNotes" "O Glaciar Blueheart é gélido mesmo nos melhores dias, mas Rylai faz com que a sua crista varrida pelo vento pareça ainda mais fria.
\"A minha irmã mandou-te?\", pergunta ela. Tem um brilho nos olhos, mas uma toada cortante que nem aço na voz. Não sei diferenciar se gosta de mim ou se está prestes a matar-me. Ou se ambos.
\"Claro que não\", responde ela mesmo com um risinho. \"Se a minha irmã te tivesse enviado, já me terias tentado matar.\"
\"E depois era eu que teria de te matar.\"
Agora a sua voz é cantarolante, mas os seus olhos azul-claros sugerem algo mais. Não sei bem o quê, mas o arrepio que me percorre a espinha não o traz o clima frígido.
O feitiço quebra-se. A insinuação desvanece. \"De qualquer modo, sou a guardiã deste reino e é melhor declarares ao que vens\", diz ela, novamente feliz.
Tento explicar a minha missão: narrar as histórias dos maiores heróis do mundo... mas Rylai perde o interesse já no meio da primeira frase que proferi.
\"Boa sorte, então! Podes ir-te embora sozinha\", gesticula, sem reconhecer – ou perceber? – que já estamos lá fora. \"Se vires a minha irmã, diz-lhe para nos vir visitar um dia!\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_5_CrystalMaiden_LocHeroName" "Crystal Maiden"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_5_CrystalMaiden_LocPersonaFieldNotes" "Vim falar com o Feiticeiro de Gelo com a esperança de que a sua suposta hibernação de mil anos aqui no Glaciar Blueheart incluísse umas poucas horas livres do sono. Caso contrário, teria vindo aqui só para olhar para o Feiticeiro de Gelo.
Em vez disso, recebi uma visita do Lobo de Icewrack. O seu pelo era da cor de um campo nevado à luz da lua; os seus olhos eram como safiras e tão penetrantes como um trado a perfurar um bloco de gelo.
\"Vieste em busca de poder?\", perguntou. Quase caí de costas na neve rodopiante.
\"De certa maneira\", disse eu, esforçando-me por recuperar a calma. \"Se a sabedoria conta como poder\".
Os olhos do lobo estreitaram-se e depois o seu olhar voltou-se para o Glaciar. \"A sabedoria é uma clareza cristalina. Mas a sabedoria é também um peso esmagador. Preserva... mas também aprisiona.\"
Então, sacudiu o gelo do pelo e caminhou lentamente para a neve. Eu tremi — não do frio — e percebi que talvez tenha estado à procura do feiticeiro de gelo errado este tempo todo. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_60_NightStalker_LocFieldNotes" "A Ordem de Balanar é nómada e conta com umas poucas dezenas de membros a viajar para onde quer que o dia seja mais curto. Quando os encontro ao anoitecer, vejo que montaram um acampamento na fronteira gelada norte do Planalto de Iceblight.
Dado o frio, uma fogueira era bem-vinda. Mas qualquer fonte de luz é proibida dentro da seita do Predador da Noite.
Apresento-me a Paz, uma anciã do grupo, que provou a sua devoção às trevas ao arrancar os próprios olhos.
\"Abraçaste a noite?\", pergunta ela alegremente. Minto e digo que sim.
\"Ainda bem\", sorri ela com um sorriso sombrio e de lábios finos. \"Quando Ele chegar, serás recompensada\".
A recompensa, diz-me ela, é uma morte exultante e um lugar eterno ao lado de Balanar. Mas a lenda diz claramente que ele caça sozinho, o que deixa alguém que não pertence à seita a perguntar-se por que razão exata estão eles tão confiantes de que ele anseia por companhia.
À medida que o último raio de sol se curva atrás de um penhasco rochoso, o frio avoluma-se e a luz ténue recua mais ainda. O sorriso miserável e sem olhos de Paz faz-me tremer mais do que o frio maldito.
\"Ele aproxima-se\", sussurra ela, esperançosa."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_60_NightStalker_LocHeroName" "Night Stalker"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_61_Broodmother_LocFieldNotes" "O placar desgastado do \"Circo Itinerante de Bizarrices de Kuz Borst\" balança ao ritmo das rajadas de vento nutridas pelo crepúsculo. \"O que zabes sobrre a Black Arrachnia?\", pergunta Kuz, olhando nervosamente para as sombras cada vez mais profundas de Redmaw.
O único aventureiro conhecido por escapar com um tesouro da riqueza magnética de Ptholopthales converteu o seu saque na coleção de raridades mais ilustre deste lado de Icewrack. Foi então que o vendilhão testou ainda mais a sorte, regressando a Pyrotheos para \"recrutar\" os filhos da Broodmother para incluir no seu espetáculo. Vive, desde então, como um foragido.
\"Quantos... aracnídeos raptou?\"
\"Quase zerro, jurro. Mal chega aos... duzentos?\"
Tinha-se esgueirado para dentro de um túnel vulcânico enquanto a Broodmother brincava com a sua comida (um hipogrifo desgraçado). \"Os zeus olhos procurram semprre a prróxima refeição, mas quando ela começa a aprrisionarr a prresa num casulo, é porr compulzão, e não consegue parrarr até acabarr de tecê-lo\". Foi quando ele os agarrou.
Kuz estala as rédeas para fazer avançar a carroça. Desejo-lhe sorte.
O som de patas enormes e velozes ecoa pela passagem antes de ser rompido por um grito de raiva.
Deveria ter especificado boa sorte. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_61_Broodmother_LocHeroName" "Broodmother"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_62_BountyHunter_LocFieldNotes" "Apesar do grande interesse e dos pedidos repetidos da Goodkind, recuso-me a investigar mais a fundo o Gondar, o Caçador de Recompensas. Disse e voltei a dizer-lhe que ele não existe. Sei o que digo; passei já por muito para tentar encontrá-lo.
Pergunta a uma dúzia de bandidos e vais ouvir uma dúzia de descrições diferentes do Gondar: alto, baixo, esguio, robusto, verde, vermelho... Cada bandido assegurará absoluta e afirmativamente que o viu com os seus próprios olhos. Um ladrão jurou sobre o túmulo do seu padrinho que o Gondar era uma sombra viva. Conheci uma sombra viva, e é mais fácil encontrar provas dela do que deste dito caçador de recompensas.
Até o valor moral do Gondar depende de quem conta a história. Parece assassinar apenas os piores criminosos ou apenas os mensageiros mais bondosos ou só os criminosos mais bondosos, seja lá o que isso for. É tudo pura parvoíce. A esta altura, eu até apostaria a minha reputação que o Gondar existe apenas nas cabeças de bandidos ansiosos que contam estas histórias aos filhos carteiristas só para os manter na linha. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_62_BountyHunter_LocHeroName" "Bounty Hunter"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_63_Weaver_LocFieldNotes" "Thaddeus Greymantle é o Reitor de Estudos Ônticos da Universidade de Ultimyr. Consta que, nos 42 anos que lecionou a sua cadeira de Cosmologia Taumatúrgica Avançada, apenas cinco alunos passaram. Não é que seja um professor extremamente exigente. É mais que Ultimyr não gosta de partilhar os segredos da tecelagem da própria realidade, a menos que o aluno possa provar que não vai errar uma palavra nos seus feitiços.
Acontece que a tese de doutoramento de Thaddeus foi sobre as criaturas tecedoras conhecidas como Weavers, e os seus olhos brilham de reconhecimento quando lhe pergunto. Os Weavers, explica, são os guardiões da própria existência. Não são arquitetos e não são deuses — para um Weaver, o universo é um tecido esticado num grande tear. Reparam rasgos onde o tempo se esvai; apertam pontos frouxos; reforçam regiões esbatidas antes que algo obscuro, inominável e que não é do nosso plano de existência, se infiltre.
Parece um trabalho ingrato e repetitivo e, embora Thaddeus seja rápido a chamar Skitskurr de vilão, é difícil negar que qualquer um de nós pode ceder à mesma tentação. Skitskurr era um dos melhores Weavers, mas cansou-se de remendar os mesmos buracos vezes sem conta pela eternidade. Aborreceu-se com a mera manutenção da realidade. Ansiava por criar a sua própria.
No princípio, as suas experiências eram de pequena escala, mas ainda assim não demorou muito até que os guardiões se apercebessem. Tinha já remendado grande parte do padrão do universo e os fios guiavam até onde estava. Os guardiões cortaram o seu mundo, exilando-o do mundo superior para o mundo erróneo que ele pudera ou não ter criado: o nosso.
Thaddeus não dá aulas acerca do Skitskurr. Quanto menos pessoas conhecerem a sua história, mais segura se mantém a tecedura. \"A nossa realidade pode não ser perfeita\", diz, \"mas eu prefiro-a como ela é.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_63_Weaver_LocHeroName" "Weaver"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_64_Jakiro_LocFieldNotes" "Dando trinta voltas no interior do infame labirinto de mercadores de Revtel, chega-se a um placar danificado que anuncia \"Brambletine & Filhos\", embora o \"Brambletine\" esteja riscado, assim como o \"s\" no final de \"filhos\".
O placar está pendurado numa barraca enfadonha. Quando o teu negócio é carne de dragão, vale a pena manter um perfil discreto e alheio a dragões.
\"O escritor, hã?\" diz um homem que presumo ser o último filho enquanto corta desesperadamente uma pequena coxa escamosa.
\"Pois então, a carne de dragão de fogo é boa e picante\", gaba-se. \"Já os dragões de gelo, são de um tipo diferente de picante. Mas um que seja de gelo E de fogo? Bem, isso, dá AQUELE bagaço.\"
Então os Brambletines partiram ao encontro de Jakiro e avistaram-no a cambalear à distância, aparentemente já às portas da morte. Seguiram-no por uma passagem, só para mais tarde descobrir que foram ludibriados. Jakiro fingiu estar ferido para os atrair. Depois uma das cabeça do dragão calcinou o seu pai e metade dos seus irmãos, enquanto a outra congelou o resto como formigas em âmbar.
\"O negócio da família já não é como era\", suspira o filho. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_64_Jakiro_LocHeroName" "Jakiro"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_65_Batrider_LocFieldNotes" "Embora saiba de fonte fidedigna que o Batrider \"é um idiota\" e \"um cobarde\", é pelo menos astuto, pois está a revelar-se impossível de encontrar.
Estou agachado atrás de uma rocha coberta de trepadeiras perto da fronteira profunda do Yama Raskav. \"Este daqui é o melhor lugar para topar o Batrider\", insiste o meu guia, um agricultor de cevada-do-brejo um tanto alvoraçado, enquanto espreita por cima da rocha.
Quando era jovem, o Batrider passava os dias a queimar bosques de árvores balliboo, abrindo caminho para a plantação de cana-de-zibelina da sua família. O seu pai, segundo todos os relatos, era um caneco de cerveja ambulante, exigente e rigoroso para com o rapaz que tratava apenas por \"rapaz\".
Certo dia, a piromania desenfreada do Batrider desassossegou um ninho de morde-bats. Um deles colheu-o e voou para o céu, preparado para atirar o miúdo contra as rochas para alimentar as suas crias.
\"A maioria das gentes fica doida quando um morde-bat as apanha\", sussurra o meu guia, perscrutando o horizonte. \"O Batrider, não.\"
Em vez disso, o rapaz conseguiu livrar-se das garras do morcego e subir para as suas costas. Usando as orelhas, \"conduziu-o\" até à cabana do pai e atirou uma bola de fogo para a residência da família. Aquele morde-bat comeu a sua primeira e única refeição quente antes de o Batrider lhe cortar a cabeça.
\"Então, o Batrider voltou e—\"
O bater de asas gigantes e uma gargalhada maníaca no alto silenciam o meu guia.
\"Acho que ele só aqui volta para se assegurar de que o pai está morto\", sussurra o meu guia, boquiaberto, enquanto observamos uma figura a atravessar o céu em arco.
Pós-escrito: Fui informado e lembrado de forma fidedigna pelo meu informante de confiança que, para além de ser um idiota e um cobarde, o Batrider também tem medo do Axe. Foi-me dito de forma fidedigna que devo anotar isto enquanto o meu informante observa. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_65_Batrider_LocHeroName" "Batrider"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_66_Chen_LocFieldNotes" "Quando ouvi pela primeira vez os rumores sobre o Chen, um antigo fora-da-lei que se converteu ao lado da justiça sagrada, fiquei desconfiado. Há muito tempo aprendera que os cavaleiros de armadura brilhante costumam albergar algum deslustre.
Nenhum dos aldeões dispostos a aceitar a minha moeda veio a conhecer Chen pessoalmente, mas a maioria sabia de um amigo ou parente que tinha saído ao seu encontro na esperança de se converter à sua causa justa. Como esperado, nenhum tinha regressado. Assim, fui em busca.
Percebi que estava no caminho certo quando encontrei uma mancha ensanguentada no lugar onde a peregrinação de uns quantos acólitos esperançosos tinha terminado violentamente. Uma entrevista com o Chen parecia agora... imprudente. Assim, subi para a árvore mais próxima.
Daquele ponto de vista, observei um homem em lágrimas a suplicar. Seja por misericórdia ou absolvição, nunca saberei.
Com um clarão de luz, o Chen converteu este como fez com os outros. Converteu-o num cadáver fumegante que convidava os animais leais ao Chen para um banquete. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_66_Chen_LocHeroName" "Chen"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_67_Spectre_LocFieldNotes" "Durante anos, as tribos de Azmeddir e Muddaral guerrearam. As suas batalhas estendiam-se pelas areias duras das Terras do Arrependimento. Parecia que nenhuma trégua poderia ser mediada até que, de repente, uma foi obtida.
Os dois chefes encontraram-se comigo numa tenda ampla, uma espécie de \"câmara municipal\", no povoado onde os dois lados viviam agora uma harmonia incómoda, mas forçada.
\"Luta não tinha fim\", disse o chefe Azmeddi. \"Luta nunca tinha fim até um dos lados morrer.\" O seu rosto descai. \"Até chegar ela.\"
Pelo que percebi, Mercurial, conhecida como Spectre, foi atraída por este conflito interminável. O ser sombrio apareceu um dia de repente no meio de uma batalha particularmente sangrenta.
\"Depois, homens começar a morrer\", disse o chefe Muddar, com os olhos arregalados. \"Sem lâmina, sem flecha, só morrer. Ela faz homens morrer.\"
Sombras apoderaram-se dos guerreiros, as suas lâminas viraram-se contra eles próprios, muitos enlouqueceram. Desamparadas, as tribos guerreiras mediaram uma trégua apressada.
\"Ela enviada pelo único deus verdadeiro, Rah'kazal, que diz para não lutar\", disse o chefe Azmeddi.
\"Não!\", gritou o chefe Muddar, furioso. \"Enviada pelo único deus verdadeiro, Ek'tobar!\"
À medida que as suas vozes se tornavam mais altas e estridentes, deixei-os a resolver a disputa mais recente."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_67_Spectre_LocHeroName" "Spectre"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_68_AncientApparition_LocFieldNotes" "Os historiadores dizem que Kaldr foi forjado no vazio gélido, que este o engendrou tanto como emissário quanto como aviso. Os sábios dizem que ele é a forma mais pura do frio, vindo para congelar o mundo até não sobrar mais nada senão gelo.
Para os habitantes de Trell, uma pequena aldeia nas Planícies de Coldbank, nas Terras Interiores, ele foi a própria morte.
Ouvi dizer que ele chegara a Trell dois dias atrás. Quando cheguei esta manhã, a aldeia ainda não tinha descongelado por completo. Alguns aldeões e cabeças de gado permaneciam imóveis como estátuas, congelados a meio do passo enquanto tentavam fugir. Outros tinham tombado, despedaçando-se em estilhaços. O chão estava pegajoso, à medida que o sangue deles passava lentamente de estado sólido a líquido.
Algo que se pode dizer sobre Kaldr é que ele é tão meticuloso como inescrutável. Praticamente nenhum sobrevivente. Nenhum indício do porquê de ter atacado esta aldeia. Ao que tudo indica, eram um povo pacífico, logo é possível que isto seja apenas o que acontece onde quer que ele vá.
Se for esse o caso — se a destruição que causa não for necessariamente intencional, mas mais uma consequência da sua natureza — então os seus motivos terão de permanecer desconhecidos."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_68_AncientApparition_LocHeroName" "Ancient Apparition"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_69_Doom_LocFieldNotes" "Dizem que Doom é o único ser vivo que se desloca livremente entre os sete infernos. Isto significava que eu não tinha esperança nenhuma, nem em sete infernos, de o encontrar. Em vez disso, comecei pelo início: na cratera.
\"Cratera\" é um nome correto, mas banaliza a cena. A ferida aberta na terra devastada, onde ele caíra do Céu, ainda está em carne viva e enegrecida, com areia fundida em estilhaços de vidro afiados o suficiente para cortar um dedo e ar quente a ondular com um cheiro nauseabundo a queimado. Era como se nem um único dia tivesse passado para que a cratera pudesse sarar. A maioria dos locais evita o sítio.
A maioria, mas não todos. Um velho pastor afirmou ter visto a queda. \"Ele ergueu-se das chamas, sem sofrer dano nenhum. Exceto as asas dele, que ficaram reduzidas a cepos fumegantes. Então, algum dano deve ter sofrido, agora que penso nisso. Ah, e os olhos dele ardiam de ódio\". Pensa melhor. \"MUITO ódio\".
Mas, se as histórias forem verdade, ele não se ergueu do fogo. Ele É o fogo: devorador e impiedoso. Não é que Doom simplesmente vagueie entre os infernos. Ele é que arrasta o inferno para onde quer que vá. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_69_Doom_LocHeroName" "Doom"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_6_DrowRanger_LocFieldNotes" "Conheci a família da Traxex numa cabana de telhado de musgo num pinhal, onde o ar era tão carregado com o cheiro a terra húmida que quase se podia mastigar. Foram anfitriões acolhedores, embora sem papas na língua.
\"Ela foi sempre como nós, desde o início\", disse a mãe adotiva, passando-me uma chávena de chá quente de cogumelos. \"Silenciosa como uma sombra, rápida como um pensamento. Até parecia que era uma criança trocada à nascença, que finalmente tinha regressado à sua família.\"
O tio dela acenava com a cabeça. \"A Traxex tinha um talento natural. Aos seis anos já conseguia perseguir um rato sobre folhas secas\". Deu um gole. \"Só é pena a cara dela.\"
A tia suspirava. \"Os dois lados iguais e nem uma verruga ou um pêlo num deles. Tão banal. Não admira que se conseguisse esconder tão bem.\"
Contaram-me como ela foi crescendo e como ia ficando muito mais alta do que a sua família adotiva, até a cabeça roçar nas vigas. Um dia, saiu e não voltou. \"Não a posso censurar, andava sempre a dar cabeçadas em tudo\", disse o tio. \"Coitada, tão alta e tão trapalhona.\"
\"Mas continua a ser a nossa Traxex\", afirmou a mãe com firmeza. \"Temos saudades dela\". Ficou pensativa e depois disse: \"Não tenho é saudades de andar sempre a substituir as vigas partidas.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_6_DrowRanger_LocHeroName" "Drow Ranger"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_70_Ursa_LocFieldNotes" "Conheci o sobrevivente numa taverna enfumarada a norte da linha de árvores, com uma manga fechada e uma mão agarrada a uma caneca. Aceitou falar comigo se eu prometesse escrever exatamente as suas palavras.
\"Encontrámos pegadas por todo o lado. Grossas, enormes. Os meus comparsas riam-se, a dizer que a caçada ia ser fácil. E foi.\"
\"Ele surgiu da escuridão como uma avalanche. Abriu o Bjorn do colarinho à breguilha. As tripas caíram para fora como uma barraca de bifanas a ser derrubada. Devorou a cabeça do Torsten, limpinho. Fez um barulho molhado, como um melão maduro contra a calçada. O Jannik fugiu a correr. As pernas levaram-no dez passos. O resto dele só percorreu cinco.\"
\"A mim, levou-me o braço. Arrancou-o no ombro, com uma precisão cirúrgica. Eu gritei. Ele não ligou. Só se inclinou para mim. Bafo quente. Disse: 'Vai. Espalha a palavra. Esta terra não é terreno de caça'.\"
Levantou a caneca novamente, quase alegre. \"E cá estou eu. A espalhá-la.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_70_Ursa_LocHeroName" "Ursa"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_71_SpiritBreaker_LocFieldNotes" "Passei por uma caravana de mercadores destruída, a leste do Oásis de Kalabor. Estava a seguir um rasto de pegadas de cascos profundas, na ténue esperança de que me levassem a Barathrum, o chamado Quebra-Espíritos. Pegadas humanas dispersavam-se por todas as outras direções.
A caravana transportava tesouros de grande valor, como pedras preciosas, joias e tapetes luxuosos, que agora jaziam espalhados pelos destroços. Tinham sido abandonados em favor da vida dos mercadores.
Barathrum estava a limpar a terra dos seus cascos quando me aproximei, tão cautelosamente quanto pude.
\"Ordens do Mestre\", respondeu ele, quando lhe perguntei porque tinha destruído a caravana. \"Se o Mestre o ordena, assim o cumprirei.\"
Perguntei quem era o seu mestre. Ele olhara para o céu. O silêncio prolongado tornava incerto se ele próprio sabia, mas era claro que, mesmo se soubesse, não iria contar-me.
\"Sou apenas um emissário\", disse finalmente, com orgulho. \"A destruição não me dá prazer, a não ser que seja ao serviço Dele.\"
E então, os seus olhos escureceram. \"O Mestre diz que podes viver.\"
Era uma boa notícia. Sorri.
\"Se fores embora agora.\"
Decidi não perder tempo com despedidas e saí a correr. Não poderia escapar dele se ele decidisse perseguir-me, claro. Era mais um gesto de respeito para lhe mostrar que ele não precisaria de o fazer."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_71_SpiritBreaker_LocHeroName" "Spirit Breaker"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_72_Gyrocopter_LocFieldNotes" "Se há coisa que os Keen adoram, é explodir coisas. Fazer com que algo rebente é uma tradição de família, uma granada lançada com carinho de geração em geração. Entre os Keen, é motivo de orgulho inventar uma nova lei da detonação.
Sabe-se lá como, Aurel tinha um objetivo ainda mais ambicioso: queria aprender a voar. Saborear o vento nos dentes, ouvir o rugido das hélices nos ouvidos e sentir as bombas a sair das mãos para caírem sobre as suas vítimas desprevenidas em baixo.
\"Toda a gente lhe dizia que isso era impossível\", contou Dervil Swiftcrack. \"E nós Keen somos bastante ingénuos. Acreditamos que tudo é possível. Só para veres como era a situação.\"
Então, um dia, Aurel tinha simplesmente desaparecido. Na oficina, havia só o silêncio e um conjunto de hélices encostadas à parede, junto a uma triste pilha de bombas desarmadas. Em redor da fogueira da taverna, a conversa tornou-se mesquinha: o tolo deve ter-se exilado de vergonha.
Na manhã seguinte, quando a sombra colossal passou pela praça pela primeira vez, ninguém sequer pensou em dispersar com a surpresa. E depois, algo caiu do céu. Seguido de outro algo. Seguido de muitos outros algos."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_72_Gyrocopter_LocHeroName" "Gyrocopter"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_73_Alchemist_LocFieldNotes" "O laboratório de Razzil Darkbrew parecia uma oficina construída num ferro-velho durante um terramoto. Caixotes de minerais baloiçavam ao lado de alambiques de cobre a chiar. Frascos cintilavam em todas as cores, alguns a vibrar subtilmente. O ar cheirava a funcho queimado, lagarto cozido e péssimas ideias.
O sócio dele — um ogre que podia ser considerado metade cúmplice, metade burro de carga — tinha um minúsculo avental manchado e uma expressão entre a curiosidade e a fome. O Minikeen aproximou-se aos saltos, com um frasco azul efervescente na mão. \"Chegaste mesmo a tempo! Estávamos a testar uma coisa.\"
Antes que eu pudesse protestar, já os frascos estavam a ser deitados e os brindes feitos. A mistela tinha um sabor pungente e metálico, como um choque elétrico mergulhado em sumo de manga.
De súbito, a minha voz transformou-se num guincho de rato. A do ogre: um falsete absurdo. Razzil enunciava palavras entusiasmadas e mudas; não muito longe, um cão uivava. Trocámos olhares... e desatámos a rir às gargalhadas agudas.
\"Isto\", arfou Razzil, \"era suposto fazer-nos voar.\"
Enquanto me ria com os outros, o meu olhar desviou-se para uma das prateleiras de elixires de Razzil: alguns com as cores do arco-íris, um deles a brilhar de forma convidativa. E depois, atrás desses, quase invisíveis à vista... havia outros frascos. Frascos com glifos em forma de esqueleto nos rótulos. Frascos a borbulhar silenciosamente. Um que parecia conter um vazio tingido a aprisionar uma estrela pálida suspensa. Outro que parecia estar a olhar para mim.
Senti um nó no estômago. À primeira vista, as experiências de Razzil pareciam inofensivas e até divertidas. Mas não conseguia deixar de me perguntar o que encontraria se espreitasse para algumas das prateleiras de poções escondidas no quarto com a placa PROIBIDO ENTRAR. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_73_Alchemist_LocHeroName" "Alchemist"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_74_Invoker_LocFieldNotes" "Enquanto o Invoker falava, os orbes mágicos à volta dele acendiam, apagavam e mudavam de cor, como se estivessem a enfatizar a emoção das suas histórias. Pela décima hora da nossa entrevista, comecei a perceber, lentamente e com horror, que o homem talvez nunca parasse de falar.
Ele tinha orgulho nas suas proezas — que eram impressionantes, não posso negar. Afinal, a história da vida de um mago quase imortal demora algum tempo a ser contada. E o Invoker tem uma memória lendária; consegue recordar quase todos os pormenores de quase todas as experiências que teve numa vida que estou a descobrir ser muito aventureira, muito interessante e muito, muito longa.
Claro que \"aventureira\" e \"interessante\" é como ele a descreveria. Ao escutá-la sem pausas, o termo mais adequado que me vem à mente é \"árdua\". A minha mão começou a doer e, ao reparar nisso, o Invoker perguntou-me se queria que ele lançasse um feitiço para que a minha pena escrevesse sozinha.
Por profissionalismo, recusei. Mas com hesitação. Quando o sol nasceu no segundo dia da entrevista, já me estava a arrepender amargamente da decisão. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_74_Invoker_LocHeroName" "Invoker"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_74_Invoker_LocPersonaFieldNotes" "\"Não quis que chegasse a este ponto\", gritou Carl sobre os restos fumegantes de um salteador. Para mim, estava claro que, apesar de toda aquela fanfarronice, ele nunca matara ninguém. Enxugando as lágrimas, disse-me que não era justo que alguém \"simplesmente se atirasse a nós daquela maneira\".
Desde que \"chegou\" à nossa era umas semanas antes, Carl tinha estado em estudos na Academia de Ultimyr: tanto ele estudava as artes místicas como os outros feiticeiros estudavam tal menino-prodígio com uma aptidão sobrenatural para a magia.
Transportar-se magicamente para terras distantes é difícil até para o feiticeiro mais poderoso, quanto mais viajar para éones futuros. Mas ali estava esta criança, um miúdo muito barulhento e convencido, que o conseguiu fazer.
Os anciãos da academia falharam em replicar o feitiço de Carl, enquanto o Invoker do nosso tempo se recusava a crer que não era mais do que um impostor estranho. Frustrado, Carl exigiu finalmente uma viagem para o exterior, jurando que \"desta vez, vou provar-lhes o meu valor\".
O que aconteceu das outras vezes, Carl recusou-se a dizer. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_75_Silencer_LocFieldNotes" "Como na maioria das casas na cidade de tendas de Hazhadal, tentar manter a areia fora é uma batalha perdida. Tiro e escovo o mais que posso do meu almofadão quadrado e depois desisto.
O meu anfitrião é Abagard, o último instrutor vivo da outrora grande escola de magos de guerra que os Aeol Drias alguma vez produziram.
\"Os Aeol Drias produziram o maior mago de guerra, é verdade\", diz Abagard, com um sorriso subtil. \"Mas não por via do ensino\". Ele tosse, com um ligeiro embaraço. \"Nós... criámo-lo para ser o nosso campeão. Durante duzentos anos, linhagem após linhagem, emparelhamento após emparelhamento. Ele não nasceu. Nós fizemo-lo.\"
Nortrom era um aluno obediente. Mas a realidade não. Ao sétimo ano nos Aeol Drias, Nortrom reprovava até nos testes de magia mais básicos. O aluno que tinham criado durante séculos para ser a culminação da ordem não conseguia lançar um único feitiço, nem que a sua vida dependesse disso.
\"Eu tinha a certeza de que as linhagens estavam corretas. Mas todos os sinais estavam lá. Tínhamos falhado\". Ele suspira. \"Foi o que pensámos até ao Dia do Teste Final.\"
Afinal, foi só um caso de desenvolvimento tardio. Os alunos enfrentaram-se para demonstrar as suas habilidades. Ninguém esperava nada de Nortrom. Mas, quando os aspirantes a magos começaram a invocar as suas encantações, Nortrom concentrou-se. De repente, na arena, ele não era apenas o melhor mago. Ele era o único mago. Mais ninguém conseguia lançar um feitiço. Nem que a sua vida dependesse disso.
\"Pelo lado positivo\", suspira Abagard, \"ele acabou por se formar\".
Aceno com a cabeça e bebo um gole do meu leite de areia. Muito arenoso. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_75_Silencer_LocHeroName" "Silencer"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_76_OutworldDestroyer_LocFieldNotes" "Andei semanas a perguntar por aí, na esperança de encontrar alguém que tivesse sobrevivido a um encontro com a criatura também conhecida como \"Destruidor Sideral\". Finalmente, um mercador ambulante disse-me que o irmão dele tinha feito mesmo isso, sabe-se lá como.
\"O meu irmão Traymont era muito curioso\", disse ele. \"Sempre à procura de novas aventuras. Nas suas viagens, deparou-se com uma cidade que o Destruidor estava... a destruir.\"
Depois disse-me onde eu poderia encontrar o irmão dele, se quisesse fazer-lhe uma entrevista.
\"Boa sorte\", acrescentou, triste, antes de seguir caminho.
Fui ter com Traymont no manicómio estéril e deprimente onde agora vive. Quando o cumprimentei, virou a cabeça rapada para olhar para mim. Ou para algo na minha direção.
\"Ele vai-te apanhar\", disse ele, quase a sussurrar. \"Ele vai-nos apanhar a todos.\"
Alguns académicos teorizam que o Destruidor Sideral veio além do sol, da beira do próprio abismo. Que patrulhava aquela região distante, à espera. De quê? Alguns acreditam que ele é o arauto de um mal tão pervasivo que irá consumir o mundo. Outros recusam-se a pensar tanto nas possibilidades, ou sequer a considerá-las. Mas o homem magro e de olhos esbugalhados sentado à minha frente tinha a sua própria teoria, aparentemente.
\"Não podemos escapar\", coaxou. \"Tarde demais. Ele está a chegar.\"
Não ia conseguir muita informação aqui. Ao sair, Traymont começou a rir-se. O seu riso transformou-se numa gargalhada maníaca. \"Ele está a chegar!\", gritava ele, uma e outra vez, entre gargalhadas."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_76_OutworldDestroyer_LocHeroName" "Outworld Destroyer"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_77_Lycan_LocFieldNotes" "A luz da minha fogueira minguante numa clareira nos confins da Floresta Ocidental traz reflexos da linha de árvores: um par de olhos brilhantes. Depois, um segundo par junta-se ao primeiro, e um terceiro ao segundo, até finalmente formar uma constelação.
Levo a mão à faca que trago comigo, mas, quando o primeiro lobo gigante se derrama da floresta como uma sombra viva, largo a lâmina, aterrorizada. Ele aproxima-se, confiante, mas não rosna nem parece ameaçador. Parece... curioso? Estremeço e viro a cabeça enquanto se aproxima o suficiente para me cheirar. Quando abro os olhos, depois do que parece ter sido uma eternidade, vejo um homem de caninos afiados à minha frente. Os outros lobos dispersam-se.
\"Esta floresta é um sítio perigoso para alguém como tu\", rosna ele.
Ele apresenta-se como Banehallow, da família Ambry. Ouvi falar como a sua família se tinha revoltado contra um rei louco. Como ele era o único da sua linhagem que tinha sobrevivido e como os magos do rei o tinham amaldiçoado com licantropia. Conhecia a história, mas ainda havia uma coisa que queria saber.
\"Quando te transformas...\", ousei perguntar. \"...não dói?\"
\"Mais do que jamais poderás imaginar\", responde ele, com pesar. \"Todas as vezes, dói.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_77_Lycan_LocHeroName" "Lycan"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_78_Brewmaster_LocFieldNotes" "Sob os arcos devorados por heras da Cidade Arruinada, encontrei Mangix, o famoso Mestre-Cervejeiro. Aceitou ser entrevistado, mas apenas sob uma condição: que bebêssemos juntos.
\"Na Ordem de Oyo\", começou ele, enquanto pousava as canecas, \"bebemos para falar com os espíritos\". A cerveja era parecida com ele: de uma cor dourada acastanhada, encorpada e assustadoramente forte. \"Sou meio-Celestial, então consigo ver mais longe no outro plano existencial. Ajuda um bocado.\"
Depois de uns goles, também eu já estava a ver outros planos existenciais. Não estava a ajudar lá muito.
À segunda rodada, ele (ou eles? agora são dois) conta como derrotou o mestre antigo ao soco/a ver quem bebia mais. \"Não foi fácil\", dizem os Mangixes (mangices?). \"Estávamos sempre a cair\". Eu aceno com a cabeça. Talvez demais.
já na quarta rodada, magnix diz que anda à procura do único pensamento perfeito que vai unir o plano fisico e o espritual. eu digolhe que isso deve tar debaixo da mesa
chega a quinta rodada e o mangx tocame no ombro. aguentastete bem - diz ele e entao a mesa começa a rodaar e depois ó-ó"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_78_Brewmaster_LocHeroName" "Brewmaster"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_79_ShadowDemon_LocFieldNotes" "Não ia tentar arrancar informações sobre o Demónio das Sombras aos seguidores do seu culto, mas ouvi falar de uma cultista renegada que tinha desertado. Andei semanas a tentar localizá-la.
Alguém a abandonar a Ordem da Névoa Umbral era algo que nunca tinha acontecido antes, por isso eu estava desconfiada. A cultista renegada também estava desconfiada, mas de mim, das minhas tentativas repetidas de a encontrar e das minhas intenções. Ela tem estado a monte desde o dia em que abandonara a ordem. Foram precisas semanas de correspondência cifrada entregue em pontos secretos e muita persuasão para finalmente marcarmos um encontro num casebre remoto, num local que prometi não revelar.
Quando lá cheguei, um punhal reluzia na sua mão, e os seus olhos também. Ela tinha o olhar selvagem e apavorado de um animal caçado.
\"Fugi quando os meus pais me ofereceram como sacrifício\", guinchou docilmente, saltando de pavor com cada som. \"Já tinha visto como o veneno que davam aos sacrifícios os corrompia... os atormentava... os matava.\"
Ela contou-me como o culto fazia sacrifícios para apressar a chegada do fim dos dias, não só deste mundo, mas de todos. Era o maior desejo do deus deles.
Um ruído lá fora fez com que ela se levantasse de um salto, encostando o punhal à própria garganta. Sangue espesso escorreu-lhe pelo braço abaixo antes que eu conseguisse impedi-la."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_79_ShadowDemon_LocHeroName" "Shadow Demon"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_7_Earthshaker_LocFieldNotes" "Encontrei-o num vale escavado por sismos, onde o ar estava carregado de partículas de pedra esmagada e de frescas convulsões da terra. Os picos de Nishai erguiam-se acima de mim, ainda a espirrar pequenas avalanches. O nome que ele deu a si próprio é Raigor Stonehoof; outros chamam-lhe Earthshaker, o Tremor da Terra.
Ele não é lá muito comunicativo. Faz sentido: ele é mesmo feito de pedra, afinal. Por isso, falei com os amigos dele.
\"Nós seguimos ordens\", disse um golem. \"Ele fez-se a ele próprio. Não é como nós.\"
Uma gárgula acenou com a cabeça. \"Nós ficamos de guarda. Raigor é livre para ir onde quiser.\"
Houve um ano em que os picos enlouqueceram: avalanches rugiram, a terra abriu-se, os mapas da altura foram para o lixo. Quando a poeira assentou, Raigor emergiu, sacudindo montanhas e rochedos dos seus ombros. Conta-se que ele esteve a formar-se pacientemente, de própria vontade, no ventre do substrato rochoso.
Após um silêncio melhor medido em tempo geológico, ele decidiu que eu merecia a sua atenção. \"Sou feito de pedra e osso\", disse. \"Vivo, sangro e, um dia, hei de morrer. Quando voltar a ser poeira, estarei simplesmente a regressar a casa.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_7_Earthshaker_LocHeroName" "Earthshaker"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_80_LoneDruid_LocFieldNotes" "Primeiro estava num outeiro musgoso a rabiscar umas notas; depois, de repente, vejo-me colado ao chão atrás de um pinheiro velho, com o coração aos saltos. Dizem que quando te deparas com um urso selvagem, olhas para a cor. Se for castanho, baixa o tamanho; se for preto, dá-lhe com o espeto. Mas e um urso espiritual? Não há rima para isso, então cá vai: se for um urso espiritual, teme-o sem igual.
O velho Sylla chegou sem pressas. Parecia pouco habituado a ter companhia que não fosse o seu urso, mas mostrou-se hospitaleiro mesmo assim. O seu urso vagueou até a um riacho próximo e voltou com um peixe, que Sylla comeu cru enquanto conversávamos. Tirei notas da nossa conversa enquanto tentava ignorar o urso a notar em mim.
Falou-me do seu Clã do Urso, agora extinto, e da sua missão: proteger uma semente sagrada e plantá-la apenas quando o mundo ficar desolado. Eventualmente, convenci-o a mostrar-me a semente. Sim, parecia uma semente.
Ele tem estado à espera durante muito tempo. Esperemos que ainda tenha de esperar muitos mais éones. E depois de terminar de comer, de se despedir e de desaparecer entre as árvores, perguntei-me o que mais faria ele no meio do mato. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_80_LoneDruid_LocHeroName" "Lone Druid"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_81_ChaosKnight_LocFieldNotes" "Corro.
Enquanto um esquadrão de cavaleiros em enormes corcéis negros me persegue pelos Campos da Carnificina, corro. Sei que não sou mais rápido do que eles, mas mesmo se fosse, não faria diferença. Os cavaleiros simplesmente desaparecem e reaparecem à minha frente. O cavalo mais à frente desvanece-se enquanto deslizo através dele, antes de embater de frente no enorme corcel que vem atrás.
Ofegante e um pouco atordoado, levanto-me com dificuldade. Deixei cair a tocha enquanto corria, mas os olhos flamejantes tanto dos cavaleiros como dos cavalos projetam uma luz débil, que mal me permite ver.
\"Não és um ser da Luz\", rosna o cavaleiro. Não sei se eu devia estar ofendido, mas mesmo se estivesse, não o iria demonstrar.
\"A tua condição mortal está abaixo de mim. Não tens importância.\"
Bem, essa doeu.
\"A Luz sucumbirá à minha espada. Os seguidores da Luz voltarão a ser pó.\"
Após tais palavras, os outros cavaleiros desaparecem. O corcel deste Cavaleiro do Caos vira-se e sai disparado, deixando-me sozinho no escuro. E se isso significa que ele não vai voltar, então nem me importo de estar às escuras. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_81_ChaosKnight_LocHeroName" "Chaos Knight"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_82_Meepo_LocFieldNotes" "Quando entrámos na sua cabana feita de diversos materiais reaproveitados, Meepo riu-se. \"Bem-vindo! Bem-vindo! Senta-te!\", disse ele, apontando para o que parecia ser um trono apodrecido de uma civilização qualquer há muito tempo extinta.
\"Não, obrigado. Prefiro ficar de pé\", disse eu, acanhado, para aparente deleite do Meepo.
Ele olhou por cima do meu ombro. Quando segui o seu olhar, vi outro Meepo sentado num banquinho rachado, a sorrir.
\"Como queiras\", disseram os dois. O novo Meepo esticou-se dramaticamente e bocejou, colocando os braços atrás da cabeça. Percebi logo que era uma distração, virei-me e deparei-me com um terceiro Meepo a remexer na minha mochila, à procura de algo que valesse a pena roubar. Quando tentei apanhá-lo, fez \"Puf\" e desapareceu, levando com ele uma refeição embrulhada em folhas que estava a guardar para a viagem de regresso a casa.
Quando me virei novamente, havia mais dois deles. Todos os cinco Meepos estavam virados para mim de todas as direções e disseram \"Não te importas que eu coma isto, pois não?\"
Disse-lhes que não havia problema. Na altura, parecia ser a maneira mais rápida de impedir que mais deles aparecessem. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_82_Meepo_LocHeroName" "Meepo"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_83_Treant_LocFieldNotes" "Após uma semana a vaguear pelas montanhas para lá do Vale de Augury, já tinha perdido a esperança de encontrar alguém que me pudesse contar sobre o Protetor Treant. Ou de encontrar alguém sequer. Não via mais nada senão árvores. Mais árvores do que se poderia esperar nas montanhas, todas a sussurrar incessantemente.
Tinha acabado de me sentar numa raiz grande e exposta, quando uma voz trovejou por cima de mim.
\"Estás sentada no meu pé.\"
Levantei-me rapidamente. Depois de um pedido de desculpas nervoso, apresentei-me e mencionei o Protetor.
\"Nós conhecemo-lo como Rooftrellen\", disse o treant. \"Ele não está. Partiu para aprender sobre o teu mundo, criatura cor-de-rosa, da mesma forma como tu estás aqui para aprender sobre o nosso. Mas os nossos segredos não são para os teus ouvidos.\"
Pareceu relaxar visivelmente (pelo menos na medida do que me parecia possível para uma árvore) quando lhe disse que só queria saber mais sobre Rooftrellen.
\"Ele era o mais veloz entre nós e também o mais aventureiro\", retumbou. \"Ele eliminará qualquer perigo que possa ameaçar o reino das árvores.\"
\"Talvez um dia regresse. Talvez não. Mas tu...\"
Inclinei-me, pronta a escrever.
\"Tu tens de partir e nunca mais voltar\". Ah.
As noites foram frias no caminho para casa. Achei melhor não acender nenhuma fogueira."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_83_Treant_LocHeroName" "Treant Protector"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_84_OgreMagi_LocFieldNotes" "Na casa de apostas de Candoness, todos antecipam em silêncio a vez de Aggron Stonebreak na mesa de dados. \"Cinco cincos. Outra vez\", anuncia um aborrecido crupiê sobre o alvoroço da plateia.
Diz-se que todos os ogres foram abençoados pela Deusa da Sorte. Sem a sua bênção, seriam demasiado estúpidos para sobreviver enquanto espécie. Mas esta casa de apostas é conhecida por viciar a sorte a seu favor. Achavam que tinham manipulado os dados de tal forma que a famosa sorte de um ogre não fizesse diferença. Isso foi dez dados atrás. Dez dados foram lançados... e todos eles foram cinco cincos.
Com duas cabeças em vez da habitual uma, Aggron tem, no entanto, duas vezes mais sorte do que a maioria dos ogres. As suas duas cabeças também significam o dobro do cérebro. É o mais inteligente da sua raça, o que o torna quase tão esperto como um humano que não deve ser deixado sozinho à frente de comida quente.
Sigo Aggron lá fora, onde ele deixou a sua montada, Flockheart.
Uma das cabeças de Aggron diz-me que a mãe dele era uma ogre chamada \"Ogre\". A outra diz que já o pai era um ogre chamado \"Ogre, o Ogre\". Eram lavradores de carniça prestes a morrer à fome, até que Aggron nascera e então a sua sorte mudou para melhor.
Agora, Aggron viaja pelo mundo, esperando partilhar a sua boa sorte com qualquer um que considere um amigo. E aqueles que não considera?
\"Bem, aqueles que não recebem boa sorte, eu dou-lhes o que eu chamo...\", disse uma cabeça, antes de a outra terminar com uma tentativa de pensamento profundo, \"...sorte não boa.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_84_OgreMagi_LocHeroName" "Ogre Magi"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_85_Undying_LocFieldNotes" "Grossas colunas de fumo negro levaram-me até a um prado árido nas Colinas Sangrentas, onde um adolescente mal-arranjado atirava um cadáver meio comido para uma enorme pira em chamas, já cheia com uma pilha de mortos. A imagem era menos desagradável do que o cheiro.
Olhou-me com desconfiança, como olharias se a tua tribo nómada tivesse sido chacinada sem aviso. Finalmente, talvez precisando de uma pausa depois de arrastar tanto cadáver, o jovem aproximou-se de mim.
\"Aquela... coisa... aparece sem aviso, na calada da noite\", disse ele, quase a sussurrar. \"Todos ouvimos um zumbido baixo, muito arrepiante. Eu? Fugi logo.\"
Os cadáveres queimados, acrescentou o rapaz, eram os que tinham ficado para lutar.
\"Ele levanta a mão devagarinho e uma pedra surge do chão, que faz aparecer um monte de mortos-vivos. E famintos. Famintos por gente como nós.\"
Já ouvi rumores murmurantes sobre um tal Undying a devastar aldeias e acampamentos como este. O problema era encontrar alguém que tivesse sobrevivido para contar o que aconteceu.
\"Agora tenho de cremar a minha família\", disse ele, tentando abafar um choro. \"Não quero que se transformem naquelas coisas.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_85_Undying_LocHeroName" "Undying"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_86_Rubick_LocFieldNotes" "\"Ser Maestre de uma cidade é um dos títulos mais prestigiados que um magus pode ter\", gabava-se Ilwyn Caladrian, apontando para uma enorme câmara repleta de tomos encadernados em couro, orbes incrustados a ouro, provetas de cristal e outros artefactos arcanos ornamentados.
De facto, Caladrian conseguiu o seu cargo de mago residente de Stonehall através de décadas de estudo e experiência. Mais importante ainda, sobreviveu ao que, nos círculos mágicos, é conhecido como \"O Cataclismo\". Nunca ninguém ousara desafiar toda a guilda dos magos. Nunca ninguém tinha sido tão ingénuo. Mas quando Rubick se atreveu a fazer justamente isso, quase pôs fim ao próprio mundo da magia.
\"Rubick lançou o desafio\", disse ele, pensativo. \"Enfrentou-nos a todos, e não existe uma força mais poderosa do que um exército de magos unidos por um objetivo comum.\"
Pelo menos, era essa a teoria. Os magos partiram sedentos de sangue e acabaram por derramar apenas o deles. Para cada feitiço lançado, Rubick tinha uma resposta. Muitas vezes, a resposta era um feitiço que outro mago acabara de usar.
\"Encantamentos que levaram anos a dominar, ele replicou sem pensar duas vezes, como se fosse uma brincadeira de crianças\", resmungou Caladrian. \"Alguns de nós conseguiram rastejar para longe, mas só porque ele ficou aborrecido depois de matar tantos magos.\"
\"Espero que continue aborrecido.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_86_Rubick_LocHeroName" "Rubick"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_87_Disruptor_LocFieldNotes" "O som da areia vermelha a ser esmagada sob os meus pés harmoniza-se com o crepitar do céu tempestuoso sobre as planícies desoladas das terras altas de Druud.
A marchar ao meu lado segue um grande lagarto, montado por Disruptor. Ele é pequeno para um Oglodi, mas o seu arsenal é tudo menos isso. Disruptor traz consigo um grande bastão, carregado de energia elétrica, que usa para controlar a eletricidade. Estou a correr para o conseguir acompanhar enquanto patrulha a zona.
\"O meu povo tem estudado a arte das tempestades durante gerações\", diz ele, referindo-se aos Oglodis nómadas, que foram expulsos da sua terra natal e desde então vagueiam pelos desertos. As pessoas tendem a preocupar-se mais com o clima quando têm de viver expostas a ele.
\"Conhecemos os perigos que o clima pode trazer. Tratamo-lo com a reverência que merece. Em troca, permite-nos controlá-lo em nossa vantagem.\"
Uma rajada de vento arremessa um jorro de areia à minha cara, embora pareça contornar Disruptor.
\"Não fui eu\", diz ele, a rir-se. \"Às vezes, o tempo gosta de brincar. Mas não te preocupes. Se estivesse zangado contigo, já o saberias.\"
Outra lufada arranca páginas do meu bloco. Corro para as apanhar. Disruptor, enquanto patrulha, não pode esperar por mim. Em vez disso, deixa-me um conselho: \"Se fosse a ti, procuraria por abrigo. Vem aí uma tempestade.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_87_Disruptor_LocHeroName" "Disruptor"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_88_NyxAssassin_LocFieldNotes" "Um aviso de um estafeta levara-me lá abaixo: \"Não te demores nos túneis\". Obviamente, demorei-me. A minha lamparina iluminava veias de quartzo, pedra húmida e o cintilar de uma secreção resinosa. A minha própria respiração ficou demasiado ruidosa.
Primeiro ouvi o arranhar quitinoso, depois um pensamento que não era meu: PÁRA. Enterrou-se no meu cérebro com tanta força que deixei cair o meu caderno.
Da escuridão ele surgiu: oito patas, as da frente curvadas como adagas. As mandíbulas mexiam-se, como se me estivessem a mastigar. A sua carapaça esguia parecia ter sido feita com uma única finalidade: aproximar-se silenciosamente, atacar de repente e desaparecer sem deixar rasto.
Dois olhos ardiam, irradiando uma intenção tão lancinante que parecia uma faca a pressionar-me entre as costelas. Senti-me a ser considerado uma potencial presa, um naco macio e cor-de-rosa. O pensamento pressionava ainda mais: \"Recorda a minha história, escriba. A deusa-rainha escolheu esta larva. Só esta larva sobreviveu ao ritual. Foi refeita. A sua lâmina mais afiada. A sua vontade em carne. Nyx.\"
Não pestanejei até ele desaparecer, deixando apenas um odor amargo e um eco da sua vontade. Escrevo depressa agora, sem saber ao certo se estas palavras são minhas, dele... ou Dela. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_88_NyxAssassin_LocHeroName" "Nyx Assassin"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_89_NagaSiren_LocFieldNotes" "O árido Deserto Cintilante não parece ser o sítio ideal para encontrar um pirata, mas foi lá que as minhas fontes me garantiram que daria com o velho lobo-do-mar Grymstock. Achei-o a rir às gargalhadas, sentado a uma mesa que rangia sob o peso de canecas vazias, numa taverna rançosa chamada A Cabeça do Camelo, nos arredores de Qaldin. Mas quando lhe perguntei sobre ela, ele ficou logo sóbrio.
\"Eu estava a guardar o porão do nosso navio, o Sabre Encarnado, quando ouço um gemido lancinante\", contou. \"Fiquei paralisado. Sim, de medo, mas era mais do que isso. E depois, lá apareceu ela.\"
\"Ela passa por mim a deslizar, olha-me nos olhos com um ódio que nunca vi nem antes, nem depois. Vasculha pelo nosso saque, examinando cada taça, cada graal, cada cálice.\"
\"Pelos vistos não achou o que procurava, porque deslizou de volta para o mar, em silêncio\", disse ele, a tremer.\"
Segundo Grymstock, o resto da tripulação ficou tão paralisado como ele. Não sabe o que lhes aconteceu.
\"Só sei uma coisa: nunca mais hei de chegar perto da água, nunca mais.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_89_NagaSiren_LocHeroName" "Naga Siren"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_8_Juggernaut_LocFieldNotes" "O campo de batalha junto ao sopé de Kantusa está coberto de corpos. Também está coberto de cabeças que estiveram outrora presas a tais corpos. No meio de um monte de cadáveres está Yurnero.
Ele salta e crava a sua espada em mais um adversário. Os seus pés movem-se com destreza, tanto em uníssono como em oposição aos braços, enquanto abre caminho através dos inimigos. É como ver água em movimento. Água capaz de cortar pessoas ao meio.
Por fim, abatido o último dos seus adversários (alguns fugiram, para desprezo de Yurnero), os olhos por trás da sua máscara brilham enquanto contempla a carnificina que provocara.
\"Hoje foi um bom dia\", entoa. \"Para mim, sim, mas sobretudo para aqueles que aqui morreram com honra.\"
Pergunto-lhe se lamenta o seu exílio da Ilha das Máscaras ou a destruição subsequente da ilha, que o tornou o último da sua linhagem (enquanto rezo para que não se ofenda. Felizmente, não se ofende).
\"Não há tempo para arrependimentos\", aconselha, \"quando há batalhas por vencer.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_8_Juggernaut_LocHeroName" "Juggernaut"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_90_KeeperoftheLight_LocFieldNotes" "Encontrei-o ao amanhecer, agachado à frente de uma fogueira crepitante, a tentar fazer ferver uma chaleira. Tinha o aspeto de um simples velho vagabundo: débil, embrulhado em trapos, a falar sozinho. O seu cavalo relinchava, nervoso.
\"Não te deixes enganar pelo velho Ezalor\", tinha-me avisado um caçador. \"À primeira vista, parece um velho senil qualquer. Mas foi numa noite sem estrelas, quando eu estava perdido, que o conheci. E depois... puf! A Estrela Polar acendeu-se intensamente como um lampião no céu.\"
De facto, o velhote parecia inofensivo. O seu cajado apoiava-se numa pedra, a emitir um brilho ténue, daqueles que os cajados não costumam ter. Murmurou algo estranho sobre a \"primeira luz\" e como a primeira luz da aurora costumava \"correr mais depressa\". Depois ria-se, como se tivesse acabado de contar uma piada que só o seu universo tinha entendido.
\"Ah, olá\", disse ele, ao ver-me a aproximar. Apontou para o nascer do sol. \"Lindíssimo, não é? Não é para me gabar, mas... nada mau\". O cavalo resfolegou.
A chaleira apitou. Ezalor serviu chá com mãos trémulas. As chamas da fogueira pareciam avivar-se. Dei um gole, tentando convencer-me de que era apenas a luz da manhã. Mas, no fundo, tinha a sensação que não estava a beber chá com um homem, mas sim com algo que se lembrava de um tempo em que o próprio conceito de manhã tinha acabado de ser criado. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_90_KeeperoftheLight_LocHeroName" "Keeper of the Light"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_91_Io_LocFieldNotes" "As planícies estendiam-se, brancas e ininterruptas, sob um céu tão vasto que me magoava os olhos. O ar tinha um gosto estático e formigava como sal. Supostamente, Io está em todo o lado, mas diziam os rumores que podia ser visto aqui. Um zumbido suave e constante pulsava à minha volta, como um batimento cardíaco. E foi aí então que avistei o Espírito.
Seja lá o que Io for, é mais antigo do que o tempo, quanto mais a linguagem. Quem já o viu diz que ele \"fala\" apenas através de cooperação e tons harmónicos. \"Às vezes canta\", contou-me um nómada. \"Uma terça maior significa que gosta de ti. Dissonância significa... que devias fugir.\"
Perdido na minha ignorância, perguntei de onde vinha. Uma terça maior tremeluzente ondulou em todas as direções. Um gesto amplo de omnipresença? Perguntei porque se alia a uns e não a outros. Uma sétima menor flutuante oscilou para trás, hesitante, como um encolher de ombros.
Por fim, Io subiu em espiral, rumo ao céu, espalhando partículas de luz. Depois, fiquei especado a olhar para o meu caderno, sem saber se quase tinha compreendido uma força cósmica ou se tinha encenado uma entrevista comigo próprio. "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_91_Io_LocHeroName" "Io"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_92_Visage_LocFieldNotes" "Num hospício em Hauptstadt, conheci um bandido chamado Raff que tinha ar de quem já tinha ido ao inferno e voltado. E afinal tinha mesmo. Sete vezes.
Tecnicamente, só morreu uma vez (meio bêbado, de calças meio vestidas, caiu da varanda de um bordel) e foi parar ao Labirinto Estreito, um emaranhado de passagens retorcidas onde as almas são encaminhadas.
\"Só que encontrei uma saída\", sussurrou, inclinando-se para a frente. \"Não digo onde. Senão tapam-na logo.\"
Sempre que alguém escapa do Labirinto Estreito, o Caçador de Espíritos — uma gárgula chamada Visage — é solto, com a tarefa de trazer o fugitivo de volta.
\"Asas ágeis de pedra. Garras como cinzéis\", disse Raff, com a autoridade de alguém que já as viu e sentiu. Raff tentou todos os esconderijos imagináveis: oceanos (\"pedra afunda\"), selvas (\"as asas ficam presas\") e até igrejas (\"não é suposto as gárgulas esperarem no telhado?\"). Nenhum funcionou.
\"Agora estou aqui\", diz ele, gesticulando para o hospício e os outros pacientes débeis, definhados e, em certos casos, defuntos. \"Imagino que ele não me vá encontrar no meio de tanto moribundo.\"
Porque continua ele a fugir? Raff encolhe os ombros. \"Se tivesses visto o que espera do outro lado, também fugirias. Mesmo se a criatura de pedra te arrastar sempre de volta.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_92_Visage_LocHeroName" "Visage"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_93_Slark_LocFieldNotes" "\"A maioria das pessoas nem sabe quais foram os crimes que o Slark cometeu\", disse o Guarda Slithereen, que aceitou falar apenas sob condição de anonimato. \"Os poucos que sabem dizem que os crimes são demasiado brutais para serem sequer mencionados.\"
Estamos sentados nos escombros de uma antiga estalagem nas Ruínas de Shadeshore e, embora os Guardas Slithereen sejam temíveis e corajosos, o meu contacto assusta-se com cada ruído repentino.
\"Ele não é como nós\", diz ele, a tremer. \"Somos poderosos, mas ele é cruel. Cruel e astuto.\"
Durante anos, a malícia de Slark esteve contida. Esteve aprisionado no Recife Obscuro, uma prisão submersa e impenetrável, onde a esperança se esvai e ninguém sai. Ninguém, exceto Slark. Já tinha tentado escapar uma vez e mal conseguiram impedi-lo. Passou metade de uma vida atrás das grades até surgir a próxima oportunidade de escapar, juntando-se a uma dúzia de outros reclusos.
\"Não acho que ele se tenha juntado a eles porque tinham um bom plano\", disse o guarda. \"Ele fez o seu próprio plano e usou o deles como distração. Ele sabia que iam falhar\". Faz uma pausa. \"Se calhar até falharam por causa dele.\"
\"Não sei o que é que aquele maldito carapau de corrida fez para ser encarcerado\", diz ele, \"mas se alguma vez fores para a prisão e se estiverem todos a preparar para escapar, ele é aquele que eu seguiria\"."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_93_Slark_LocHeroName" "Slark"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_94_Medusa_LocFieldNotes" "A praça central de Sholcaste, cheia de estátuas, sugere um passado glorioso. Até que se olha de perto e se percebe que as estátuas não são representações de grandes personalidades de outrora. Representam, sim, uma cidade em pânico.
Uma companhia de teatro itinerante tinha chegado, apresentando uma pantomina sobre as míticas Górgonas. Como a maioria das pantominas, era caricata, satírica, movida pela troça. E a Górgona Medusa não leva a troça a bem.
\"O espetáculo estava marcado para uma semana e depois os artistas partiriam para outra cidade\", disse Luther Garrick, o novo presidente da cidade. \"Mas imagino que o espetáculo tenha ficado muito popular, pois era muito engraçado. Era um humor brutal. O povo não estava habituado a ouvir piadas sobre Górgonas em público daquela maneira. Fez sucesso.\"
\"Enfim, a Medusa apareceu no terceiro dia.\"
Muito tempo atrás, as irmãs da Medusa haviam sido raptadas devido à sua beleza e imortalidade. Ela, por sua vez, renunciara à sua aparência lindíssima em troca do poder para se vingar. O que não a impediu de deslizar até Sholcaste naquele dia, lançando o seu olhar petrificante sobre os atores. Depois, voltou-se para os espectadores que se divertiam com o espetáculo.
As estátuas ainda decoram a praça da cidade, demasiado pesadas para serem removidas do palco. Servem de aviso àqueles que sonham em se tornar atores: não façam troça das Górgonas se não conseguirem lidar com as críticas."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_94_Medusa_LocHeroName" "Medusa"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_95_TrollWarlord_LocFieldNotes" "Os trolls não parecem estar interessados em falar sobre Jah'rakal, o Troll Guerrilheiro. Durante umas horas perigosas depois de chegar ao acampamento miserável deles, parece mais provável que eles me matem do que falem comigo. Mas finalmente, lá se dignaram a dizer-me alguma coisa.
\"Não suportamos aquele gajo, e olha que somos trolls, nós até toleramos muita coisa\", resmunga um, apontando para o cozinheiro do acampamento, que cospe no guisado rançoso que está a preparar para a tribo.
Trolls diferentes do grupo vão enumerando insultos para descrever Jah'rakal antes de eventualmente chegarem ao cerne da questão.
\"Ele roubou a parte do saque que era do meu primo. Nem sequer ajudou na luta\", diz um troll corpulento, antes de cuspir para o chão. \"Então expulsaram-no do acampamento\".
Jah'rakal não levou a bem o desterro. Regressou no dia seguinte, a rodopiar os machados.
\"O sacana matou o meu primo até ficar morto!\", diz o troll. \"Ele e mais uns vinte. Atirou-se para eles todo tolo.\"
\"Da próxima vez que ele aparecer, temos arsenal para o abrir ao meio\", acrescenta o chefe da tribo, antes de baixar a voz.
\"Mas se o vires, não lhe digas que eu disse isto.\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_95_TrollWarlord_LocHeroName" "Troll Warlord"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_96_Centaur_LocFieldNotes" "As tavernas ficam sempre apinhadas na noite de uma luta por um título em Omexe. Esta noite não é diferente, com toda a gente em alvoroço com a grande luta. Mas não estão a falar sobre a grande luta desta noite. Um ano depois, ainda parece ser a única luta de que vale a pena falar.
O dia em que Centaur regressou a Omexe. Tinha regressado como um herói conquistador.
Mas não há lugar para glórias passadas na arena. E não há nada que um jovem e ambicioso combatente queira mais do que conquistar um herói conquistador.
Durante meses, um jovem novato, chamado Thalanax, era o favorito absoluto dos apostadores. Até então, ele não tinha desiludido. E quando Centaur bufou e bateu o casco ao desafio de Thalanax, o jovem, mais músculos do que miolos, não soube reconhecer o aviso.
Pouca gente compareceu ao funeral de Thalanax. Muita gente perdeu muito dinheiro naquela luta.
Centaur disse que voltaria com prazer a Omexe a qualquer altura para matar quem ousasse desafiá-lo pelo cinto. \"E não tenciono ser rápido\", acrescentou. \"Hei de levar o meu tempo, para que a viagem valha a pena\". Até agora, se houver alguém que acredite ter hipóteses contra ele, não tem dito nada."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_96_Centaur_LocHeroName" "Centaur Warrunner"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_97_Magnus_LocFieldNotes" "Vaer Umbercloth, o último de uma longa linhagem de caçadores, retira um coelho de uma armadilha. Estamos a subir e a descer pelo Monte Joerlak, a verificar as suas armadilhas enquanto ele fala.
\"Coelhos e bichos assim ainda dão para o gasto\", diz ele. \"Mas um magnoceronte, isso sim, é que é um prémio.\"
O seu pai, Kaelor Umbercloth, era tão respeitado quanto um caçador podia ser. O que significa que não era lá muito respeitado fora da comunidade de caçadores. Kaelor ficou obcecado com a captura de uma das criaturas gigantescas quando Vaer tinha apenas 12 anos. Só o chifre magnético da criatura teria valido ao pai dinheiro suficiente para sustentar a família durante anos.
Mas quando o Monte Joerlak entrou em erupção, cuspindo lava e cinzas por quilómetros, os magnocerontes que não morreram no desastre fugiram para norte. Todos, menos um: Magnus. Kaelor nem teve tempo de preparar a sua lança antes de ser puxado por uma força invisível em direção à criatura. Vaer, que testemunhara a cena num posto de caça, viu o seu pai a ser empalado pelo chifre de Magnus.
\"Um verdadeiro prémio\", murmura Vaer enquanto retira uma raposa de uma armadilha enferrujada. \"Mas um prémio que não vale o preço que se paga\"."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_97_Magnus_LocHeroName" "Magnus"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_98_Timbersaw_LocFieldNotes" "Segui o rasto de árvores dizimadas através das Florestas Ocidentais. Normalmente, quando as pessoas cortam árvores, levam a madeira consigo. Aqui, os troncos estavam espalhados como cadáveres num campo de batalha. O que me dizia duas coisas: que tinha encontrado Rizzrack e que os rumores sobre a sua sanidade eram provavelmente verdade.
À medida que me aproximava, começava a ouvir o guincho do metal contra a madeira, o ar fresco da floresta a ser substituído por um cheiro a óleo. No meio de uma clareira, a rir às gargalhadas, estava Rizzrack no seu fato mecânico.
Parecia ridículo. Também parecia consumido igualmente por ódio e loucura. Não estava simplesmente a cortar o pinheiro, estava a fatiá-lo ao soco com a serra rotativa no braço do fato. Enquanto os ramos caíam, Rizzrack gritava uma série de obscenidades sobre a mãe da árvore.
Quando terminou, pigarreei e ele virou-se para mim. Depois de olhar fixamente para mim por breves momentos, Rizzrack sorriu de um modo mórbido e depois sussurrou: \"És uma árvore?\" "
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_98_Timbersaw_LocHeroName" "Timbersaw"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_999_CodexIntro_LocFieldNotes" "Prefácio"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_999_CodexIntro_LocNonHeroName" "Atlas de Heróis"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_99_Bristleback_LocFieldNotes" "\"O que te 'tou a dizer, é o que digo a toda a gente, é que aquilo nã'foi uma luta justa\", rosnou Rigwarl com uma entoação que deixava claro que não admitiria contestação. \"O &%#ão acertou-me c'um soco à socapa, é o que foi.\"
Estávamos numa tasca em Fogar de Njord (que era horrendamente imunda, até pelos padrões de Fogar de Niord), não muito longe de onde o desordeiro Rigwarl (conhecido pelos locais como \"Bristleback\", \"aquele bêbado\" e \"aquele bêbado zangado que está sempre a tentar lutar com toda a gente) foi derrotado pela primeira vez. Mencionar a luta causou um olhar nervoso do taberneiro. Os clientes habituais, que estavam a ouvir a conversa sorrateiramente, vestiram logo os casacos e saíram do estabelecimento.
\"Dar c'um soco à socapa n'é justo\", resmungou Rigwarl antes de virar a cabeça para cuspir uma gosma esverdeada para o chão (repulsivo, até pelos padrões de gosmas esverdeadas). A tasca não devia ter sido limpa há meses, ao ponto que mais imunda parecia impossível. A cuspidela conseguiu piorar.
Claro que o taberneiro sabia bem que não devia pedir a Bristleback para se ir embora. Especialmente quando ele estava assim tão irritado. As paredes, cheias de remendos mal feitos, ainda deixavam à vista os buracos das últimas vezes que alguém tentou expulsar Rigwarl. Felizmente, o arruaceiro tomou a decisão sozinho. Emborcou o resto da última de sabe-se lá quantas cervejas e levantou-se.
\"É, vou masé achar aquele filh' da mãe e dar-lhe o que merece\", jurou, antes de se dirigir à porta, arremessá-la ao soco (com as dobradiças e tudo) e desaparecer pelo lusco-fusco.
Segui-o. Prometia ser uma luta dos diabos."
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_99_Bristleback_LocHeroName" "Bristleback"
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_9_Mirana_LocFieldNotes" "As flores de lótus, flutuando à superfície de um lago tranquilo no coração dos Bosques de Nightsilver, reluzem com um brilho prateado à luz de duas luas semifragmentadas, penduradas pesadamente nos céus.
\"Lindíssimo, não é?\", diz uma voz que me arranca de um estado de contemplação em que eu nem tinha reparado estar.
Sobressaltada, viro-me e vejo Mirana, a Princesa da Lua. A sua aparência real não atenua a minha apreensão, sobretudo por causa da grande criatura felina que espreita entre as árvores atrás dela.
\"Essas flores pertencem à minha Deusa, Selemene. Podes olhar, mas não tocar\", avisa a Princesa. Eu conhecia a história, mas não ousei interrompê-la.
\"Por isso, se estavas a pensar em levar uma para casa...\", ecoa a sua voz, tenuemente.
Da minha esquerda, detrás de um grupo de árvores, surge uma jovem mulher de estatura baixa e corpo firme a assobiar de forma inquietante.
\"Só vim aqui para falar com vossa alteza\", explico, com uma vénia um tanto exagerada.
Ela faz um som de desaprovação.
\"Tais gestos são reservados a Selemene\", murmura Mirana com reverência. Estes bosques são Dela; eu sou apenas a guardiã.
Pergunto-lhe porque abdicou da vida como herdeira do Trono Solar para servir outrem. Ela parece achar a pergunta ridícula.
\"Castelos e coroas são meras ninharias\", diz. Depois aponta para os seus companheiros, o felino e a rapariga. \"Nós servimos algo que nos transcende.\""
"DOTA_VData_monster_hunter_world_CodexEntriesLocalized_9_Mirana_LocHeroName" "Mirana"
}